segunda-feira, 15 de março de 2010

Só...

Expert dos prazeres.
Decrepito da alma.
Dos sentidos esvazia.
Do que a essência mais clama.

Já não serve para nada.
És estátua.
És morto.
És árido, deserto sem água.

Já não és mais jovial.
A tristeza consumiu.
Fraqueza a parte.
Este foi seu mal.

Já não és capaz de amar.
Pois se não fazes a si mesmo.
Serás vazio a doar.
Errático a fixar.

Já não és filho nem pai.
Rebaixastes ao pó.
A si mesmo tanto trai.
Se sabota sem dó.

Amigos sempre amigos.
Estes serão sempre lembrados.
Em teu coração guardado.
Independente de hierarquia, sangue, credo, cor.

Sinto muito por ti.
Lançarte-a ao fogo de tuas próprias paixões.
Ao lascinante breu de teus próprios medos.
Dependendo de milhões de perdões.

E de quem mais é difícil obter.
De ti mesmo.
Para ti mesmo.
Estás só.