Céu cinza...
Frio sob a pele...
Ainda que há energia.
Contorse-se, se esvanece.
Corpo vão.
Mente não.
Pois os valores gritam.
Pensamentos giram.
Ao redor do ego.
Ao negar deste cego.
Éticas posturas.
Amargas torturas.
Cilício?
Ser cíclico?
Precisa-se sentir animal!
Para deixar este mal.
Permear-se de Flor.
Permitir sentir amor.
Apesar de espaço e tempo.
Ó confortante é o complemento.
E assim vier.Sentir e ser.
O que realmente sou.
Em detrimento do de onde vou.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Eneagrama-7
Genial, só podia dar certo, parabéns! Você pode ser um "tipo" 7 no Eneagrama. Leia a breve descrição abaixo e veja se ela "toca" você. Este teste é apenas uma possibilidade, uma orientação. Usar o Eneagrama para autodesenvolvimento é tarefa pessoal e intransferível.
Otimistas, alegres, os 7 são "gulosos", divertem-se compulsivamente. São pessoas que tendem a ser enérgicas, encantadoras e imaginativas. Orientados para o trabalho, assumem muitos compromissos ao mesmo tempo e têm dificuldade em completá-los. Enquanto o 3 e o 1 planejam e são persuasivos, os 7 são mais manipuladores.Oferecem sonhos como realidade, é a idéia que se tem daqueles que podem ser considerados "levemente" charlatões. Limites serão definidos pelo conjunto de valores aceito por eles.Entediam-se ou saciam-se facilmente com as coisas. Inventar e iniciar algum tipo de atividade que envolva outras pessoas, é muito divertido para eles. Uma vez que sua imaginação seja estimulada, já estão satisfeitos. Se um projeto parece com chances de falhar, partem facilmente para outro. Os 7 têm também dificuldade para lidar com o sofrimento e procuram sempre uma maneira de ajudar e minimizá-lo.Analíticos e intelectualmente estimulantes, têm impressão que seu estoque de pensamentos é inexaurível e dão valor a este fato. Sentem-se capazes de resolver qualquer coisa em que ponham as mãos, se acham o máximo. Vêem a si mesmas como pessoas confiáveis, mesmo podendo ter segundas ou terceiras intenções, devido à quantidade de seus interesses. Confiam nos outros e que as coisas darão certo para eles. Refletem muito pouco sobre o que os outros pensam e, assim, ficam transparentes, podendo ser considerados presunçosos e arrogantes em suas demonstrações de bem estar. Para eles, entusiasmo e abandono é a constante. Uma das suas dificuldades é tornarem-se "adultos", parar de evitar as coisas mais sérias e estáveis da vida.
Otimistas, alegres, os 7 são "gulosos", divertem-se compulsivamente. São pessoas que tendem a ser enérgicas, encantadoras e imaginativas. Orientados para o trabalho, assumem muitos compromissos ao mesmo tempo e têm dificuldade em completá-los. Enquanto o 3 e o 1 planejam e são persuasivos, os 7 são mais manipuladores.Oferecem sonhos como realidade, é a idéia que se tem daqueles que podem ser considerados "levemente" charlatões. Limites serão definidos pelo conjunto de valores aceito por eles.Entediam-se ou saciam-se facilmente com as coisas. Inventar e iniciar algum tipo de atividade que envolva outras pessoas, é muito divertido para eles. Uma vez que sua imaginação seja estimulada, já estão satisfeitos. Se um projeto parece com chances de falhar, partem facilmente para outro. Os 7 têm também dificuldade para lidar com o sofrimento e procuram sempre uma maneira de ajudar e minimizá-lo.Analíticos e intelectualmente estimulantes, têm impressão que seu estoque de pensamentos é inexaurível e dão valor a este fato. Sentem-se capazes de resolver qualquer coisa em que ponham as mãos, se acham o máximo. Vêem a si mesmas como pessoas confiáveis, mesmo podendo ter segundas ou terceiras intenções, devido à quantidade de seus interesses. Confiam nos outros e que as coisas darão certo para eles. Refletem muito pouco sobre o que os outros pensam e, assim, ficam transparentes, podendo ser considerados presunçosos e arrogantes em suas demonstrações de bem estar. Para eles, entusiasmo e abandono é a constante. Uma das suas dificuldades é tornarem-se "adultos", parar de evitar as coisas mais sérias e estáveis da vida.
Escutatória por Rubem Alves.
Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade:
A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...
E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.
No fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala.
Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio...
Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas.
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...
Pensamentos que ele julgava essenciais.
São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza.
Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.
Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.
É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...
Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade:
A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...
E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.
No fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala.
Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio...
Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas.
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...
Pensamentos que ele julgava essenciais.
São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza.
Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.
Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.
É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...
Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
Lua cheia!
Olhos inundados pelo grande espelho!Alma alva a vagar por este orbe.Buscando seu enredo.Despojando-se do desejo.Apenas a sentir aquilo que não se vê, toca, escuta, degusta ou ativa o olfato...Somente sente...Semente crescente.Mudança transcendente!
Bluebird.
Ainda que no cativeiro, sinto que as asas quebradas eram apenas pretexto.O calor dos sentimendos, talvez ainda o do sol.O alimento das flores, principalmente daquela mais linda, distante no espaço, e ainda tão próxima, diria aderida a alma, impulsionam o bater daquelas asas antes rompidas pelo medo do introspectivo olhar, da interação exógena pelo ago a criticar, na ira, encontrando one pousar.Desfeito das amarras, alimentado pelas mais doces ondas.Ainda no cativeiro o passaro azul já permite-se alçar vôo, mesmo ciente das grades, da possibilidade de que as portas, podem não tão cedo abrir-se.Mas aprendendo a saborear cada partícula do aroma da felina flor, aprende também a serenidade de permanecer quieto, ativo, mas quieto e assim somente viver este momento, o presente precioso.
Inspirado na canção Black Bird - Beatles, trazido a mim por Larissa.
Inspirado na canção Black Bird - Beatles, trazido a mim por Larissa.
domingo, 7 de junho de 2009
Ainda há tempo?
Ainda há tempo?
Você não olhou para mim.
Deixou o vento soprar teus esforços.
Em que direção?
Será que ainda há tempo?
De corrigir seus erros irmão.
Esqueceu de mim seguiu sem direção.
Esqueceu da vida.
Fez filho, magoou seu coração.
Deu linha na pipa.
Desperdiçou tua emoção.
Ainda há tempo meu irmão?
Não olhou para trás.
Não viu o rastro que perdeu-se na perdição.
Tapou seus olhos, andou e muletas.
Será que ainda sobra tempo irmão.
Não mediu o senão.
Agiu por impulso, e novamente envolveu seu coração.
A mais provável improvável linda moça.
Venceu preconceito.
Atropelou o tempo.
Corrompeu seu coração.
Mas... Será que ainda há tempo irmão?
A partir da paixão, amor queimou seu coração.
Prazer, cegueira, ciúme, tristeza invadiram seu coração.
Do pó ao pó...
Do topo ao abismo, caiu na solidão.
Será que ainda há mesmo tempo irmão?
Quebra teu vazo, joga tudo pro alto!
Se desespera em vão!
Pois o passado é um rastro e dele não se foge não.
Arrepende-se? Mas agora já é tarde...
O tempo não parou.
E agora que acordou.
Percebe que eu sou você?
E será que ainda há tempo se ser eu mesmo?
Não sei não...
Ainda há tempo irmão?
Você não olhou para mim.
Deixou o vento soprar teus esforços.
Em que direção?
Será que ainda há tempo?
De corrigir seus erros irmão.
Esqueceu de mim seguiu sem direção.
Esqueceu da vida.
Fez filho, magoou seu coração.
Deu linha na pipa.
Desperdiçou tua emoção.
Ainda há tempo meu irmão?
Não olhou para trás.
Não viu o rastro que perdeu-se na perdição.
Tapou seus olhos, andou e muletas.
Será que ainda sobra tempo irmão.
Não mediu o senão.
Agiu por impulso, e novamente envolveu seu coração.
A mais provável improvável linda moça.
Venceu preconceito.
Atropelou o tempo.
Corrompeu seu coração.
Mas... Será que ainda há tempo irmão?
A partir da paixão, amor queimou seu coração.
Prazer, cegueira, ciúme, tristeza invadiram seu coração.
Do pó ao pó...
Do topo ao abismo, caiu na solidão.
Será que ainda há mesmo tempo irmão?
Quebra teu vazo, joga tudo pro alto!
Se desespera em vão!
Pois o passado é um rastro e dele não se foge não.
Arrepende-se? Mas agora já é tarde...
O tempo não parou.
E agora que acordou.
Percebe que eu sou você?
E será que ainda há tempo se ser eu mesmo?
Não sei não...
Ainda há tempo irmão?
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