sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sensível e delicioso aroma característico dos teus beijos.
Fortes e demorados nossos abraços.
Semana inteira sonhava, ansiava por viver.
Entre sorrisos, bicos e palhaçadas, acompanhei muitas mudanças, das quais não deixo de lembrar.
Houve momentos e momentos, mas a média para mim era a felicidade de estar ao lado da mulher que amo.
Pelas mesmas mãos que flores levava, levou a discórdia, perde-se a confiança...
Mas foram caminhos...
Sigo amando, e eternamente seguirei, entretanto não tenho mais a mulher, nunca tive, pois nem este corpo a mim pertence. Porém sinto o amor, seja como for aplicado, interpretado, ele é vivo em meu peito.
O homem isola-se para encontrar a sua própria essência, pois o que transcorre ainda fase fetal é, assim como se multiplicaram as células após a fecundação, a absorção do intangível, sentimentos, sons, vocábulos, temperatura, "seiva"nutritiva materna. Este aglutinar segue-se em outro patamar assim que há o parto e daí adiante segue sem cessar tomando matizes peculiares a cada traçado, cada caminho, brotado ou escolhido e assim é formado pouco aos poucos o ser humano, adquirindo faculdades interagindo com ambientes, pessoas, objetos, fluidos, enfim, tudo o que é permitido sentir por seus "captadores" primários, os cinco sentidos. São em muitos casos, atingidos os objetivos, e alcançados os fatores motivacionais, um a um. O que resta? Seus mais íntimos questionamentos essênciais, que como o próprio nome diz, somente podem ser geridos por sua essência, portanto é neste momento que se faz necessário o isolamento do ser humano. Podemos entender como uma meditação, uma viagem enfim, um modo de despir-se de tudo aquilo que foi aglutinado e gerir e encontrar seu, no produto de todos os passados anos de sua existência quanto ao princípio primordial adicionado ainda no período fetal, mas que já não é o mesmo que aquele, pois todo o caminho, o aglutinado, ou seja, tudo que tivemos que despir-nos imprimiram e moldaram uma nova essência através da qual muitos questionamentos são resolvidos, outros endereçados a fé.
O ser humano não é um ser dual e sim plural, temos variadas facetas cujas nuances caminham errantes entre a luz e a escuridão. Esta necessidade matemática que possuímos de rotular, classificar, enfim tentar identificar os indivíduos é completamente vã. Somos seres totalmente distintos uns dos outros. Cada um com seu rastro deixado ao passado interagindo com seus pares, com os espaços por onde flui. Não existem caminhos iguais. Podemos encontrar similares, parecidos, mas nunca exatamente iguais, tal qual a íris ou a digital, portanto somos seres únicos e possuímos tudo o que há no universo dentro de nós, ativando e exercendo através de nossa vontade aquilo que desejarmos, pois o todo é uma partícula e a menor partícula contém o todo.
Exatamente por isso que não há como limitarmos nossas capacidades, pois possuímos algo que nos movimenta, que nos move. É algo simplesmente maravilhoso, são matizes sem fim! Formatos diversos! Características ilimitadas! Mas ainda assim materialmente podemos reduzir tudo o que há no cosmos em uma só partícula fundamental. Mas e a energia que rege e movimenta este todo? Esta é a centelha! Que como o crepitar da brasa, se modifica o tempo todo, fornecendo calor, fumaça, som, odor...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Boa noite e bons sonhos!

Escute...
Não quero mais te convencer de nada.
Pois sabe bem quem sou.
Não preciso afirmar sinceridade, jurar, pois seriam indícios de que possivelmente nada valeriam as minhas palavras.Quando lhe conto o que sinto, como sinto, é por que é vivido, é tão gostoso lembrar! Independente de quanto tempo haja passado. Do que tenha ocorrido neste intervalo de tempo, enfim, nada foi capaz de soterrar momentos tão felizes da minha vida. Basta sentir a lembrança que a alma traduz em etéreo envolvimento, como numa máquina do tempo, que não existe, e que não nos leva ao passado, simplesmente vivifica aqueles momentos sublimes!
Da mesma forma procuro entender qual o palco, atores, figurino, objetos, luzes, enfim, aspectos de momentos que são vividamente ruins, pois igualmente aos bons eles encontram-se a escurecer, teimar em mostrar o quanto houve de erros, excessos, abusos...
Pois ainda que desejasse possuir memória seletiva, isto não existe. Há momentos marcantes em nossas vidas que basta um pequeno flash e estão na pele, pelos, vivas!
Portanto, se acaso não deseja ouvir, não há problema, já és parte daqueles inesquecíveis momentos.
E como disse uma vez, aprendi ou seguirei aprendendo o resto da minha vida, não esperar nada do que não esteja ao alcance do palpitar de meu coração.
O futuro é um enigma, e se faz necessário estar aqui e agora, modificando os espaços ao passar dos tempos e puft! Já tornou-se passado. A não ser que não tão somente modifique espaços, mas interaja, confie e acredite em ti mesmo para que possa lembrar-se de toda sua vida vividamente grande parte deles como momentos inesquecíveis.
Bem...
Boa noite e bons sonhos!
Vento leva teus cabelos.
Linda cauda negra a flamejar.
E o teu sorriso tão singelo.
Imóvel está ante o tempo a passar.

Recordo lindas e singulares histórias.
Que como um álbum de emoções comigo carrego.
Revivo maravilhosas lembranças, sentimentos, sentidos, memórias.
Que por mais vivas que sejam, não são, foram mas ainda as carrego.

Não carrego...
Embalo.
É tudo que eu quero.
Que trago.

Não tenho mais nada.
Mas a agústia passou.
Pois do teu amor não espero nada.
Somente desejo que seja feliz daqui em diante, apesar de tudo que passou.

Pois que descobri que o amor verdadeiro vem de dentro para fora.
É incondicional.
É desejo, saudade, amizade, enfim tudo que ao amante enamora.
É atemporal.

Portanto a única notícia que deseja ter de seu amor.
Ainda que espacialmente distante.
Seja como for.
É que sua amada é feliz o bastante.

E não obstante.
Caso pensem não passar de palavras ao vento.
Certamente...
Até então viveram este sublime sentimento.

Inerte.

Tic...
Tac...
Tic...
Tac...
E nada acontece...
Tic...
Tac...
Tic...
Tac...
Não sobe nem desce...
Tic...
Tac...
Tic...
Tac...
Não surge nem desaparece...
Tic...
Tac...
Tic...
Tac...
Não cala nem emudece...
Tic...
Tac...
Tic...
Tac...
Não não avança nem retrocede...
Tic...
Tac...
Tic...
Tac...
É inerte.

Tripla dor.

Afastar-se de quem ama...
Dor presente.
Dor futura.
Manter a relação com quem despreza...
Dor presente
Dor passada.
Não reconhecer teu próprio eu...
Não reconhecer quem foi...
Não acreditar em quem será...
Dor passada.
Dor presente.
Dor futura.
Há três opções.
Afastar-se de quem despreza e consequentemente de todos a quem ama...
Buscar ser, por ser, agir, por agir, modificar, por modificar, colher, por colher, saborear ou amargar.
Mas antes de mais nada ter consciência de que foram suas próprias escolhas, assumí-las inteirinamente assim como saber receber seus frutos por mais doces ou amargos que sejam.
Pois que tua força é tua integridade,
Tua inegridade são tuas atitudes,
Tuas atitudes são o produto do pensar,
Teu pensar é somente teu.
Ao ponderar há de balancear.
O real e o imaginário.
A oportunidade e a aventura.
O racional e o emotivo.
As dualidades ou pluralidades de tua vida.
Portanto seja a ti mesmo e há de cessar tua dor.

Mais um paradoxo...

Repulsa...
Expulsa...
Atração...
União...
Negativo...
Positivo...
Atração...
União...
Corpo estranho...
Corpo humano...
Repulsa...
Expulsa...
Verdades?
Não há verdade.
subjetividade.
Ainda que seja paradoxal...
Ainda que aparente ser algo fora do normal.
Tudo é um só fluxo.
Um só impulso...
E ainda assim.
Cada um de nós faz o que quer de sua própria vida.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Simples assim...

Desejava não possuir memória...
Que fosse totalmente seletiva...
Memória anti-arrependimento.
Memória nula no atual pensamento.

Será que poderia viver assim?
Há pessoas que vivem, com certeza há!
Pois que conseguem olhar para o agora.
Não gastam mais tempo com o tempo que já jogou fora.

E são felizes!
Geralmente humildes, simples, denotando pureza da alma.
Há quem os intitule de otarios.
Pois esquecem de seus próprios calvários.

Esquecem não!
Acumulam mais um!
Vivem muito bem.
Independente do "com quem".

São eles mesmos!
Verdadeiros seres vivos.
Pois que vivem sua própria vida, estão vivos!
Enquanto os outros, mortificados estão entre uivos e latidos.

Esperam a morte.
Se encarregam de sofrer, de buscar o sofrer.
Não toleram viver, pois seriam os otários!
Mas não trata-se de valores contrários?

Sim...
É isso que ainda temos.
Mas enquanto uns aprenderão pela dor.
Outros o fazem pelo caminho do amor.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ele é dela!

Ele é dela!
Não adianta...
É dela.
Seu amor.
Tão bela.

Ele é dela!
Seja o lado animal, que seja o racional.
Não adianta...
É dela.
A quem se entrega.

Ele é dela!
Menina tão bela.
Ao seu deleite ele se esmera.
Não adianta.
O seu amor é dela.

Ele é dela!
Não precisa de fotos.
Sua alma a acompanha se revela.
Não adianta...
Podem tentar que ele é dela!

Ele é dela!
Ainda que não seja dele próprio.
Nada possui.
Os sentimentos são dele.
Não adianta...
O alvo de sua entrega é ela!

Ele é dela!
Ela é alvo de sua atenção, seu carinho, paixão.
E nem queira dizer não.
Vai além da escolha.
Não adianta...
Seu amor vive por ela.

Ele é dela!
E não é simples assim...
É complexo, é sem fim!
Incondicional.
Se ela feliz está.
Ele onde quer que seja também estará.
Pois não adianta, é alma, destino, é o encontro a ela.

Um suspiro...

Um suspiro, um alento.
Daquela que me alimenta.
Me enche de fogo.
Quem confio, desposo.

Uma luz, lembrança.
E com sorriso de criança.
Me desarma.
Me afaga.

Mas como sabemos...
Não é o momento.
Sem constrangimento.
Concordo, não é o momento.

Hei de ser forte.
Seguir rumo ao norte.
Encontrar a paz.
E então a liberdade que me compraz.

E então em regozijo de paixão.
Desejo darmos as mãos.
No momento certo.
Do modo exato.

Mas o futuro...
Este vulto imaginário.
Este quadro em branco.
Este lindo aquário.

A Deus pertence.
Portanto há de ter fé.
E orar para que que tiver que ser, que seja.
Da forma que Ele planeja.

Terminar para pacificar.

Por que ele não vai adiante?
Por que?
Há sempre uma preguiça, um medo constante...
Por que?

Talvez seja o paradigma temporal incrustado em sua mente.
Ou uma deficiência que para tal motivação o torna um demente.
Ou será que não é o que deseja?
E assim usa o tempo para reafirmar, desista, não veja...

Mas é o caminho mais curto.
Já caminhou tanto!
Mais de dez anos...
Não se desperdiça tanto!

Termine este estágio!
Liberte-se!
Alcance!
Não, não mais balance...

Há de vencer!
Parar de chorar e colher.
Ainda que o título, parnasiano.
Concreto, cartesiano.

Não há outro caminho a honrar.
A ti e a todos provar.
Que és capaz.
E assim se fará tua interna paz.