quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Leviano...

Sem a leveza que se deve viver.
Arrasta a amagura dentro de seu ser.
Humilhante reflexo material.
De alguém arrogante, animal.
Se a stagnação lhe envolve os membros.
E ainda que pronuncie tristes lamentos.
Nada faz para ao menos, sua alma acalmar.
E é muito triste pensar.
Que a qualquer momento poderá anular.
Mais esta chance de amar.
Pois que não há mais júbilo.
Não há mais sorriso.
Nem alegrias a lhe animar.
Entrega-se ao mofo.
Sua solução é crer estar morto.
Mas tua crença hipócritamente lhe torna impossível a fuga.
Lhe abate diante da luta.
Na crença equivocada de mais uma chance pós armagedom.
E assim cono ao ouvir um tom.
A não encontrar nada de bom.
Some.
Desaparece aos olhos, córneas, íris.
Aparece ao espelho do além.
Com as dúvidas que a todos atormenta.
Nada mais engendra a razão de outrém.
Pois por suas próprias mão sucumbe.
E por seu próprio sofrimento há de encontrar nesta vida fúnebre.
Seu esperado fim.
Que não termina.
Não sacia, nem aquece.
Não tranquiliza nem arrefece.
A dor, eterna companheira.
Que durante sua carreira.
Nunca o deixou de acompanhar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mais uma vez, amor...

Além da superfície, ainda há onde nadar e mesmo que seja sem ar ainda viverei pois das lembranças que vivi dos extremos nunca mais esquecerei e destas tantas em você me enlaço em abraço forte trazendo harmonia levando o que me há de mais forte, o amor que sinto por você. Mas leva apenas uma cópia, pois o original em meu coração estará para sempre guardado, e mesmo não estando ao seu lado, há de sentir o calor da felicidade irradiada pelo seu, que me esquenta, me alimenta, faz carinho inigualável, afago incomensurável, prazer inenarrável. Pois se que é feito o amor? Virtudes incondicionais. Admiração. Carinho. Cumplicidade. Enfim, virtudes tantas e tamanhas que ainda que lhe preencha e calente, sempre será insuficiente para expressar o amor que sinto por você.

Percepção.

Perceptível é tudo e que imprime reação de nossos captadores sensitivos, mas não somente os materiais, mas principalmente o imaterial, através do psicossoma a refletir em nosso corpo etéreo. Da mesma forma existe o retorno desta energia que mais uma vez, através do psicossoma imprime ao corpo físico alterações, boas ou ruins...
Portanto estou convencido cada vez mais que a maior parte das doenças são psicossomáticas e existem em função de nossa aflição ao interpretar o que é perceptível. Sim, percepção, interpretação, entendimento, sentimento, o conglomerado de todos estes e outros fatores são as fontes de toda ação que tomamos ou que deixamos de tomar. Esta ocorre agora, no presente, neste momento, portanto é exatamente neste instante em que realmente somos, já que no passado encontramos somente um "filme" através das memórias do que fomos, que fizemos ou deixamos de fazer... Já quanto ao futuro, será resultado do que é realizado agora. Assim, podemos concluir que é necessária uma avaliação frequente e diríamos "online" a respeito da mesma afim de poder identificar a melhor realidade que podemos viver, sem contar com recálculos de rota os quais devem ser agilíssimos afim de que como num arco reflexo mantenhamos a melhor percepção e consequente ação, reação e abstração...
Seria isso.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Linha da vida.

Saíra cedo de casa, ainda a noite as quatro da manhã, seu corpo ainda não havia descansado do exercício ao virar massa para fazer a laje de seu vizinho companheiro de longa data, era uma dor muscular, uma exaustão levemente atenuada por algumas poucas horas de sono, mas que eram as marcas da amizade da solidariedade daqueles que tem tão pouco e ainda assim são felizes. Antes de sair, como de costume, dera um forte abraço e um carinhoso beijo em sua esposa que em meia hora também levantaria para agilizar as necessidades da casa, para mais tarde levar seus três meninos a escola e finalmente ir a feira levar as roupas que comprava quinzenalmente com o auxílio de seu marido. Passou pelo quarto de seus meninos a pedir a Deus proteção.
E assim ele seguiu seu rotineiro caminho, após vinte minutos de caminhada, chegava a estação de trem de Mesquita a seguir rumo ao centro da cidade, onde fazia bicos associado a um empreiteiro, sabia trabalhar com gesso como ninguém, além de excelente encanador. Durante a viagem ainda sentia dentro de seu ser as excelentes vibrações da celebração do dia anterior, o suor, as crianças a correr, as mulheres a preparar almoço animadas e os homens a cantar e dar duro para que terminassem a laje ainda naquela tardinha, sorria por dentro e este sorriso transbordava-lhe o semblante...
Naquele dia, chegou tão rápido ao centro da cidade que nem havia notado como! Sim, fez daquela viagem algo muito gostoso, mais ainda do que os outros dias que ia sempre alegre agradecendo a Deus pelos trabalhos que conseguia para a semana já eram quase sete horas.
Paralelamente a aquela vida, arrumava-se o Dr.advogado, com muita pressa pois deveria chegar ao fórum de Nova Iguaçu ainda as oito da manhã e como homem solteiro, abastado, havia sofrido a solidão na noite anterior, preenchendo-a com muito álcool e prostitutas, ainda lhe era vivo o cheiro agora asqueroso daquele lugar, onde aquelas pobres vidas eram alugadas. Desceu ainda a colocar a gravata no elevador e seguir até o seu carro, correndo pela garagem. Jogara a maleta no banco do carona e já retirou o documento processual a ser utilizado naquela manhã. E assim pisou fundo, e cortou o aterro do flamengo em segundos, ziguezague ando por entre os carros e realizando manobras a sorte, seguiu seu caminho.
E retornando ao nosso querido pai de família, este já havia desembarcado do trem e agora dirigia-se ao campo de santana, o qual era sempre um prazer atravessar sendo caminho de seu trabalho. O Dr. já estava indo pela Av. Presidente Vargas a toda velocidade possível para não chamar muita atenção e sempre que possível deitava os olhos em seu processo, como um aluno estudando no dia da prova... E o pai de família nestre mesmo instante, como em todos os dias, foi atravessando junto a diversos outros pedestrespor entre os carros, poia primeira faixa estava congestionada. E lá vinha o Dr. com seu lindo carro importado acelerando mais um pouco para passar ainda sob o sinal amarelo... O querido pai de família seguia a correr como alguns outros para atravessar erroneamente entre duas faixas de pedestres, e quando ouviu um grito encontrou apenas o rosto extremamente desesperado do Dr. dentro de seu carro...
Este ainda tentou desviar, mas já era tarde... Sr. José, arrimo de família fora arremessado dez metros adiante e jazia em seu corpo imóvel e apenas um pequeno fio de sangue a contrastar com o asfalto negro... Dr. Azevedo correu no intuito desesperado de encontrar José ainda vivo, mas já era tarde...
De quem é a responsabilidade?
Quem tinha algo valioso a perder?
É bom pensar nisso... Pois, a nossa vida é como aquele fio de sangue... Pode escorrer pela estrada davida, ou ser interceptada por nossos próprios passos... Assim como o sofrimento de tirar a vida de uma outra pessoa também pode acabar com a própria vida, quando desespera-se e é corroído pelo remorso e pela dor...
Pense nisso...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Arrogância.

Aquele quem não roga jamais, pois tudo que deseja o faz, e ainda que não o faça, o simula para que pensem que fez que foi. Mais uma vez sentimos a ancia do ser humano, de poder, de subjugar a quem deseja e assim tornar-se poderoso. Entretanto há a outra face da moeda, pois um arrogante é quase sempre um prepotente, pois alardeia a sua super estimada potência aos quatro ventos e a muitos corrompe com seu ditado, mas sempre há aquele que não tem mais nada a perder e investe. Este pode ser o fim da arrogância, da prepotência, pois só podem existir enquanto há pulso, enquanto circula o sangue, enquanto há vida.

Esperância...

Esperar é uma arte, demanda serenidade, paciência, sagacidade, imaginação, enfim, diversos atributos que muitos de nós não utilizamos, partindo do princípio que de tudo somos capazes. O mais virtuoso de todos os homens é aquele que ainda que ansiando um objetivo quase que cegamente, movido pelos mais fortes sentimentos que possui um ser humano, ainda preserva aqueles atributos imprescindíveis para quem necessita esperar. É uma grande batalha, ou até mesmo uma guerra de vivos e mortos, tudo depende do valor do objetivo que se anseia alcançar... É doloroso, o sofrimento é grande, o preço: valiosíssimo e como citei levado ao extremo, pode levá-lo a uma das maiores conquistas da tua vida ou uma passagem de ida e sem volta...

domingo, 18 de outubro de 2009

Continua...

Não somos absolutamente nada. Estamos jogados no universo como lixo espacial, é. O que vale mesmo é o que você faz agora, daqui a 500 anos alguém se lembrará de você? Há esta chance sim, e ela é fruto do que faz agora, ou do que fez, do que fará, bem, disso acho que nem Deus pode contar... Há tantas variantes, tantos indigentes, tantas as desordens, tantos os santos, e pedidos? Incontáveis pedidos endereçados a Ele ou aos seus mensageiros, mas que adianta se falta vontade e sobra fé? Ou se sobra vontade e nenhuma fé? Eu digo como fé, crer, ok? Somente o fato de crer em um futuro, só isso, sem conotação religiosa, imagina isso? Não... Tá mas se eu te pedir para não pensar num elefante rosa, você vai pensar nele, ainda que seja para não pensar... Por isso levanto as minhas nádegas da cadeira, assobio e bato palmas para aqueles que acreditam, ainda pulo ou preparo um mosh se por acaso além de acreditar, ainda tem vontade e o mais importante, executa!