quinta-feira, 4 de junho de 2009
Religião, o ópio do povo. Filosofia, a luz da razão.
É lógico ter um mundo entregue ao livre arbítrio de humanidade tão miserável, que promove guerras para fomentar indústrias bélicas e farmacêuticas, as quais são as que mais lucram, após os bancos internacionais, que subjugam seres humanos como os mesmos, em função de não pertencerem a sua etnia, grupo sanguíneo, pátria, religião, círculo de poder, ou qualquer outro argumento esdrúxulo que justifique matanças?
Quem lucra com este mundo? Os que divinamente nos trazem a salvação através de rituais, dogmas, orações, rezas, enfim, falácias que poucas vezes se resumem em ações concretas do indivíduo, que poderiam modificar este mundo. Basta arrepender-se, fazer um “trabalho”, bater a cabeça no muro, viajar a cidade sagrada uma vez na vida, se confessar, enfim, após esta catarse, o indivíduo está pronto para outra, ou seja, pronto para seguir sendo manipulado pelo consumismo desenfreado, seguir errando pequenos erros cotidianos como sair da praia e deixar um rastro de dejetos, serem cúmplices com aquele que fecha o cruzamento, pois faz o mesmo e não tem moral para exercer a cidadania e reclamar seus direitos, seguir votando naquele amigo que prometeu arrumar seu jardim em troca de votos enquanto a educação do país se desintegra retroalimentando a massa de manobra. Enfim, o criador é a salvação e o espectador do autoflagelo de sua própria criação, que lógica há nisso???
A filosofia não. Se fôssemos educados desde a infância a filosofar, a discutir assuntos profundos sobre a ética – não aquela dos políticos corruptos quem elegemos, mas a própria ética individual – sobre a lógica, a moral, teríamos uma massa de seres mais racionais e que pensam e que seria um espelho para uma sociedade mais justa, mais participativa, mais comprometida com o bem do próximo, não pela culpa e negativismo que as religiões impõem e sim através do positivismo e da realidade de que somos um grão de areia num todo e, portanto o todo deve estar harmoniosamente organizado para o bem de cada indivíduo e assim para cada um de nós.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Atado ao passado...
Preguiça consome tempo, consome a alma.
Diabruras, consomem energia, desvirtuam do caminho.
Caminho mais fácil.
Caminhar cego e errante.
Mãos atadas ira constante...
Implosão eminente.
Egoísmo é sensivelmente presente.
Foda-se o mundo.
Não serei eu a mudá-lo, que moral eu tenho?
Ainda que pareça apoio,
Há disputa de egos.
Há disputa de zelos.
Fodam-se os zelos!
Não quero afagar quem não será afagado pelo mundo.
Não quero afogar, aquele quem fiz viver nove meses submerso.
Deixe que viva!
Deixe que sofra!
Deixe que experimente!
Para que depois não morra.
Se não vive desde já o sofrimento natural deste miserável animal humano,
Não conhecerá a felicidade,
Ao contrário,
Se for criado em redoma,
Esta será esmagada pelo rolo compressor da vida adulta, adultera...
Ele precisa saber defender-se
Saber guerrear por seu espaço neste mundo insano.
Simplesmente, por amor a ele, deixe que crie seus anticorpos....
Entre a Cruz e o Menorah, entre o ser e a as leis religiosas.
A consciência original que carregamos dentro de nossa alma, cega e sem as lembranças provenientes da história imortal da mesma, ainda existe latente, é o que chamamos de intuição, o alerta que recebemos do que é correto e do que é incorreto realizar, que em alguns casos, em pessoas mais impregnadas pelas idéias materiais, pela própria matéria, escutam senão zumbidos, enquanto outras, menos aglutinadas materialmente ouvem vozes e apelos muito audíveis, as quais orientam seus caminhos, seja ela hindu, cristã, muçulmana, enfim, seja ela de qualquer religião seja seguidora, pois se partimos do pressuposto que tudo que meterialmente existe, é formado por átomos e que de acordo com o meio de formação, assim terão formas distintas, podemos pressupor que a origem de tudo o que existe resume-se a mesma fonte, e assim sendo possuimos as mesmas capacidades.
Bem, trazendo isto para a minha realidade, sinto uma grande dúvida quanto ao que acreditar, no ser humano dotado de consciência? No ser humano seguidor de uma religião? No ser humano dotado de consciência, seguidor de uma religião e juramentado em seu ofício de auxiliar psicologicamente a mim mesmo... Como sei que nada sei, ainda que sinta confiança e afinidade, preciso de sinceridade da minha parte e principalmente estudo dos textos para tal sagrados afim de saber se nossos interesses podem ser comuns ou não.
Rafael.
Racionalismo sentimental...
Que siga orientações racionais,
Não esqueço daquilo que sinto,
Pois é sentir,
Não raciocino sobre sentimentos.
Sei que tô "em cima do muro",
Sei que não tô lhe fazendo bem,
Quando apareço do escuro
Eu só quero te ver meu bem.
Ainda que fuja criando muros,
Estes são frágeis sob o impulso,
São translúcidos,
Quebram ao elevar de meus pulsos.
Sei que tô "em cima do muro",
Sei que não tô lhe fazendo bem,
Quando apareço do escuro
Eu só quero te ouvir meu bem.
Mesmo que haja alguma distância,
Ela não é suficiente para afastar as lembranças,
Vitórias ou derrotas.
É perene, sem circunstãncias...
Sei que tô "em cima do muro",
Sei que não tô lhe fazendo bem,
Quando apareço do escuro
Eu só quero te sentir meu bem.
Tenho medo de que me esqueça,
Ainda que mais que um paradoxo pareça,
Sinto tua vibração cada vez mais longe,
Não acredito que tudo o que vivemos pereça.
Pois...
Sei que tô "em cima do muro",
Sei que não tô lhe fazendo bem,
Quando apareço do escuro
Eu só quero viver contigo meu bem.
Mesmo que me afaste,
Saiba que me arrasto,
Contorço,
É dor infinita neste ato.
Sei que tô "em cima do muro",
Sei que não tô lhe fazendo bem,
Quando apareço do escuro
Eu só quero te ver bem meu bem.
Desordem - Titãns
Os presos fogem do presídio, Imagens na televisão Mais uma briga de torcidas, Acaba tudo em confusão A multidão enfurecida, Queimou os carros da polícia Os preços fogem do controle, Mas que loucura esta nação! Não é tentar o suicídio Querer andar na contramão? Quem quer manter a ordem? Quem quer criar desordem? Não sei se existe mais justiça, Nem quando é pelas próprias mãos População enlouquecida, Começa então o linchamento Não sei se tudo vai arder Como algum líquido inflamável, O que mais pode acontecer Num país pobre e miserável? E ainda pode se encontrar Quem acredite no futuro... Quem quer manter a ordem? Quem quer criar desordem? É seu dever manter a ordem, É seu dever de cidadão, Mas o que é criar desordem, Quem é que diz o que é ou não? São sempre os mesmos governantes, Os mesmos que lucraram antes Os sindicatos fazem greve Porque ninguém é consultado, Pois tudo tem que virar óleo Pra por na máquina do estado Quem quer manter a ordem? Quem quer criar desordem?
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Esporro...
Compaixão me tomou,
Tentei tapar os olhos,
Mas a vida não cegou.
Sofrimento, piedade.
Bifurcações sucederam-se.
O medo se instalou.
Sentei, chorei.
Retornei a tapar os olhos e desta vez ainda mais.
Os sentidos anulei.
A vida agora me levou.
Prazer da carne.
Preguiça de lutar.
Queria abrir os olhos.
Mas não sabia que direção tomar.
Segui ainda cego.
Os prazeres anulavam a dor.
Os sintomas sumiram,
Mas as origens estavam lá..
Em algum lugar.
Já havia escrito, plantado árvores,
Enfim nasceu o mestre.
Que futuro lhe reservei?
Não sei.
Nem o meu plantei...
Não me permito arrepender-me, mas sofro por seu sofrer.
Arrebentei o vazo,
Arrematei minha alma.
Entreguei-a aos diabos.
A noite já não era mais de sonos, de sonhos.
Ardia na carne a auto-emulação.
Ardia na alma o futuro de aflição.
Tinha dinheiro, amigos, poder...
Mas nada é tão importante quando o amor...
E ele veio, chegou, se instalou.
Mas ainda me cegava.
E novamente...
A vida agora me levou.
Prazer da carne.
Preguiça de lutar.
Queria abrir os olhos.
Mas não sabia que direção tomar.
Loucura insana.
Paixão inflamada.
Amor eterno.
Futuro incerto...
Terra estéril...
Perseguições a mim mesmo, a meu amor...
Quanta dor.
Confiei.
Quebrei a cara...
Após a ressaca o silêncio.
Mas a verdade vem a tona.
Loucura insana.
Paixão inflamada.
Amor eterno.
Futuro incerto...
Terra estéril...
Perseguições a mim mesmo, a meu amor...
Quanta dor.
A dor de ser enganado, ludibriado.
Se ouvir de seu amor, prova de infeliz verdade do passado, espelho do presente.
Espelho quebrado.
Insegurança mais que instalada.
Ainda que o sentimento supere as distâncias.
A desconfiança aniquila a esperança.
Ainda estou cego.
Ainda finjo que não vejo a minha fraqueza,
Esqueço a minha franqueza.
Procuro meu algoz.
Nestes momentos ele está dentro de nós.
Altos e baixos.
Céu e inferno.
Quebro o vazo, não quero mais nada.
Já que ela não me quer mais.
O foco fechou.
Altos e baixos,
Céu e inferno.
Quebro o vazo, não quero mais nada.
Já que não presto mais para trabalhar.
O foco fechou.
A morte se planejou.
Não se concretizou...
Me deixa!
Me leva!
Me lava!
Me cega!
Já não permito mais cegar-me.
Mas a luz ao tirar dos tapa olhos irrita.
Quanta hipocrisia.
Quanta dor.
Tenho que me afastar para não feri ainda mais meu amor.
Não consigo.
Ainda quero sumir.
Quero deixar de existir.
A busca por mim mesmo...
Não sei...
Me viro para trás e só vejo preguiça, perda de tempo e energia em vão....
A esperança parece morrer a cada dia...
A cada lembrança do que deixei para trás, é mais uma chaga na vontade de seguir atado.
Sim, estou atado a um passado imperfeito.
Atado ao meu próprio doentio livre arbítrio.
As minhas próprias escolhas, ou concessões...
Deixei por vezes a minha vida me levar para onde o vento soprava.
Era vento quente, aroma delicioso de prazer.
E agora estou em uma ilha que eu mesmo criei.
Que farei?
Onde estou?
Não vejo o continente, não vejo saídas, enxergo apenas mazelas.
Vejo somente a certeza de dor e desespero...
E quem sou?
Sou o criador desta realidade...