Expert dos prazeres.
Decrepito da alma.
Dos sentidos esvazia.
Do que a essência mais clama.
Já não serve para nada.
És estátua.
És morto.
És árido, deserto sem água.
Já não és mais jovial.
A tristeza consumiu.
Fraqueza a parte.
Este foi seu mal.
Já não és capaz de amar.
Pois se não fazes a si mesmo.
Serás vazio a doar.
Errático a fixar.
Já não és filho nem pai.
Rebaixastes ao pó.
A si mesmo tanto trai.
Se sabota sem dó.
Amigos sempre amigos.
Estes serão sempre lembrados.
Em teu coração guardado.
Independente de hierarquia, sangue, credo, cor.
Sinto muito por ti.
Lançarte-a ao fogo de tuas próprias paixões.
Ao lascinante breu de teus próprios medos.
Dependendo de milhões de perdões.
E de quem mais é difícil obter.
De ti mesmo.
Para ti mesmo.
Estás só.
segunda-feira, 15 de março de 2010
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