sábado, 12 de dezembro de 2009
Paciência.
Pois o santo é de barro!
Ele pede seu domínio.
Pois são simbióticos.
Ainda que não seja a mesma percepção ótica.
O animal e o astral estão ali, unidos.
Assimetria de direções é algo comum.
E para que andem juntos é preciso ampliar o controle daquele.
Visão, olfato, percepção, tato.
Os sentidos animais se põem em prontidão.
Independente da alma, o desejo toma forma.
Anseia pelo prazer, reforça os nervos em tensão.
Tesão.
Sensação eufórica.
Ereção, lubrificação.
Arrepios sob a intenção.
Que fazer agora?
É consentido!
É igualmente desejado!
Veja os sinais rapaz!
Mas a consciência pede tempo.
Pede atenção.
Se tens boa índole, é preciso ampliar a visão.
Partilham o mesmo fim? Afinam em mesmo tom?
Se por acaso não, repense.
Não dispense valores maiores.
Não perca o amor, qualquer que seja, pela paixão.
Espreite e espere.
Longos dias virão.
Mais sinais ambos colherão.
Espere a confirmação.
Que será compartilhada a conexão.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Mas é morte lenta...
Não se inforca...
Tenta, tenta, tenta...
Busca o prazer como remédio para as dores.
Que todos suportam.
São seus pendores.
Para a fraqueza dos seres que sufocam.
Não deseja esperar.
Ainda que seja completamente arbitrário.
Não deseja aos seus próximos desesperar.
Nem tão pouco aumentar a fila dos que se aproximam de seu ser "segregário".
Aumentar a inútil dor.
Destruir sonhos, ideais mesclados ao torpor de uma vida desviada.
De verbo encantador.
Mas de idéia desvairada.
Ele foge de si mesmo.
Afasta todos que o rodeiam.
Aproxima os que o odeiam.
E assim continua a vagar a esmo.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Texto vazio.
Use luvas.
Não deixe impressões.
Digitais, analógicas, o tipo que for.
Não diga nada.
Tudo o que disser será usado contra você nos tribunais.
Tribunais dos olhares.
Das comparações.
Esperanças.
Desconfianças.
Decepções.
Negociações.
Fique quieto, não deixe marcas.
Passe em branco.
Despercebido é decidido a viver em paz.
Aguarde o fim.
Conclua assim.
Este texto vazio.
Nesta folha em branco.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
É o que tem que ser...
São teus, estás ferido.
E ainda que sua própria covardia por agora te poupes.
És tu mesmo que está machucando, os golpes disferindo.
Não adianta cobrir teu corpo de água.
O fogo já foi engolido.
Não restará uma só arma.
Tudo mais já foi corroído.
A corvadia te salva?
Ou somente a dor adia?
Não depende apenas de tua mente alva.
Mas de atos e não de palavra vazia.
É isso, é isso.
Não passa de água passada.
É aquilo, é aquilo.
Não deixa de ser frustração represada.
Podes enganar a todos.
Não a ti.
Poderá destruir a todos.
Não a ti.
És luz, pensamento, energía.
Não depende de tua própria vontade.
É continuidade e nunca letargia.
Por menor que seja, será algo absoluto e nunca somente a metade.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Where you want to reach?
What i did?
With this death living inside me?
Drinking it's poisons.
Joking to survive.
I don't care no more else about my live.
Like a clockwise without hour now.
Like a reading disk reding it's face down.
Like a ever feeling without any song.
Like me.
Like you.
Like us without our better songs.
What i feel?
What i feel?
When i saw rounded by worst evil.
Playing with live.
Playing with death.
I am neveer give over the first step.
I was tired, i was stoped, i am losing again my border line.
Like a skye without the stars as one.
Like a litle prayer ith the truth as won.
Like i sigle bell calling every one.
Preapare your live cause iam runnig out!
Runing out!
Running alone.
domingo, 29 de novembro de 2009
Sinuosidade contínua.
Este era seu estado.
Onde foi a luz?
Cadê o reflexo das cores?
Está cego.
Aperte os cintos.
Afrouxe o ego.
Lamente pelos cantos.
Era você mesmo o ébrio.
Só existen lacunas.
Os lapsos já são escassos.
Não há imagem.
Não há memória.
Onde foi a razão?
Não há sinopse?
É morto o cérebro.
Andar cambaleante.
Erraticidade constante.
Não há sentido.
Cadê o caminho?
Onde deixou a trilha?
Está preso.
É uma ilha.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Novamente tudo de novo outravez...
Em marcha imprecisa.
Vacila, desanima...
Atrai o dúbio.
Interpreta o conveniente.
E paga o preço que amargamente sente.
Deixo claro.
Mais parece um vassalo.
Um depravado hipócrita.
Imaginação insólita.
Conduz ações descoordenadas.
Sobre más atitudes passadas.
Seus sonhos o despertam.
As pessoas o detestam.
Carregas as chagas de seu auto flagelo.
Estão marcadas.
Estão marcadas.
Marcadas...
sábado, 21 de novembro de 2009
A tua ilha.
Nuvens formadas pelo vapor pretérito daquelas aguas a cercar tua ilha onde pisas.
As quais anunciam um futuro próximo de possível tormenta a arrebentar seu solo, teu chão.
Ainda há sol...
Portanto não há nada que esperar.
O melhor a fazer é seguir reforçando teus laços, dando significado a necessidade de viver.
Nào há mais nada a fazer.
É melhor viver intensamente aquele momento, procurando vida ou simplesmente esperando a tormenta chegar como castigo divino.
Sempre sorrindo, sempre sorrindo.
Pois já não há mais nada a fazer.
Nada.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Love.
Win or loose any game...
In our love game the winners are us.
We believe in our happy future.
And through this feel i'm back to believe in life.
So i want you.
My mind , my body, all of me is just asking for this!
When will be the moment to join our concrete love!!!
Love, loooove, loooove, looove!
There is walls?
Between us nothing prevent our power
You fought to stay alive.
And i scaped from death.
Cause our ways
Find each other
Reach looooove!
So i want you.
My mind just is asking for.
When will be the moment to join our concrete love!!!
Love, loooove, loooove, looove!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Que passa e desenbaraça o rebento.
Que acabara de nascer.
E um dia há de morrer...
Tudo nessa vida passa...
Clichê mais sem graça.
Mas ainda que batido é verdade.
Faz sentido.
O que sinto, amanhã sentía.
O que senti posso não sentir mais.
Raciocíno da forma mais fria.
Pois que das memórias diversas esqueceremos jamais.
Está tudo gravado.
Não tem jeito tudo já foi organizado.
Pode ser que algo tenha sido milimetricamente alterado.
Cores, luzes, até mesmo rostos, porém sentimentos ficarão para sempre marcados.
Se por acaso não ficou.
Com certeza nem mesmo se formou.
Ou se assim desejaste aconteceu e para atrás ficou.
E você nem se tocou.
Apenas um dos sentimentos após identificado é perene, permanente.
Sim, o amor.
E qualquer matiz ou cor.
Chame do que quiser, mas no fundo no fundo é o amor.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Leviano...
Arrasta a amagura dentro de seu ser.
Humilhante reflexo material.
De alguém arrogante, animal.
Se a stagnação lhe envolve os membros.
E ainda que pronuncie tristes lamentos.
Nada faz para ao menos, sua alma acalmar.
E é muito triste pensar.
Que a qualquer momento poderá anular.
Mais esta chance de amar.
Pois que não há mais júbilo.
Não há mais sorriso.
Nem alegrias a lhe animar.
Entrega-se ao mofo.
Sua solução é crer estar morto.
Mas tua crença hipócritamente lhe torna impossível a fuga.
Lhe abate diante da luta.
Na crença equivocada de mais uma chance pós armagedom.
E assim cono ao ouvir um tom.
A não encontrar nada de bom.
Some.
Desaparece aos olhos, córneas, íris.
Aparece ao espelho do além.
Com as dúvidas que a todos atormenta.
Nada mais engendra a razão de outrém.
Pois por suas próprias mão sucumbe.
E por seu próprio sofrimento há de encontrar nesta vida fúnebre.
Seu esperado fim.
Que não termina.
Não sacia, nem aquece.
Não tranquiliza nem arrefece.
A dor, eterna companheira.
Que durante sua carreira.
Nunca o deixou de acompanhar.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Mais uma vez, amor...
Percepção.
Portanto estou convencido cada vez mais que a maior parte das doenças são psicossomáticas e existem em função de nossa aflição ao interpretar o que é perceptível. Sim, percepção, interpretação, entendimento, sentimento, o conglomerado de todos estes e outros fatores são as fontes de toda ação que tomamos ou que deixamos de tomar. Esta ocorre agora, no presente, neste momento, portanto é exatamente neste instante em que realmente somos, já que no passado encontramos somente um "filme" através das memórias do que fomos, que fizemos ou deixamos de fazer... Já quanto ao futuro, será resultado do que é realizado agora. Assim, podemos concluir que é necessária uma avaliação frequente e diríamos "online" a respeito da mesma afim de poder identificar a melhor realidade que podemos viver, sem contar com recálculos de rota os quais devem ser agilíssimos afim de que como num arco reflexo mantenhamos a melhor percepção e consequente ação, reação e abstração...
Seria isso.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Linha da vida.
E assim ele seguiu seu rotineiro caminho, após vinte minutos de caminhada, chegava a estação de trem de Mesquita a seguir rumo ao centro da cidade, onde fazia bicos associado a um empreiteiro, sabia trabalhar com gesso como ninguém, além de excelente encanador. Durante a viagem ainda sentia dentro de seu ser as excelentes vibrações da celebração do dia anterior, o suor, as crianças a correr, as mulheres a preparar almoço animadas e os homens a cantar e dar duro para que terminassem a laje ainda naquela tardinha, sorria por dentro e este sorriso transbordava-lhe o semblante...
Naquele dia, chegou tão rápido ao centro da cidade que nem havia notado como! Sim, fez daquela viagem algo muito gostoso, mais ainda do que os outros dias que ia sempre alegre agradecendo a Deus pelos trabalhos que conseguia para a semana já eram quase sete horas.
Paralelamente a aquela vida, arrumava-se o Dr.advogado, com muita pressa pois deveria chegar ao fórum de Nova Iguaçu ainda as oito da manhã e como homem solteiro, abastado, havia sofrido a solidão na noite anterior, preenchendo-a com muito álcool e prostitutas, ainda lhe era vivo o cheiro agora asqueroso daquele lugar, onde aquelas pobres vidas eram alugadas. Desceu ainda a colocar a gravata no elevador e seguir até o seu carro, correndo pela garagem. Jogara a maleta no banco do carona e já retirou o documento processual a ser utilizado naquela manhã. E assim pisou fundo, e cortou o aterro do flamengo em segundos, ziguezague ando por entre os carros e realizando manobras a sorte, seguiu seu caminho.
E retornando ao nosso querido pai de família, este já havia desembarcado do trem e agora dirigia-se ao campo de santana, o qual era sempre um prazer atravessar sendo caminho de seu trabalho. O Dr. já estava indo pela Av. Presidente Vargas a toda velocidade possível para não chamar muita atenção e sempre que possível deitava os olhos em seu processo, como um aluno estudando no dia da prova... E o pai de família nestre mesmo instante, como em todos os dias, foi atravessando junto a diversos outros pedestrespor entre os carros, poia primeira faixa estava congestionada. E lá vinha o Dr. com seu lindo carro importado acelerando mais um pouco para passar ainda sob o sinal amarelo... O querido pai de família seguia a correr como alguns outros para atravessar erroneamente entre duas faixas de pedestres, e quando ouviu um grito encontrou apenas o rosto extremamente desesperado do Dr. dentro de seu carro...
Este ainda tentou desviar, mas já era tarde... Sr. José, arrimo de família fora arremessado dez metros adiante e jazia em seu corpo imóvel e apenas um pequeno fio de sangue a contrastar com o asfalto negro... Dr. Azevedo correu no intuito desesperado de encontrar José ainda vivo, mas já era tarde...
De quem é a responsabilidade?
Quem tinha algo valioso a perder?
É bom pensar nisso... Pois, a nossa vida é como aquele fio de sangue... Pode escorrer pela estrada davida, ou ser interceptada por nossos próprios passos... Assim como o sofrimento de tirar a vida de uma outra pessoa também pode acabar com a própria vida, quando desespera-se e é corroído pelo remorso e pela dor...
Pense nisso...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Arrogância.
Esperância...
domingo, 18 de outubro de 2009
Continua...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Fortes e demorados nossos abraços.
Semana inteira sonhava, ansiava por viver.
Entre sorrisos, bicos e palhaçadas, acompanhei muitas mudanças, das quais não deixo de lembrar.
Houve momentos e momentos, mas a média para mim era a felicidade de estar ao lado da mulher que amo.
Pelas mesmas mãos que flores levava, levou a discórdia, perde-se a confiança...
Mas foram caminhos...
Sigo amando, e eternamente seguirei, entretanto não tenho mais a mulher, nunca tive, pois nem este corpo a mim pertence. Porém sinto o amor, seja como for aplicado, interpretado, ele é vivo em meu peito.
Exatamente por isso que não há como limitarmos nossas capacidades, pois possuímos algo que nos movimenta, que nos move. É algo simplesmente maravilhoso, são matizes sem fim! Formatos diversos! Características ilimitadas! Mas ainda assim materialmente podemos reduzir tudo o que há no cosmos em uma só partícula fundamental. Mas e a energia que rege e movimenta este todo? Esta é a centelha! Que como o crepitar da brasa, se modifica o tempo todo, fornecendo calor, fumaça, som, odor...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Boa noite e bons sonhos!
Não quero mais te convencer de nada.
Pois sabe bem quem sou.
Não preciso afirmar sinceridade, jurar, pois seriam indícios de que possivelmente nada valeriam as minhas palavras.Quando lhe conto o que sinto, como sinto, é por que é vivido, é tão gostoso lembrar! Independente de quanto tempo haja passado. Do que tenha ocorrido neste intervalo de tempo, enfim, nada foi capaz de soterrar momentos tão felizes da minha vida. Basta sentir a lembrança que a alma traduz em etéreo envolvimento, como numa máquina do tempo, que não existe, e que não nos leva ao passado, simplesmente vivifica aqueles momentos sublimes!
Da mesma forma procuro entender qual o palco, atores, figurino, objetos, luzes, enfim, aspectos de momentos que são vividamente ruins, pois igualmente aos bons eles encontram-se a escurecer, teimar em mostrar o quanto houve de erros, excessos, abusos...
Pois ainda que desejasse possuir memória seletiva, isto não existe. Há momentos marcantes em nossas vidas que basta um pequeno flash e estão na pele, pelos, vivas!
Portanto, se acaso não deseja ouvir, não há problema, já és parte daqueles inesquecíveis momentos.
E como disse uma vez, aprendi ou seguirei aprendendo o resto da minha vida, não esperar nada do que não esteja ao alcance do palpitar de meu coração.
O futuro é um enigma, e se faz necessário estar aqui e agora, modificando os espaços ao passar dos tempos e puft! Já tornou-se passado. A não ser que não tão somente modifique espaços, mas interaja, confie e acredite em ti mesmo para que possa lembrar-se de toda sua vida vividamente grande parte deles como momentos inesquecíveis.
Bem...
Boa noite e bons sonhos!
Linda cauda negra a flamejar.
E o teu sorriso tão singelo.
Imóvel está ante o tempo a passar.
Recordo lindas e singulares histórias.
Que como um álbum de emoções comigo carrego.
Revivo maravilhosas lembranças, sentimentos, sentidos, memórias.
Que por mais vivas que sejam, não são, foram mas ainda as carrego.
Não carrego...
Embalo.
É tudo que eu quero.
Que trago.
Não tenho mais nada.
Mas a agústia passou.
Pois do teu amor não espero nada.
Somente desejo que seja feliz daqui em diante, apesar de tudo que passou.
Pois que descobri que o amor verdadeiro vem de dentro para fora.
É incondicional.
É desejo, saudade, amizade, enfim tudo que ao amante enamora.
É atemporal.
Portanto a única notícia que deseja ter de seu amor.
Ainda que espacialmente distante.
Seja como for.
É que sua amada é feliz o bastante.
E não obstante.
Caso pensem não passar de palavras ao vento.
Certamente...
Até então viveram este sublime sentimento.
Inerte.
Tac...
Tic...
Tac...
E nada acontece...
Tic...
Tac...
Tic...
Tac...
Não sobe nem desce...
Tic...
Tac...
Tic...
Tac...
Não surge nem desaparece...
Tic...
Tac...
Tic...
Tac...
Não cala nem emudece...
Tic...
Tac...
Tic...
Tac...
Não não avança nem retrocede...
Tic...
Tac...
Tic...
Tac...
É inerte.
Tripla dor.
Dor presente.
Dor futura.
Manter a relação com quem despreza...
Dor presente
Dor passada.
Não reconhecer teu próprio eu...
Não reconhecer quem foi...
Não acreditar em quem será...
Dor passada.
Dor presente.
Dor futura.
Há três opções.
Afastar-se de quem despreza e consequentemente de todos a quem ama...
Buscar ser, por ser, agir, por agir, modificar, por modificar, colher, por colher, saborear ou amargar.
Mas antes de mais nada ter consciência de que foram suas próprias escolhas, assumí-las inteirinamente assim como saber receber seus frutos por mais doces ou amargos que sejam.
Pois que tua força é tua integridade,
Tua inegridade são tuas atitudes,
Tuas atitudes são o produto do pensar,
Teu pensar é somente teu.
Ao ponderar há de balancear.
O real e o imaginário.
A oportunidade e a aventura.
O racional e o emotivo.
As dualidades ou pluralidades de tua vida.
Portanto seja a ti mesmo e há de cessar tua dor.
Mais um paradoxo...
Expulsa...
Atração...
União...
Negativo...
Positivo...
Atração...
União...
Corpo estranho...
Corpo humano...
Repulsa...
Expulsa...
Verdades?
Não há verdade.
Há subjetividade.
Ainda que seja paradoxal...
Ainda que aparente ser algo fora do normal.
Tudo é um só fluxo.
Um só impulso...
E ainda assim.
Cada um de nós faz o que quer de sua própria vida.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Simples assim...
Que fosse totalmente seletiva...
Memória anti-arrependimento.
Memória nula no atual pensamento.
Será que poderia viver assim?
Há pessoas que vivem, com certeza há!
Pois que conseguem olhar para o agora.
Não gastam mais tempo com o tempo que já jogou fora.
E são felizes!
Geralmente humildes, simples, denotando pureza da alma.
Há quem os intitule de otarios.
Pois esquecem de seus próprios calvários.
Esquecem não!
Acumulam mais um!
Vivem muito bem.
Independente do "com quem".
São eles mesmos!
Verdadeiros seres vivos.
Pois que vivem sua própria vida, estão vivos!
Enquanto os outros, mortificados estão entre uivos e latidos.
Esperam a morte.
Se encarregam de sofrer, de buscar o sofrer.
Não toleram viver, pois seriam os otários!
Mas não trata-se de valores contrários?
Sim...
É isso que ainda temos.
Mas enquanto uns aprenderão pela dor.
Outros o fazem pelo caminho do amor.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Ele é dela!
Não adianta...
É dela.
Seu amor.
Tão bela.
Ele é dela!
Seja o lado animal, que seja o racional.
Não adianta...
É dela.
A quem se entrega.
Ele é dela!
Menina tão bela.
Ao seu deleite ele se esmera.
Não adianta.
O seu amor é dela.
Ele é dela!
Não precisa de fotos.
Sua alma a acompanha se revela.
Não adianta...
Podem tentar que ele é dela!
Ele é dela!
Ainda que não seja dele próprio.
Nada possui.
Os sentimentos são dele.
Não adianta...
O alvo de sua entrega é ela!
Ele é dela!
Ela é alvo de sua atenção, seu carinho, paixão.
E nem queira dizer não.
Vai além da escolha.
Não adianta...
Seu amor vive por ela.
Ele é dela!
E não é simples assim...
É complexo, é sem fim!
Incondicional.
Se ela feliz está.
Ele onde quer que seja também estará.
Pois não adianta, é alma, destino, é o encontro a ela.
Um suspiro...
Daquela que me alimenta.
Me enche de fogo.
Quem confio, desposo.
Uma luz, lembrança.
E com sorriso de criança.
Me desarma.
Me afaga.
Mas como sabemos...
Não é o momento.
Sem constrangimento.
Concordo, não é o momento.
Hei de ser forte.
Seguir rumo ao norte.
Encontrar a paz.
E então a liberdade que me compraz.
E então em regozijo de paixão.
Desejo darmos as mãos.
No momento certo.
Do modo exato.
Mas o futuro...
Este vulto imaginário.
Este quadro em branco.
Este lindo aquário.
A Deus pertence.
Portanto há de ter fé.
E orar para que que tiver que ser, que seja.
Da forma que Ele planeja.
Terminar para pacificar.
Por que?
Há sempre uma preguiça, um medo constante...
Por que?
Talvez seja o paradigma temporal incrustado em sua mente.
Ou uma deficiência que para tal motivação o torna um demente.
Ou será que não é o que deseja?
E assim usa o tempo para reafirmar, desista, não veja...
Mas é o caminho mais curto.
Já caminhou tanto!
Mais de dez anos...
Não se desperdiça tanto!
Termine este estágio!
Liberte-se!
Alcance!
Não, não mais balance...
Há de vencer!
Parar de chorar e colher.
Ainda que o título, parnasiano.
Concreto, cartesiano.
Não há outro caminho a honrar.
A ti e a todos provar.
Que és capaz.
E assim se fará tua interna paz.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Distancia libertária.
Mas que preserve o amor.
E ainda que sinta dor.
Protege quem ama, de quem não esquece, idolatra.
Pois se dói a amada, mortifica o amante...
Paradoxo difícil.
Mas necessário.
Pois ao contrário do que parece.
Não perece, protege.
Não abandona, liberta.
Os pássaros são dos céus.
Como os peixes dos rios, mares.
Assim é a amada.
Livre sob a confiança.
A viver sua mocidade.
Humilde há de ser.
Forte não permite-se perecer.
Ainda que não haja sentido.
Há corrente, fluxo constante.
Recebe socorro e educa o infante.
Entre dois extremos.
A vida e a morte.
O próximo e o distante.
Independende de qualquer que seja o medo, o conceito.
Segue a ser eterno amante.
Memória seletiva.
Descobriu sua hipocrisia.
Assumiu o egocentrismo.
Pereceu sob apatia...
Lembrou-se dos idos tempos.
Trouxe de vá os ventos.
Que sua jangada afundou.
Sob lamentos...
Coitado do homem...
Se deu conta de quão pequeno.
Mas seus atos tornam-se tormentos.
Ainda que ninguém testemunhe, não leia seus pensamentos.
Envergonha-se muito.
De pensar ser astuto e perceber ser estúpido.
Esquecendo amigos.
Renegando teus genes...
Cai-se no abismo.
Tão grande quanto seu próprio egoísmo.
Cego, mudo, surdo, sempre se julgando...
Pois que esqueceu ser ser humano...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O rio.
Fundo rochoso.
Onde corre fresca água.
Pura e clara.
Límpida e insípida.
Somente água.
O aroma da floresta que paira sobre a bruma que cobre o Rio.
O reflexo do brilho solar a perder-se no vazio.
Traz tranquilidade ao peito daquele que sente a corrente a água a levar.
E ainda que não houvesse teu olhar.
O rio seguiria teu caminho independente.
Contínuo ao transpor barreiras com tua força a arrebentar.
Ó rio de encantos.
Que ouço em teu canto.
O que há de mais belo, e no entanto.
Melancolia mescla-se ao prazer, alegria, florescer.
Pois que das montanhas vieste nascer.
No mar misturar, falecer, e aos céus novamente se elevar.
Desejo ainda que este saudoso rio.
O qual tanto prezo, tanto amo.
Possa novamente cruzar.
Não! Não desejo mais somente cruzá-lo.
Mas em tuas águas navegar.
Até seu delta alcançar e minha embarcação afundar.
domingo, 4 de outubro de 2009
Tudo muda o tempo todo.
Novo novamente.
Novamente nova.
Nova mente.
A matéria não mente.
Degrada, desdobra.
Sempre nova obra.
Inacabada se trnsforma.
É sem fim no infinito.
As pluralidades.
As desigualdades.
Ansiedades de cada sentir.
Doer talvez? Pode até ser...
É opção diante da sofreguidão.
Que é certa.
Assim como a água desperta o semblante cansado.
Se um ser humano ofuscado.
Por qualquer que seja a luz.
Principalmente a da cor do pecado.
Que mora ao seu lado.
E por isso fecha seus olhos.
Que um dia estiveram abertos.
E que viram suas próprias mãos sujas de fel.
Cruel, pois sem amor.
Restando apenas atrito, tesão e dor...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Aberração.
Leva a fuga por onde anda.
Leva o fogo a palha seca.
Venta...
Não há compaixão.
Palavras são superficiais.
Os conceitos são reais.
Esconde...
Culpa, dimensão da dor.
Suja, a visão ofuscada do amor.
E este dele mesmo não pode ser.
Pavor...
Não foi sua escolha.
Ao menos que se lembre.
Sente-se parte da escória, se rende.
Corre...
O tempo mina forças.
Diminutas para ao menos ir.
Onde? Já não sabe mais.
Destino...
Do chão não passa.
E verdade corrói.
O buraco destrói.
Vermes...
Há de ser fuga?
Há de ser coragem?
Nada se sabe.
Foi...
Equívoco...
Será que pensam exatamente o que imaginam que eu pense?
Não há como saber o que realmente pensam.
Pois teria que apenas imaginar se pensam o que acredito que pensem.
Posso pensar errado a respeito do que imagino pensarem.
Podem pensar errado a respeito do que imaginam que penso.
Somente a hipótese de que pensem errado a respeito do meu modo de pensar, me leva a pensar que penso errado.
Mas o que penso pode estar certo e o que pensam equivocado.
Pensando bem...
Só posso saber aquilo que penso e observar como agem, pois talvez seja apenas este meio que possuo para enxergar a prática se seus pensamentos.
Pois mesmo que possuam uma força inimaginável, somente o é quando passam a existir, quando concretizam-se.
Portanto todos este paranóico processo é um grande equívoco.
Talvez...
Ele está em frente ao espelho.
É seu reflexo?
É seu parelho?
Talvez...
A alma não reflete-se.
Não existe aparelho.
Não há meio.
De enxergá-la.
Talvez...
Suprime-se o "mal" com o bem?
Alcança-se o bem aniquilando o "mal"?
Parece igual...
Há diferenças?
Talvez...
Viverás eternamente?
Ou num só golpe a morte lhe apreende?
Céu?
Inferno?
Talvez...
Perguntas sem respostas?
Respostas com perguntas?
Palavras vazias?
Olhares com conteúdo?
Mais uma vez talvez...
Tic, tac, tic, tac...
Inútil exame.
Do viver sem poder.
Do poder cerceado.
Livre arbítrio guardado.
Sob a sombra da insanidade.
E ainda que se vá com a vontade.
O corpo já possui suas chagas.
As lembranças são vivas e não vagas.
Sobrepondo-se ao que foi e fez bem.
Olvidando o esforço por outrem.
E sofrendo o tempo passa arrastado.
Carregando tal fardo.
Mas é assim mesmo, quanto mais leve o torna mais rápido a vida se desdobra.
Mas não é o caso.
A rotina torna-se totalmente a mesma.
A introspecção aumenta.
A solidão por pura opção goteja.
Ele evita levar seu mal.
Evita contaminar o mundo "normal".
Além do medo.
Monstro parte deste enredo.
Invisível.
Talvez impossível.
Mas existente na mente doente.
Do cego de olhos abertos.
De alma fechada.
Encerrada.
Cansada.
Daqui.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Princípio, meio e fim...
Em pulsações irriga.
Cérebro, pele, corpo...
Mas já não irriga mais meu coração.
Chaminé em casa na neve.
Para esquentar nos serve.
Lareira, carvalho, agasalho...
Que sem fogo não me esquenta mais não.
Sol estrela.
Para brilhar incendeia.
Poder, brilho, explosão...
Quando morta não causa nada além de escuridão...
Praia, lindo mar.
Da sereia o seu lar.
Ondas, areia, verão.
Mas quando é inverno triste é a inversão...
Consciência, inteligível inteligência.
Máquina complexa, um enigma até então.
Pensamentos, impulsos, imaginação.
Se para bem não servir, servirá para a auto destruição.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Derrocada...
Arrota pra fora todos os putrefatos gazes nos alimentos não digeridos...
Tende a vilipendiar a própria existência.
Enche de certa malemolência.
Aquele que em tempos idos laborava com excelência.
Entorpece a razão.
Na mesma proporção da inércia.
Desmonta a realidade.
Monta um mundo surreal.
Inimaginável para aqueles que não passam de coadjuvantes.
Emana da pluralidade da personalidade.
Matéria prima para a combustão.
Combustão da razão em detrimento ao impulso.
Sentimento, emoção.
Esquece-se de si mesmo.
Já não tem parâmetros se é dia ou noite.
Não sabe nem mesmo que é...
Como determinar fenômeno externo.
Se internamente reina a disparidade de emoções.
São pequenas convulsões, calafrios, palavrões...
E os dias vão passando.
Rapidamente vão levando.
A vida a diante.
E ainda que inconstante.
Ela segue sem algoz.
Pois que a busca por si mesmo.
Lhe traz novamente a voz.
Não mais o grunhido irracional de outrora.
Pois agora a alvorada desflora.
E o ser volta a ser.
Falta ânimo é fato.
Mas é processo lento, não é rápido.
Espera-se dele paciência, inteligência ou ciência?
Enfim, algo que não possui.
E que pode levar o desenvolvimento ao abismo.
Portanto é uma guerra constante.
Forças diversas, conflitantes.
Revirando o submundo do eu.
Mas para que tantas palavras e explicações...
O sofrimento não é teu!
Meu mundo...
Este é meu mundo.
Calcado em detalhes.
Cada linha de pensamento.
Cada entalhe.
minuciosamente é visto.
Analisado.
Portanto não é tão simples viver.
Pois que é preciso tratar de múltiplas linhas.
Traçadas ao tempo.
Que tem o seu termo.
Tem, cada uma delas suas próprias particularidades.
E ainda sem contar com a multiplicidade de minha personalidade.
É uma complexa fusão.
Por mim definitivamente difícil de administrar.
Pois ainda há o impulso.
A dedicação.
A vontade de ao que lhe é almejado, amado.
Obter a perfeição.
Mas, pode ser em vão.
É, como uma construção.
É a construção de um planejamento.
Tornam-se tão altos os objetivos que inicialmente não foram levados em consideração...
E o plano tende a vir, por tamanha dedicação e peso, ao chão...
Mas nunca é tarde para aprender...
Velho jargão...
Sábia percepção.
Pois que você pode não ter o poder sobre tudo e sobre todos.
Mas é totalmente capaz de ter total poder sobre si mesmo.
Sobre como deseja enxergar o mundo agora.
E por isso pode chama-lo de "Meu mundo".
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O que realmente quero!
v. tr.
1. Impedir o arrefecimento de.
2. Sufocar.
3. Fazer diminuir a intensidade de.
4. Fazer com que não se ouça ou não se divulgue.
5. Impedir o desenvolvimento de.
6. Sonegar.
7. Matar por asfixia.
8. Impedir a combustão de. = apagar
9. Por ext. Levar preso, meter na cadeia.
v. intr.
10. Não poder respirar.
11. Fig. Ficar aniquilado.
v. pron.
12. Enroupar-se, agasalhar-se contra o frio.
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12. Despir-se, desnudar-se favorável ao calor.
v.pron.
11. Fig. Ficar intocável.
10. Sim, poder respirar.
v. intr.
9. Por ext. Trazer preso, libertar da cadeia.
8. Permitir a combustão de. = incendiar
7. Nascer pela respiração.
6. Afirmar.
5. Permitir o desenvolvimento de.
4. Fazer com que se ouça e se divulgue.
3. Fazer aumentar a intensidade de.
2. Aerar.
1. Permitir o arrefecimento de.
v. tr.
Desabafar - Conjugar (des + a- + ba + far)
Seria isso?
Apenas o contrário?
Aqui portanto desabafo...
Que como desabafar seria o ato antagônico de abafar...
Digo que não trata-se de somente não querer o vazio...
Mas desejar intensamente o preenchimento etéreo.
A reluzente e sonora canção de ninar, uuuuhm, uuuuhm, uuuhm; uuuhm, uuuhm, uuuhm...
O estremecer de todos os órgãos do corpo em um só vibrar.
Portanto, não desejo que me desejem pela falta que faço.
Pelo vazio quando não resta mais nada.
Mas sim pelo amor.
Pela junção do preenchido com a "contra" parte tornando a felicidade una.
A saudade do cheiro, gesto, mania, olhar, hálito, tudo.
E não tão somente as virtudes porém também o perene desejo de libertá-la de seus vícios.
Daquilo que é nocivo.
Daquilo que já não há mais tempo a perder.
Para que haja uma vida a três, sim.
Eu, ela e nós!
Individualidade...
Enfim, não quero meio vazio...
Quero quase cheio!
Beijo!
O amor.
O fervor do sangue a alimentar este corpo.
As endorfinas, dopaminas, serotoninas...
Produzidas através do simples olhar.
Simples aproximar.
Complexo prazer.
Delicioso gozar.
Simplesmente cariciar, arrepiar, assoprar...
Para que tudo isso seja real.
Há de haver sentimento sutil e intenso a guiar.
Sentimento que aguenta a dor.
Suporta a falta.
Aguenta calado ao ver a amada ser feliz, simplesmente feliz.
Portanto podemos chamar de amor.
E ainda que rime com dor.
Sua força existe por algo indecifrável.
Um mistério inimaginável.
Motivo sutil?
Etéreo?
Pré-existente em outras jornadas?
Ou somente sincronicidade?
Não...
Definitivamente é algo muito maior que todos estes aspectos juntos, pois é tão importante seja próprio ou alheio, que se pode tirar sua própria vida para salvar seu alvo, mantê-lo imaculado, ou ao menos permitir que seja feliz.
Enfim...
O amor!
Sublime amor.
Importância que lhe faz recordar, ou na verdade não esquecer em nem um segundo sequer.
Amor...
Pluralidade de sentimentos bons nutridos por alguém especial, ainda que doa, suprime-se a dor pela felicidade de quem se ama.
Qual o valor do amor?
Movimentar ainda mais rápido o fluxo sanguíneo pelas veias...
Palpitar o peito, pescoço, todo o corpo!
Como borboletas no estômago!
Como fogo ardente!
Desejo de imaginar, ver, sentir a felicidade do amado.
Passar sobre qualquer preconceito, barreira, muro, enfim qualquer obstáculo para estar junto.
Saber dar espaço para que haja a comunhão de duas vidas e não a morte de duas vidas.
Sofrer saudades, muito...
Chorar por diversos motívos...
Permitir-se ser sensível.
As vezes bobo...
Resumindo, o amor é o maior valor que nos movimenta.
É o que nos alimenta nossas almas.
Que nos faz ter a esperança de um futuro feliz!
Que nos eleva a estados alterados de consciência!
Sublime amor.
domingo, 20 de setembro de 2009
Auto conhecimento.
Conhecimento próprio.
Próprio domínio.
Domínio difícil.
Difícil olhar.
Olhar profundo.
Profundo deixar-se.
Deixar-se mergulhar.
Mergulhar, procurar.
Procurar sentido.
Sentido está.
Está dentro.
Dentro há.
Há respostas.
Respostas positivas.
Positivas visões.
Visões negativas.
Negativas depressões.
Depressões profundas.
Profundas descobertas.
Descobertas incríveis.
Incríveis emoções.
Emoções egoístas.
Egoístas deterioram.
Deterioram minh'alma.
Minh'alma dói.
Dói muito.
Muito precisa.
Precisa respostas.
Respostas alheias.
Alheias estão.
Estão seguindo.
Seguindo caminham.
Caminham alegres.
Alegres liberdades.
Liberdades absolutas.
Absolutas resoluções.
Resoluções assertivas.
Assertivas são.
São libertadoras.
Libertadoras salvam.
Salvam conhecimento.
Conhecimento necessário.
Necessário resistir.
Resistir, sorrir.
Sorrir feliz.
Feliz fim.
Fim.
Ouça-te.
Alegria triste ao amar a liberdade de quem ama.
Pois que já não conhece sua realidade.
Que já estragastes o passado.
Mas não importa o quanto doa!
Seguirei de cabeça em riste mirando ao futuro!
Sim!
Pois a vida é tudo aquilo que nos cerca.
Não a possuímos e portanto não há como entregá-la a alguém!
Há como suicidar-se.
Há como elevar o risco que a vida pode proporcionar.
Adrenalina...
Sim, há corpos que sustentam-se por adrenalina não importa o preço ao corpo ou a alma!
E em busca desta droga, se lança, se joga à paixões, emoções, tão ferozmente quanto um cão faminto!
Quanto a chama atômica!
Quanto pode se perder em labirinto infinito.
Loucura...
Pode levar a loucura, sim a morte em vida de lapsos de realidade e vergonha de tua insanidade.
É a morte em vida, a morte em vida, a dor em carne viva.
Mas há de ser mais forte!
Tranquilizar-se e crer que nada disso existe!
Pois que tudo é energia.
Nada é infinito!
Somente o criador da finitude.
E portanto há que viver cada momento.
Sentimento sim, mas com a razão ao seu lado.
Ouvir teu verdadeiro ser!
Nada mais importa!
Ouça-te!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Retumba nos tímpanos as batidas do meu coração.
Tum, tum, tum...
Sigo correndo, desviando, me escondendo em vão.
Tum, tum, tum...
Não me perde de vista, olho para trás pedindo que não insista.
Tum, tum, tum...
Não paro de olhar para trás pedindo a Deus que eu não desista.
Tum, tum, tum...
Olho adiante e não vejo nada!
Tum, tum, tum...
Fecho os olhos para que o medo não me invada.
Tum, tum, tum...
Não presto atenção nos meus passos.
Tum, tum, tum...
Tropeço, perdi meus calçados!
Tum, tum, tum...
Simplesmente corro trombando com o que vem pela frente.
Tum, tum, tum...
Direita, esquerda, errantes decisões.
Tum, tum, tum...
E sigo a correr.
Tum, tum, tum...
Por onde passo deixo marcas que um dia não existiam.
Tum, tum, tum...
Foi futuro.
Tum, tum, tum...
O qual não consigo enxergar, fecho os olhos.
Tum, tum, tum...
E ele segue a perseguir.
Tum, tum, tum...
Mas repare...
Tum, tum, tum...
Nunca chega tão perto!
Tum, tum, tum...
Nem tão longe!
Tum, tum, tum...
Simplesmente mantém a distância!
Tum, tum, tum...
Ei! E se eu parar!
Tum..., tum..., tum...
Parei!
Tum..., tum..., tum...
Ele também parou!
Tum..., tum..., tum...
Ficou lá em seu lugar!
Tum......, tum......, tum......
Consigo respirar! Consigo me enxergar!
Tum......, tum......, tum......
Como estou diferente!
Tum......, tum......, tum......
Ei!
Tum......, tum......, tum......
Eu vejo o horizonte!!!
Tum........., tum........., tum.........
Que paz...
Tum........., tum........., tum.........
Caminho tranquilo mirando este horizonte.
Tum............, tum............, tum............
Escolhendo o caminho.
Tum..............., tum..............., tum...............
Admirando a paisagem daqui, de agora.
Tum.................., tum.................., tum..................
Sim, eu fui, eu sou, eu serei.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
O amor, não possuo, sinto.
Meu amor é o que sinto no peito.
É meu pois somente eu o sinto.
Somente ele me imprime sensações que ninguém, nem nada mais pode imprimir.
É direcionado.
Não há dúvidas nem espaço para questionamentos.
Pois é vivo.
É sempre presente.
E eternamente pois foi, é e será.
É inexplicável.
As palavras não tem a capacidade de expressar o que este sublime sentimento nos faz sentir.
Não é imutável.
Não quanto a intensidade.
Mas quanto ao foco, quanto ao sentir.
Segue esplendoroso sendo paterno, materno, filial, fruto de amizade, de uma fulminante paixão, enfim, em qualquer forma de amar.
É doação, compaixão.
É cumplicidade, maturidade.
É sincero, fiel.
É digno, benéfico.
É uma multiplicidade incrível de incríveis indescritíveis sentimentos.
O mais incrível quando verdadeiramente se ama é a abdicação da presença do alvo deste amor em prol de sua felicidade uma das mais belas provas de amor.
Pois ainda que seja extremamente doloroso sentir sua falta, seu calor, seu cheiro, o alcance ao esticar dos braços, esta dor ainda é menor que a felicidade que o amante sente por amor ao amado por sua felicidade através da liberdade e de suas escolhas.
E além desta abdicação, se faz necessário que o amante siga sua vida feliz por amor ao ser amado, pois se assim não o for imprimirá sofrimento a este.
Pois quem quem realmente ama não faz sofrer a quem ama ou nem mesmo que seja somente uma hipótese e não a realidade, não há margem para riscos.
Há de apoiar o amado naquilo que for melhor para ele.
Portanto, que o amante tenha amor próprio, caso contrário nada do que foi escrito aqui possui valor algum.
Medíocre ego.
O agora.
Nem mesmo o irmão.
Nem mesmo o amor.
Talvez somente o primogênito ainda tenha paciência de aguentar.
Nem ele mesmo ainda se aguenta.
Aberração...
Criada por si mesmo...
Principalmente por suas próprias escolhas.
Seus erros.
Que parecem existir somente para ferir.
Pois ele não aprende...
Segue a cometê-los...
Como animal irracional guiado pelo instinto.
Pois como irracional a razão é olvidada quando o instinto é fogo no peito.
Pois o sangue queima todo o corpo através das veias e artérias.
E assim se lança o animal, abismo a dentro.
Poucas chances são dele escapar ileso.
Imagine, um abismo.
Para isso ele precisa retornar.
E olhar agora.
Que faz.
Que sente.
Por que sente.
Se é racional sentir tal sentimento.
Se o que o motiva realmente existe ou se é criação de sua mente doentia.
E enfim discernindo o que é real.
O que de fato importa.
Assim não existirá abismo.
Será mais um passo em terra firme.
Mais um passo a progredir e mudar o padrão equivocado de entender a realidade.
O padrão equivocado de ter foco fechado em poucos fatos.
Muitas vezes mal interpretados.
Espoleta de barril de pólvora, que não passa de simples estalar de dedos.
Para acordar para o agora.
domingo, 13 de setembro de 2009
Não entendi...
Meu carinho é teu todinho, teu todinho, todinho teu.
Minha vida e meu passado, vão passando já correu.
Para onde ir agora?
Tudo tem a sua hora!
Não diga que vai embora!
Não cola!
Mete bronca, mete bronca, eu virei, virei de ponta.
Mundo gira, gira mundo, não vem por em minha conta.
Cada um tem seus desígnios.
Cada qual com sua búsola, velejando em sua gôndola.
...
sábado, 12 de setembro de 2009
Orai e vigiai.
Beba sempre que puder.
Água.
Caminhe.
Alcance seu objetivo.
Caminhe.
Volte para casa.
Tome seu banho.
Não gaste tanta água.
Pois precisa dela para beber.
Descubra-se.
Vá aos cantos mais profundos de ti.
Retorne.
Ame-se
Perceba.
Sinta.
Interaja com os demais.
Apaixone-se.
Ame.
Resigne-se.
Clame.
Avalie.
Se transforme.
Acredite.
Vigie e ore.
Não há.
Há apenas um caminho.
Apenas uma direção.
Pode parar sozinho.
Pode cair no chão.
Mas não há volta.
Há de perdoar.
E sem revolta.
Permitir-se amar.
O tempo é ligeiro.
Sorrateiro.
Somente um rato e um bueiro.
Passa da lápide.
Do temor passageiro.
Passa dos olhos.
Do temor lisonjeiro.
Passa da carne.
Do temor de perder.
Perder o que pensa ser inteiro.
Mas é só fragmento.
Pois além do pensamento.
Ainda há muitos mistérios.
Muito mais que corpos em necrotérios.
Quem tu és?
Olhando para si.
Não vivo aqui.
Pensando na vida.
Muito me tolhi.
Porque há alguma coisa além do olhar.
Há alguma coisa sem findar.
Há um futuro a penetrar.
Pensando na vida.
Não mais inquiri.
Pensando na vida.
Só caminhei e vivi.
Pois assim que eu quis.
Assim que eu vi.
Nunca hei de questionar.
Tenho o poder de mover as coisas do lugar.
Pensando na vida.
Não sei se morri.
Pensando na vida.
Acordei e vivi.
E somente quando o espelho eu encontrar.
A mim mesmo olhar dentro do meu olhar.
Ninguém vai poder nos separar.
Finalmente irei me amar...
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Amor e liberdade.
Oráculo feliz!
Pode ser jornal.
Pode ser do céu.
Pode ser normal.
Não importa se é sugestão.
Nem que seja somente um bordão.
É oráculo comum, mas me sugere um dia muito bom!
Se não há de ser, construirei com prazer.
A luz do Sol.
Ao vento que leva e que traz amor, paixão.
Pode ser papel.
Pode ser jornal.
Pode ser do céu.
Pode ser normal.
Li caprino com chifre.
Li da juba o rugido, alto som.
Desejo que me decifre.
E que diga em alto e bom som.
Em silêncio somente pelo sorriso, espelho do coração.
Sim, eu te amo.
Te perdoo.
E por mais duro que seja, passo o borrão.
Pois quem nunca errou que levante a mão!
E quem nunca amou que se lance ao chão.
Pois que te amo, e não é mais semente nem grão.
É raiz, caule, folha e flor.
E desejo um dia que haja frutos.
Que este vegetal nunca mais seja podado.
Pela ignorância.
Pela desorganização.
Pois que haja felicidade, cumplicidade, emoção.
A cada abrir dos teus olhos.
Ao bater do meu coração.
Te amo.
Um montão!
Pode ser papel.
Pode ser jornal.
Pode ser do céu.
Pode ser normal.
Que sempre seja especial.
Único.
Momento a momento.
E que a vida imprima seu próprio oráculo.
Nosso próprio oráculo.
De cabritinhos com juba de leão.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Imperfeita perfeição.
Cresce e aprende como dominar.
Ainda maior surge o primeiro sentimento de poder de caculdades antes inimagináveis.
Agora torna-se cruel e inicia a luta pelo poder.
Mais tarde mudanças fisiológicas começam a ocorrer, difícil de entender.
Paralelamente busca pares, diversos.
Testa seus instintos, inicia a jogar sensualmente.
Mais mudanças morfológicas, deve agora adeuqar-se ainda mais a sociedade.
A brutalidade, dominação, crueldade, são as mesmas, simplesmente agora são encobertas pela camada da hipocrisia.
Mas é possível ainda que a vida ensine, pois todos os demais podem ser assim em proporções diferentes...
E há muitos caminhos a trilhar.
Alguns morais, outros imorais.
Alguns éticos , outros, devaços, anormais.
E esta é nossa perfeita imperfeição...
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Horoscopo.
Busco o jornal mas tenho medo.
Notícias de violência, corrupção, futilidades, podridão.
Mas meu foco é o mesmo.
O oráculo a velha tentação.
De saber o futuro ou ao menos uma sombra que seja.
O tempo passou.
Prefiro olhar aqui dentro e buscar meu próprio sentimento.
Pois esta é minha verdade.
Esta é a minha vontade.
Não somos fantoches.
Nós somos autônomos.
Somos velozes.
A buscar o objetivo.
A percorrer o necessário e nem sempre tranquilo caminho.
Somos a imagem e semelhança!
Temos o poder.
Somos cada um parte do todo!
E assim somos apenas um!
Sigamos a exercer nosso direito.
Continuemos a seguir nossa plena consciência.
Univos em uma só nação.
Uma só raça.
Um só coração.
sábado, 5 de setembro de 2009
Não sei.
Beleza, ironia.
E os ponteiros não retrocedem...
Sabor, charme.
Meninice, alarde.
Cicatriz que arde.
E os ponteiros não retrocedem...
Filhos lindos.
Anos idos.
Momentos vividos.
E os ponteiros não retrocedem...
Por amor.
Responsabilidades se perdem.
Atenção, carinho, é só o que se pede.
E os ponteiros não retrocedem...
A confiança passa.
O arrependimento amarga.
Mas é coisa paga.
E os ponteiros não retrocedem...
Mas a mente vagueia.
Volta atrás, incendeia.
Mente indecente...
E os ponteiros não retrocedem...
Onde isso tudo irá parar???
Me diga???
Não sei.
Recordações...
Era uma tarde de verão.
Bombeava o coração a caminhar.
Recebeu notícia a instigar.
Quem seria.
Será que aquela que outrora desejara?
Mas diante da distância.
Engoliste a ânsia.
E em silêncio se contentava.
Em admirar aquela linda voz.
O carinho de criança.
Como criança a brincar.
Paciente, sorridente, astuta, e que voz...
Sim!
Confirmado, sim, era ela mesma!
Coração disparado.
Plano já traçado.
Mas por onde ir?
Por onde começar?
Se jogaste sem pestanejar.
Sim, pois que sentimento é maior que amar?
E foi assim, desde o primeiro olhar.
Permitiu-se marcar, não havia como escapar.
Aquele charme, aquele olhar...
E sem jeito até ela foi buscar um sim.
Pois somente assim seria feliz.
E muita água para rolar...
Muita fumaça a planar...
Muita terra a percorrer...
Muitas palavras a falar...
E assim se foi.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Encontros
Por que tão tarde apareceu?
Ou será que fui eu que cheguei cedo demais?
E o que você teve?
Não lhe basta.
Concordo, foi pouco.
Há de viver para saber do que realmente gosta.
Experimentar.
Sim, hei de lamentar.
Mas sempre há esperança.
De tudo aquilo poder mudar.
Quem sabe um dia iremos concordar.
Pois quem ama não se cansa.
Nem mesmo de eternamente esperar.
Calor sufocante...
O que ele enxerga?
Movimento constante.
Gritos e arrepios.
Ainda dolorido, mas onde estará?
Onde se perdeu?
O que perdeu?
O que ganhou?
Não sabe...
Ainda precisa entender o que está acontecendo.
E de repente a escuridão total onde apenas o tato é sua visão, audição...
Mas queria ele não o possuir, pois sente mãos com unhas cortantes.
Lambidas em sua cabeça.
Não sente os cabelos há algo errado!
Mas ainda é muito confuso.
Agora agoniante!
Ante chão enlamaçado, cheiro fétido exalado.
Onde ele está?
Quem é ele?
O que faz ali?
O que fez para merecer tal destino?
E agora mergulhado naquela lama até o peito em meio ao uníssono de vozes, vociferando em seu ouvido.
O eco lhe retira do próprio corpo, mas que corpo?
Onde está?
Larguem-no!
O Vôo.
Os olhos refletem o destino, somente uma passagem.
As lágrimas ficam para trás, se tornando chuva.
Já que precipitam levemente.
Pela mente passa um filme.
Uma vida.
Em segundos o túnel aparecerá.
Onde enfim o levará?
Enfim, já é, já foi.
Mas ainda assim o sorriso denota a liberdade etérea.
Pois que a matéria despojada não o veste.
Após o impacto profundo.
Impacto seco, que esfria, a não ser que esteja sob a luz do sol.
E está.
Bem, daqui em diante, somente ele poderá dizer o que há.
Cada um verá diversas vezes ao piscar dos olhos desta vida.
Que voa sob as asas do destino.
E ele não teve paciência de ao ninho retornar.
Futuro.
Há de ser maduro.
Sem pressa de chegar mas com atenção em onde pisar.
É difícil, é duro.
Não há previsão.
Somente sustenta sua ação.
Pois que há infinitas ações concorrentes.
Fluindo tal qual correntes.
E você tem a decisão na maioria das vezes.
Planta dúvida, colhe reveses.
Planta vontade, colhe benéficas torrentes.
Pois por que não de uma vez entendes?
Que só há de nascer se há sementes.
Tanto do que for tangível ao intangível.
Por isso há de imprimir forças potentes.
Com objetivos concretos, horizonte visível.
Sim, é possível.
Fácil não o é.
Mas é palpável.
Há também de cultivar a fé.
Pois que de onde não há mais forças.
É dela que há de tirar a sustentação.
E não trata-se de religião.
Mas sim de sustentação.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Reaver teu beijo.
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Reaver teu beijo, durante sorriso desde olhares felizes se encontrarem.
É energia, é algo que ultrapassa o tempo quem quer que seja quem?
Sim, vai muito além.
Além daquilo tangível chamado amor...
Pois que sentimento não se mede, sente.
Mas ainda há o que reparar, ainda que sinta extrema dor.
Sinto felicidade plena ao teu lado, em teu colo confortável...
Mas será que podemos recomeçar?
Será que sou justo em pensar em nós, em você, em mim, é confiável?
O que sinto não há dúvidas, me alegra me consola, ajuda a pensar.
Que pessoa tão linda, tão jovem e tão bela.
A qual eu tive a sorte de cortejar.
Entenda meu amor, não desejo estragar tudo o que conquistou.
Não desejo atrasar aquilo que a motivou.
A vencer, a lutar...
E talvez por amor tenha mesmo que sofrer, por amar me afastar.
Pois que ainda és muito jovem tem o direito de viver livre a voar.
É provável que me arrependa.
Tenho certeza que me arrependerei, mas não posso se egoísta.
E quero que me entenda.
Sinto que o que sentes não é como eu, nunca haveria de ser...
Mas nem de perto é similar.
Provou outro beijo, outra boca, outra cor, e gostou sem pudor.
Quem sou eu para te julgar.
Você é livre, sempre o será, para viver o que deseja experimentar.
A diferença entre nós é que provei e tomado de asco reconfirmei.
Que és tu quem eu desejo, quem me desperta o ensejo de viver, de lutar.
Mas ei de seguir meu caminho, não conheço, não defino...
Sou ser errante, e num instante posso novamente tentar loucamente a fuga.
Que dizer... Não sei mais o que dizer...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Ter paciência...
Pois é uma ciência.
Que não tenho consciência.
Não conheço a paciência.
Troco pés pelas mãos.
Tropeçando vou ao chão.
Não conheço a paciência.
Ponho tudo a perder.
Quando acredito vencer.
Não conheço a paciência.
Mas preciso aprender.
Pois posso perecer.
Vou buscar a paciência.
Lá no fundo do meu ser.
Preciso dela para viver.
Vou buscar a paciência.
Já começo exercitando.
Passos planejados alcançando.
Vou buscar a paciência.
Ainda há muito pela frente.
Ou é somente o que se sente.
Encontrei a paciência!
Esperei até agora.
Destreza impossível outrora.
Encontrei a paciência!
Agora já sei a hora.
De falar, calar preciso sem demora.
Tenho a paciência!
Descobri que sempre tive.
Entretanto só pratica-se quando a vive.
Hoje eu não sonhei.
Pela primeira vez em dias eu amei não ter sonhado.
Pois foi verdade, inesperado.
Mas há muito desejado.
Nem acreditei.
Quando me permiti ir.
Ao teu encontro sorrir.
Secretamente subir.
Finalmente pude abraçá-la feliz!
Quanta saudade.
Quanta felicidade.
Tamanha surpreendente realidade.
Não, não fora um sonho.
Fora muito mais que isso.
Acariciar teu rosto ao admirar teu sorriso.
Linda menina, mulher, alvo de meu aliviado riso.
E ao pousarmos em nossa cama...
Não havia tempo para dormir.
Tínhamos muito que contar um ao outro, e seguir a sorrir.
Entre beijos, gracejos, histórias, muita alegria até meu infeliz arguir.
Não havia necessidade diante de tudo o que se desenrolava...
A princípio um frio, um espeto gélido alcançando profundamente em meu coração.
E diante daquela definição, da expressão, confissão.
Consegui voltar a razão, ao presente, pois que o passado passou e diante de tudo que ali vivíamos não cabia dúvidas, do amor maior demonstração.
E enfim senti-me liberto de meus males e voltar a permitir nossas almas unir, reflexo de corpos quentes a frigir daquela única sensação.
Dali não mais queria sair, queria entrar, te delirar, me ungir.
Mas ainda que impulsivos, irresponsáveis, cúmplices, nos contentamos discretos em nosso jogo de corpos a friccionar, agarrar e não deixar fugir.
Era fogo a queimar, razão a paralisar, mas ainda que loucos, conseguimos arrefecer, atar-nos e ainda assim aos poucos os movimentos diminuir.
Ainda assim não havia sono, somente excitação...
E nas trocas incessantes de posições, sorrisos, alegria.
Aos poucos encontramos nosso feliz estado e aos poucos o sono surgia.
Agora sim, após meses, novamente a minha felicidade plenamente existia.
Hoje eu não sonhei.
Por sorte não sonhei.
Por amor arrisquei.
Por amor, em amor, com amor, junto ao meu amor delirei.
Mas foi real não sonhei, se o fiz, acordado sim o melhor sonho sonhei.
domingo, 30 de agosto de 2009
Relação tempo x vida.
Quanto mais rápido o tempo passa mais agradável é o viver.
Quanto mais sofrido é o viver mais devagar o tempo passa.
Quanto mais devagar o tempo passa mais sofrido é o viver.
"Tô tão insano que começo a acreditar em mim mesmo!!!"
sábado, 29 de agosto de 2009
Eu por eu mesmo.
De mundo algum, nem tribo, nem nada.
Tô somente vagando e esbarrando.
Vagando e esbarrando.
Que noite de merda.
Será que este ser que escreve não acerta?
É errante, um jumento e possante.
Que capacidade tem de arrancar as oportunidades do seu alcance...
Quem você pensa que é animal.
Só consegue plantar o mal.
Quer colher o que? Favos de mel?
Porra nenhuma! Cala a boca e amarga teu fel!
É idiota! Ele não te ouve mesmo!
Principalmente enquanto da tiros a esmo.
É mais fácil que o chão se abra!
E abra cadabra!
Queima... Reviva tua vida medíocre!
Sinta suas cinzas que sobram de sua ignorância ocre.
Sente o pior dos ardores a ver eternamente seus erros grotescos!
Em cenas e atores Dantescos!
E teu ouvido não escapará meu camarada!
Escutarás os gritos, gemidos e ranger de dentes acompanhando bem alto tua caminhada!
Peça perdão! Peça perdão!Peça perdão!
Hahaha!!! Não consegue abrir a boca seu covarde, bundão!
Engole a seco, pois aqui não há água.
Há vapor que sufoca...
E ainda pensas em trégua?
Não credes que apena ainda é pouca?
Resigne-se, foi você quem quis assim.
Triste diabo... Levanta a cabeça pra mim!
Perdoa a ti mesmo, perdoa!
Garanto que a partir deste momento não haverá mais partícula que doa.
Portanto perdoa!
Momentos.
Momentos que o melhor a fazer é não fazer nada.
Calar-se por um momento.
Fechar os olhos e harmonizar a alma mantê-la concentrada.
Há momentos de descontrole.
Momentos que o melhor a fazer é o que está escrito no verso passado.
Atar-lhe para recompor-lhe.
Fechar a boca e segurar o absurdo engasgado.
Há momentos de afastamento.
Quando reside o medo do esquecimento da temporariedade.
Há de respeitar o primeiro verso e assim afastar o tormento.
De perder aquilo que não possuis, pois o que há é entrega, afinidade.
Há momentos de luta.
Que há de ser serena, pensada, produtiva.
Não como uma guerra onde se mata, oculta.
Mas de construtiva labuta.
Há momentos para tudo.
A sabedoria encerra-se em saber o momento correto.
Possuir senso agudo.E desta forma viver a vida em movimento constante, harmonioso, reto
Prosa instigativa... para Alice...
Que coisa mais louca.
Nunca ouvi de tua boca palavra alguma.
Nem sequer um suspiro.
E já pela manhã eu piro.
Abro a caixa de mensagens a procura de uma pista.
Que me leve a revelar e quem sabe a conquista.
De descobrir, descortinar.
Quem há de estar a manipular.
Esta menina e seu gato.
De quais palavras relato.
Impressionam ao ler, sentir, quase tocar.
É como se houvesse apenas uma bruma a nos separar.
Mas e realidade não é esta.
No mínimo alguns terabytes , uma grande floresta.
Que sigo a tentar desbravar.
Desejando poder ver o brilho de seu olhar.
Logo hoje, dia de descanso.
Ainda hei de correr, desconectar e logo canso.
Entretanto como sempre tratarei de escapar deste mundo real.
E retornar mais cedo do estudo e mergulhar novamente em meio virtual.
Esperando, ansiando por ver retornar.
Mensagem, sinal, de não sei onde virá chegar.
Mas certo é de quem enviará.
Certo ou incerto, pois que somente um avatar a escrever, expressar estará.
Independente deste fato.
Seguirei o meu relato.
De intensa busca, insana ânsia por descobrir, por duelar.
E a beira do virtual mar, jogar a isca de peixe esperando gato e sua menina pescar.
Recado ao amor endereçado (por Albert Einstein)
"Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre"
Albert Einstein
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Quem és? Me instigue mas não me mate!
Não me xingue, não me chame...
Esquecer jamais!
Daqueles sonhos nupciais...
Sou responsável.
Não queira roubar esta culpa insuportável.
Sim, ofendido rastejei.
E saiba a verdade: nunca a rejeitei!!!
Mercenária?
Assim que se intitula ao admitir esta tua indumentária?
Que somente o preço há de pagar?
E os sentimentos, momentos, emoções, sacrifícios, o tempo há de levar?
Se for levada não queria me buscar...
Pois quem ama, bebe ainda que amargo o sangue, o morrer, o lutar!
Se tal herança não lhe traz esperança de viver livre, em paz...
Lamento muito eu lamento, pois que te amo demais e esta vida que tens não me apraz...
O que te fará bem, meu bem?
O que não lhe faz mal, misterioso animal.
Elogios te encantam, impede teu progresso, alcançar teu cabedal?
Que és tu, menina de semblante sofrido, mostre a mim seu eu real.
Minha visão.
Porta entre aberta.
Luz e sombra, alerta!
Passos próximos.
Expectativa, suor e respiração aos máximos.
Sinto o vento, aroma de talco.
A brisa, o vento, o calor de corpo alvo.
Aproxima-se, mas não a vejo apenas pressinto...
Tal qual mãe, mulher, que lê para me adormecer e perder-se a dormir, não minto.
Mas és tu mesma?
Que ao redor me rodeia?
Que meu olhar incendeia?
A procurar sem que desista?
Diga-me!
Quem é tu és?
Alimenta-me!
Permita-me penetrar teu mundo alcançar teus pés!
Brincando com a vida...
Surpreso a cada repetição.
Merece desprezo.
E por isso o castigo, a eterna recordação.
Cenas vivas extraídas de triste e miserável memória.
Foi naquele dia, horas, minutos, segundos de irracionalidade.
Ao refazer sua via crucis, a vontade é de chorar pela desgraça meritória.
E esta não veio salvar, mas destruir a própria humanidade, dignidade.
Entre o verde e o hospital, havia um animal irracional.
Embriagado por sua própria fraqueza.
De seu amor, extraiu o mal.
Triste alma sem destreza...
Quando irá se perdoar?
Quando deixará de girar em túnel sem início nem fim.
Como num acelerador de partículas, pequeno a girar.
Entre as memórias que o atormentam, sofre o presente assim.
Túnel de imagens, sons, aperto, vazio, arrependimento.
Flashes trágicos segundos que determinaram tudo.
Pois que foi somente um momento de tormento.
A quebrar com tamanha intensidade dois anos de sentimentos.
Triste diabo...
Será que aguentará?
Ou da vida finalmente irá dar cabo?
Não se sabe, são espasmos, foco fechado...
Há de romper o túnel?
Reencontrar a estrada da vida?
Alimentar-se da redenção, se perdoar de passado tão temível?
Não se sabe ainda...
Se levantar a cabeça conseguir erguer.
Talvez tenha chance de viver.
Por quanto tempo do aprendizado irá prover.
Mas em seu íntimo anseia por vencer.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Amor, oh amor.
Nunca permiti que platônico fosse.
Mergulho de cabeça, ou mergulhava, sem pensar em possível dor.
Olhares, gestos, sorrisos, perfume doce.
O tempo passa.
Aprendemos com erros, desvios, ilusões.
Ainda assim, a vida se renova, para que o sentimento renasça.
Assim que nos desvencilhamos do apego arrancamos os velhos grilhões.
E, pois que levanta-te a cabeça e anda.
Voltar a viver, a vida reciclar.
Sem pressa, mas com gana.
Novo mundo conhecer, velho mundo visitar.
Ainda ei de ser escolhido, simultaneamente escolher.
Fazer valer a sincronicidade.
E permitir o coração aquecer, repousar, derreter...
E fundir-se ao da amante sem pudor, pressa, ansiedade.
Portanto ainda que sofrido.
Sonho poder amar.
Dentre a multidão, desde o anonimato ao qual já conhecido.
Descobrir, atrair, perceber, decifrar.
Não...
Lindo é o mistério.
E a busca por quem há de estar por trás deste semblante tão sério.
Lindo é o compartir.
De sensações a incidir por de trás do porvir.
Lindo é ler e refletir.
Interpretar buscando real sentido que há de emergir.
Lindo é decifrar.
Buscar exatamente por onde caminhar.
Lindo é o compor da idéia.
Receber recado inspirador e este ser a matéria.
Lindo é a esperança.
De remar com letras de tela mar com confiança.
Lindo é o que poderá ser.
E quem sabe um dia saber quem há de ser.
Lindo então será descortinar.
De quem imaginação devaneia permite-se viajar.
Uma verdade que devemos lembrar...
Veronica Shoffstall
Conclusão...
El viento.
Aunque siento la sangre a fluir por las venas.
Aunque siento pulsar el corazón en el pecho.
Aunque mis ojos miren todos los colores.
Aunque haya personas a mi rededor.
Ya no siento mi alma.
Mismo que escucho los que amam a mi.
Mismo que sientas el calor del sol.
Mismo que haya sabor la manzana.
Mismo que tenga libertad.
Ya no siento mi alma.
Quizás poder volver el tiempo.
Quizás pudiera reescribir la historia.
Quizás pudiera llorar todo lo que no lloré.
Quizás pudiera racionar todo lo que no razioné.
Ya no siento mi alma.
Como no lograré cambiar lo que hice.
Como no lograré olvidar lo que pasó.
Como no volveré a recuperar todo el amor.
Como quizás no podré mas ser plenamente feliz.
Ya no siento mi alma.
Hace tiempo que no sé quién soy.
Hace tiempo que no sé adónde me voy.
Hace tiempo que ya no veo, ni tampoco siento tu olor.
Hace tiempo que vivo tras sombras de terror.
Ya no siento mas mi alma.
Por eso ya me voy a buscarla.
Además de la vida.
Además de la muerte.
Adónde no hay perdón.
Hay solamente el pago todos los errores que ya cometió.
Principalmente este último.
Romper el vazo.
Mojar el suelo.
Y secar al sol, al viento, que hay de llevarme.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A busca e o ancião...
- Para onde caminhas rapaz?
E o rapaz respondeu:
- Vou em busca de mim mesmo.
- Então caminhas no caminho contrário rapaz. Disse o ancião.
- Como assim? Aomo sabes o caminho que busco? Disse o jovem.
- A fuga. Respondeu de pronto o ancião.
- Não mesmo senhor, busco paz para meditar, a natureza a envolver-me e assim ter condições de buscar o nirvana esforçando-me. Contestou o Rapaz.
E com um olhar profundo e severo o ancião previu.
- Se a morte a traduz como nirvana, siga, engane-se, pois que não será páreo para a força da montanha. Informou o Ancião.
- Não busco a morte senhor, busco elevação. Replicou o rapaz.
- Pois então retorne a tua origem, eleve-se através da prática diária da paciência, da compaixão, do trabalho e do amor para com o próximo como deseja ate mesmo. Disse o ancião a levantar-se.
- Mas na cidade não há a paz da montanha! Como hei de concentrar-me? Arguiu o rapaz.
E com firmeza respondeu o mestre: - Por acaso há de te concentrar para respirar?
O rapaz coçou a cabeça e confuso respondeu de pronto: - Não!
- Pois é jovem rapaz. Não creia ter fora de ti a força para a elevação, pois que está dentro, basta praticá-la. Podes meditar em posição de lótus no centro do mercado, podes meditar a caminhar por entre a multidão, basta que busque este eu primordial, este eu divino que todos temos dentro de nós, tão poderoso e simultâneamente simples de encontrá-lo, pois de pequenos em pequenos atos, pensamentos, alimentos, há de despojar-se daquilo que encobre teu eu e assim tuas meditações serão tão habituais e naturais quanto o ato de respirar, este será o nirvana!
O rapaz ainda confuso, tentou aproximar-se do ancião e vruuuuuummmmm, novamente passa o caminhão agora em sentido contrário levantando densa poeira, um mixto de sufoco e cegueira tomaram conta do rapaz que esperando a poeira passar ficou extremamente intrigado! Para onde foi o ancião? Chamou, gritou na imensidão, buscou por entre algumas poucas pedras e nada... Seria real aquela aparição? Uma miragem produzida por sua consciência... Nunca soube explicar, simplesmente deu meia volta e retornou assim, como foi até ali, sujo, maltrapilho até sua aldeia a buscar o nirvana.
O sonho...
É um alento.
Quando abro os olhos sinto o tormento...
Passam, dias, passam horas, minutos.
E a cada segundo o mesmo sofrimento...
Pois que não soube amar ainda que ame.
Pois que não sorrir, tornou-se um infame...
Quero tudo ou nada!
Volto ou pé na estrada!
Que seja a última jornada.
Meu amor, ou eterna dooooor....
Ela está em mim.
E sofro mesmo assim.
Pois que não estou nela.
A minha donzela.
Pela cidade eu vago.
Músicas olhando pela janela.
E tudo me faz lembrar somente ela.
Quero tudo ou nada!
Volto ou pé na estrada!
Que seja a última jornada.
Meu amor, ou eterna dooooor....
Não preciso de foto, para ver teu sorriso.
Basta fechar os olhos.
E o vejo, muito mais, sinto.
Pois que busco nos astros.
Respostas para o meu fracasso.
Ou no mínimo.
Saber teu destino, oooooooo...
Quero tudo ou nada!
Volto ou pé na estrada!
Que seja a última jornada.
Meu amor, ou eterna dooooor....
E da mesma ancia...
Como do Natal na infância.
Ainda busco aqui dentro alguma esperança.
Pois que sonho acordado.
Lembrado do passado.
O qual finca, espeta, rasga, acerta...
Este presente acorrentado!!!!!
Quero tudo ou nada!
Volto ou pé na estrada!
Que seja a última jornada.
Meu amor, ou eterna dooooor....
Meu amor a mais linda estrela.
Desde sempre meu amoooooor....