quarta-feira, 28 de março de 2012

Vou aguentar!

Vou aguentar.
Apesar de tudo eu vou aguentar.
Nem sou deste mundo onde devo andar.
Isso é tão absurdo, não vou me acostumar.

Mas eu vou aguentar.
Apesar de tudo eu vou aguentar.
É fofoca, é susurro, não vou nem ligar.
Tanto cara sisudo mando é passear.

Mas eu vou aguentar.
Apesar de tudo eu vou aguentar.
É muito jogo sujo, leva e traz que que há?
Tanto juntam bagulho e tudo vai ficar...

Mas eu vou aguentar...
Ah eu hey de aguentar!

Sorte!

Foi de maneira inesperada
Que minha alma espantada
Encantada.
Recebeu teu sorriso, tua simpatia que avassala.

Confuso, contente, desconcertado.
Recebi teus beijos cheirosos que tomaram meu olfato.
Surpreso, pensei, não seria algo trocado?
Admirado com lindo sorriso permaneci estupefato...

E breve como surgiu, seguiu adiante.
Levando sua luminosidade.
Deixando-me quase morto de curiosidade.
Revolvendo minha memória mais profunda, mais distante.

E se existe coincidência...
Mais uma vez pude encontrá-la como sempre lindamente sorridente.
Sim, deveria conhecê-la, pois ela me conhece não foi somente aparência.
Pudemos trocar algumas palavras e mais uma vez se foi e fiquei contente.

Não parava de pensar, tentar recordar.
Como não reconhecer mulher tão expressiva?!
Sorte saber que temos em comum uma amiga, quem poderá me ajudar!
E assim com ela pude contar e relembrar.

Rosana!
Sim! Linda moça de papos tão agradáveis na piscina!
A avalanche de recordações não me engana!
apagar
Beleza completa, repleta de simpatia, mas respeitoso apenas admirava, era a sina...

Mas agora entendo tamanha confusão em minha memória...
Pois agora sim sua flor desabrochara, liberta e realizada.
Faz de tua força, beleza e atratividade notória.
E de um lindo botão, surgiu esta linda rubra rosa, tão linda que me ofuscara.

Fluxo...

Como as águas de um Rio, sempre encontrando o caminho.
Como sementes que voam, leves ao sabor da brisa.
Quente como o calor do sol.
Perene como as ondas do mar.
Perfeitamente imperfeito.
Felicidade de um par.

Unidos como duas conchas.
Alegres como crianças.
Nunca se sentem sozinhos.
Estão no coração nas lembranças.
Felizes por tão pouquinho.
Sorrisos não hão de secar.

Mas se há pedra no caminho.
Nunca se sabe o destino.
Somam suas forças com afinco.
Animando quando possível.
O comapanheiro o amigo.
Que viu tantas barras passar.

Não desanimam pacientes.
Embora sejam diferentes.
Sabendo qué aqui é bem pouco.
Para o que vem após este sono.
Abrir os olhos e ver.
Sentir o que é amar.

Libertadora desilusão.

A desilusão pode ser libertadora... Se não se deixar cair na corrente da tristeza com seus elos de medo, aflição, dor...

E se foi o açoite...

Para trás ficou o açoite.
Ainda existem as marcas.
A lembrança do pranto da noite.

Mas agora já é dia.
O rosto secou.
O sorriso brilha.

A luta continua.
Mais parece uma dança.
Leve como a Lua.

Pois existe a confiança.
A paciência é uma virtude.
Alegria na esperança.

De que os dias se tornam noite.
De que brilha o Sol por trás das nuvens.
De que há amor apesar do coice.

Há de viver como um infante.
Admirando, agradecendo a vida.
Seguindo feliz a vida adiante.

A vitória.

Sinto a brisa da noite.
O silêncio é um açoite.
O coração a pulsar.
O desejo de amar.

Nas lembranças a vagar.
Lembra sorrindo ao recordar.
É, tempo não passa devagar.
É cometa, como o céu a riscar.

O que sou hoje.
Como sou.
Como vou.
É muita sorte.

Daquele que tem esperança.
Que contudo, sorri como criança.
Carrega muitos na lembrança.
Da dúvida a confiança.

E assim segue o rumo.
Nem sempre no prumo.
Mas certo que tem orgulho.
Dos descalços passos a trilhar.

O amor, o verdadeiro sentimento!

Não vejo...
Não ouço...
Não saboreio...
Não sorvo aroma algum...
Mas que são estes sentidos diante do verdadeiro sentimento?
O amor.
O que relamente nos guia os passos ao júbilo da vida plena.
E ainda que hajam pedras no caminho.
Seguindo-O aquelas nos ensinam a sermos pacientes.
A sermos conscientes de que tudo passa.
De que as dificuldades são as mestras no aprendizado da vida.
E que devemos agradecer todos os dias pelas oportunidades que nos são presenteadas.
E que amando, todos os caminhos nos remetem a alegria e a coragem para seguirmos nossos caminhos.

Olhos fechados...

Fecho os meus fechados olhos da ilusão do dia para abrir durante os sonhos da realidade da noite...

Conquistar.

Não serão meus olhos a te conquistar...
Mas somente o amor que eu tenho a lhe dar...

Desperto com a alvorada.

Desperto com a alvorada.
Renascendo admiro.
O matiz multicolorido.
Do céu, tela maravilhosa.
A certeza de mais um dia.
Da glória, da magia.
Do admirar de uma criança.
Que o cotidiano não deixa passar.
Surpresa eterna.
Paixão intensa.
Que sempre existiu dentro de nós.
Um regalo de nosso Deus.
Que os olhos não precisam ver.
Nem olfano, tato, audição nem paladar precisam atestar.
Pois que sinto em minha alma.
Além desta matéria, deste tempo.
A eterna e nata capacidade.
De viver, de amar.