sábado, 1 de agosto de 2009

Humanidade dual... (inspirado por Leonardo Da Vinci)


Silueta ao entardecer...


O Suicida.


Tosco... Mas foi...

A cessação da dor... Mas o pulso ainda pulsa.

Socorro!!!

Spinning...

Sei lá.

Vejo no horizonte.

Uma luz distante.

Corro a buscá-la.

Mas se assustá-la?

Não, não!!!

Não há horizonte!

Estou num vácuo!

Vejo uma estrela.

Existe apenas ela a brilhar.

Mas a cada momento ela parece piscar.

Tilintar.

Na verdade sinto-a afastar-se.

Dei-me conta!

Se for vácuo não há ar.

Hei de procurar a atmosfera!

Mas e a estrela?

E o pulsar?

Talvez arrisque o vácuo a sufocar-me.

E lançar-me a estrela.

Incinera-me ao seu calor.

Envolver-me em sua órbita.

Mas será possível respirar?

Não sei?

Será que me aproximando hei de apagá-la?

Sim, sou pedra de gelo...

Tremo...

O frio é congelante...

O que fazer?

Sei lá...

Há se elevar-se.

Ainda que doa.

Mesmo que seja desesperadora.

Nostálgica saudade.

Ha de elevar-se.

Ainda que imagens sobrevoem os pensamentos

Mesmo que lugares, paisagens, sons, viagens.

Atordoem-no, tentem tomar-lhe as rédeas.

Há de elevar-se.

É um segundo de força que há de vencer.

Apenas nós mesmos temos o poder!

Portanto não esqueça!

Eleve-se!

Ainda que sabores, odores, tragam a paixão desperdiçados a lembrança.

Mesmo que o saudosismo de mãos dadas ao impulso tente desvirtuá-lo de seu amor próprio.

Há de elevar-se

Ainda que queira fugir.

Mesmo que deseje sacrificar-se

Tu és teu guia, as rédeas estão em suas mãos por mais que não as sinta!

Há de elevar-se

É um segundo de força que há de vencer.

Apenas nós mesmos temos o poder!

Portanto não esqueça!

Eleve-se!

Ainda que deseje entregar-se.

Mesmo que tropece.

Nunca desista.

Há de elevar-se.

Ainda que não sinta o chão sob seus pés.

Mesmo que seja escuro onde estejas.

Levante seus olhos aos céus.

Há de elevar-se.

Ainda que não acredite em si.

Mesmo que não encontre seus valores.

Só teu amor próprio há de salvar-lhe.

E há de elevar-se

Há de elevar-se.

Elevar-se.

Se.

S

S

S

Velhas novidades...

Que esperar de resto frio que esquenta ao contato de tuas ondas...

Que ansiar de velho ancião já marcado pelas rugas duro, velho como pão dormido.

Mas se ainda tens ouvido para ouvir, ainda há de agüentar bobagens, falta de graça, tolices, grunhidos...

Ter dramaturgo sem palco, agüentar dramáticas considerações de autista cefálico, sem termômetro de emoções...

Ora sim, ora não.

Explode implode como furação.

Drogas lícitas atenuam.

Hipnose talvez a longo prazo ajude.

A resolução desta velha confusão.

Mas tens muito tempo.

Juventude e sonhos.

Os belos, fortes, altos e simples.

Para que complicação?

A vida já é naturalmente complicada...

Sigo cego.

Triste velho...

Mochila pretérita.

Culpas pétreas que não consigo desvencilhar, dissolver...

E o tempo passa.

Que fazer?

Busco o eu.

Guerreio comigo.

A procurar um abrigo.

Já que aqueles sonhos cada vez tornam-se mais altos.

Não preciso de fotos para recordar.

Não preciso da voz pra te ouvir falar.

Mas ainda assim deixarei o tempo passar.

Feliz é aquele que realmente ama.

E ainda distante regozija-se com a felicidade da amada.

Dor, sem hipocrisias a esta altura não há espaço.

Mas hei de tornar-me menos egoísta.

E ao menos poder ser feliz ao ver A Estrela brilhar.

Art noveau...

Que esperar de resto frio que esquenta ao contato de tuas ondas...

Que ansiar de velho ancião já marcado pelas rugas duro, velho como pão dormido.

Mas se ainda tens ouvido para ouvir, ainda há de agüentar bobagens, falta de graça, tolices, grunhidos...

Ter dramaturgo sem palco, agüentar dramáticas considerações de autista cefálico, sem termômetro de emoções...

Ora sim, ora não.

Explode implode como furação.

Drogas lícitas atenuam.

Hipnose talvez a longo prazo ajude.

A resolução desta velha confusão.

Mas tens muito tempo.

Juventude e sonhos.

Os belos, fortes, altos e simples.

Para que complicação?

A vida já é naturalmente complicada...

Sigo cego.

Triste velho...

Mochila pretérita.

Culpas pétreas que não consigo desvencilhar, dissolver...

E o tempo passa.

Que fazer?

Busco o eu.

Guerreio comigo.

A procurar um abrigo.

Já que aqueles sonhos cada vez tornam-se mais altos.

Não preciso de fotos para recordar.

Não preciso da voz pra te ouvir falar.

Mas ainda assim deixarei o tempo passar.

Feliz é aquele que realmente ama.

E ainda distante regozija-se com a felicidade da amada.

Dor, sem hipocrisias a esta altura não há espaço.

Mas hei de tornar-me menos egoísta.

E ao menos poder ser feliz ao ver A Estrela brilhar.

Posse ilusória... Ilusão possessiva

Corrói...

A dúvida corrói...

A minha certeza também...

É como nitro e glicerina, quando juntas, boom!

Explodo...

Sinto-me usado...

Como num embuste.

Palhaço...

Otário...

Mas que fazer agora?

Nada a fazer a não ser dormir.

Será que já não sou mais nada?

Nada?

Sentimento realmente não nutre...

Foi apenas um impulso que a trouxe de volta.

Foi medo.

Simplesmente medo de perder...

Provavelmente agora já tem o que deseja, ou o que acha que deseja.

Descartável.

Sou como lata de alumínio...

A espera do catador que me leve para a transformação.

E de pensar que um dia aparentemente fui uma linda lata...

Lata mágica que a cada fim de semana era preenchida, renovada...

Que boca quente tocava...

Mãos apertavam como se nunca mais fossem soltar-se.

Mas pereci...

Criei vácuo dentro da lata...

Amassou-se como papel...

O líquido estragou...

Tentou usar o vento para lavá-la a reciclagem...

Bobagem...

Continua na sarjeta...

Ao menos a chuva a lavou, limpou um pouco da sujeira daquele carnaval.

A espera do catador encontro-me...

Podem ser anos, décadas...

Puta que o pariu...

Que eu tenho a ver com isso???

Bem...

Sofrerei mais esta derrota...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A vida. [medíocre..]

A vida é para ser vivida.
Não pensada.
Nem sofrida.

A vida é para se experimentar.
Saber ouvir.
Acertivamente atuar.

A vida se renova a cada luar.
Dependendo do sentir.
Do olhar.

A vida corre como um rio.
Leva sempre algo por onde passa.
Igualmente sempre deixa algo como um depositário.

Avida é eterno ciclo.
Ainda que não o vejamos.
Segue em círculos.

A vida é real.
Para quem vive.
Não para quem a aproveita mal.

Tempo contra corrente...

Passo rápido.

Vôo ao vento.

Segue a alma e assim o tempo.

Corpo pede sono.

Amizades geram desejo de encontro.

Mas já não sei quem sou.

Se fui eu quem me usou.

Farrapo velho.

Branco surrado.

Sabão e mãos.

Pede pano fétido, cansado.

Passo rápido.

A dizer um oi!

E ainda que virtual.

Palpável não o é.

Tal qual amizade.

Cria raízes.

Não depende do que tens.

Mas do que é.

Passo rápido.

Curioso.

Egoísta.

Desgostoso.

Mais parece um repente.

Pretensão minha.

Mente doente...

Passa rápido.

Passa tempo.

Passa fácil?

Dependendo...

Relativo é...

Pois voa a favor do vento, do turbilhão.

Tranquilo, logo chegará tua vez irmão.

Mas se discute com o vento e tenta voar de avesso...

Triste tropeço...

Este fim tardará uma eternidade, um tempão...

Andando na linha...

Olhos abrem-se...

Inclino-me a por os pés ao chão.

Mas não.

Não é chão, uma linha é...

Sem bastão para equilibrar-me.

Basta usar meus braços, minhas mãos...

Coração nem pensar.

Aqui vale mais a razão.

Calcular, avaliar, os ventos a soprar...

De um lado um lago, um mar...

De outro há fogo, dor...

A linha é a salvação.

Ainda com minha inquietação.

Poucas vezes os olhos hão de fechar...

Somente a lubrificar a retina.

Que nem tem tanta importância agora, pois entre as ondas sonoras, os ventos.

O tato, a audição, são os sentidos mais importantes.

Sigo o dia a equilibrar-me, sem equilíbrio sólido.

Preciso ser humilde e paciente para suportar...

Há momentos que a vontade é de lançar-me...

Mas levarei muito, deixarei muito, ainda que seja uno...

Enfim...

Quero é seguir, ainda que teime em desequilibrar-me.

Quero seguir.

Vou seguir.

E conseguir a cada dia equilibrando-me.

Percorrer todo o dia sobre a linha e voltar ao repouso do sono.

Lembrar-me daquilo que aprendi.

Do equilíbrio, o qual desenvolvi.

Deitar minha cabeça sobre o travesseiro e enfim dormir em paz...

Mas é preciso seguir!

Enquanto pulsar o coração.

Energia fluir entre os neurônios.

Meus pelos cresceram.

Devo manter mente e corpo são.

Ainda que vento force a fechar as janelas.

Mesmo que a porta pareça estar trancada.

A luz apagada.

Não devo ceder às mazelas.

Sem lamentação.

Olhar acima, adiante.

É vasto o mundo.

Infinita é a possibilidade de expansão.

Com força a abrir as janelas!

Com os dois pés a porta arrombar!

Quanto a luz...

Eu sou luz, permita-se fechar os olhos e ainda assim enxergar sem seqüelas.

Pois deste mundo não hei nada de esperar.

Porque esperar é estagnar.

Eu quero é viver.

Chega de dramatizar!

E quanto aos alicerces.

Andei.

Realmente por eles já caminhei e portanto já ficaram para trás.

Lembranças? Somente dos caminhos que mereces!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

É o que é...

Sim...

Desolador mas não deixa de ser o que é...

Após a ansiosa espera pela união total das energias, fluídos, motivações e pensamentos sonhados, descansarem, trocar o calor do corpo, tocar a maciez dos cabelos, entorpecesse pelo inigualável odor que em minhas narinas transformam-se em energia irrigando os locais cerebrais que reconhecem o amor, o prazer...

Ter a noção de que o que representa a si não é o mesmo que representa ao ser amado... Ter acreditado que não foi um sonho, que realmente, novamente, foi permitida sublime união, mas talvez não...

Pelo limitar das palavras, das atitudes, não se pode saber exatamente se interpretas mal, se criastes esperanças avançadas demasiado pelo sórdido e próximo passado...

Sentimentos e percepções confundem-se, o passado influencia o pessimismo presente...

Não pode-se crer em cinismo, simulação, pois por pelo menos uma parte houve a sensação!

Mas o que é para uma parte, o que representa algo sublime, para a outra, pode ser apenas uma prova, uma verificação, de que nada mais resta...

Desolado o amante fica, as esperanças encolhem-se apertando-lhe o coração, deprimindo aquela emoção que por um momento acreditou ser compartilhada, mesclada entre corpos e almas.

Mas como disse, é o que é, e se é difícil lidar com suas próprias emoções, que dirá tentar interpretar ou entender as de quem ama se esta não for capaz de demonstrá-las claramente, ou se és tão estúpido a ponto de não entender as entrelinhas...

Enfim... O amante, vai arrastando por sua vida a sombra de erros passados, que já não há cura mais... Descrente até mesmo que o tempo, que seus novos padrões, condições o tornem digno de ser amado, recuperar a confiança arrebentada por atos insanos, esta unida a lembrança que queima, rasga, corrói sua consciência o mantém detento de seu próprio pessimismo, de seu próprio passado, o leva a pensar em fugas, mas seriam mais atos absurdos, novamente insensatos. Inerte, com forças apenas para a passos arrastados adiante, segue a carregar o seu passado imperfeito, a bifurcação da opção que fez um dia... Que lhe levou a experimentar muitas sensações por vezes extremamente agradáveis, por outras totalmente amargas, enfim, pelos altos e baixos seguiu com sorte caminho errante que trouxe prosperidade em solo infértil, solidão, aprendizado sim, paixão, mas principalmente o limite, aquele que não se fez, mas que matou parte dos padrões passados sacando-lhe o véu e ainda assim existe o amante, que com dor no coração seguiu distante, por não saber como lidar, por seguir conselhos técnicos, que não levam em conta o que se tem realmente por dentro, enfim... É incerto, como tudo o é... Mas há um futuro, o amante deseja que seja feliz a quem ama, pois esta é a verdadeira significância disto... Desejar a felicidade ainda que não possa gozá-la próximo de quem ama.

E assim segue o errante, caminhando a passos lentos, mas incessantes, a buscar o sentido, os degraus que o levarão a eternidade, naturalmente, como há de ser.

Tempo...

Sei que é clichê mas escorre pelas mãos.
Ele passa e não o percebemos...
Se pudesse manipualá-lo voltaría as trompas de falópio...
Empurraria outro zigoto...
Sério.
Assim iría para o esgoto, de onde nunca havia de ter saído...

De que vale?

De que vale a luz do sol se não a busca a nutrir tua pele?
De que vale ver e não enxergar aquilo que evita, que lhe faz pensar, que lhe mostra seu verdadeiro ser?
De que vale a confiança se tu mesmo não confia em ti?
De que vale uma vitória, se ainda há anos para derrotar-se, boicotar-se, arrepender-se?
De que vale a lembrança, se não és capaz de filtrá-las e benignas hão de ser?
De que vale um carinho, se não é doado e sim barganhado?
De que vale o conhecimento sem sua aplicação?
De que vale a casca sem o nutriente que é envolvido então?
De que vale escrever isso se não sabes o valor de cada linha escrita?
De que vale?

A fuga, paradoxalmente uma prisão.

Assim que temes por algum ato cometido.

Algo nada comedido.

Atormenta-se antecipadamente pelo julgamento, principalmente aquele que vem de dentro.

Nasce a semente da fuga como antídoto ao tormento.

O primeiro sentimento é de alívio.

Entretanto dura pouco, pois é ilusório, é lascivo.

Mas o tormento cega, durante curto espaço de tempo ilusório é o vazio.

Entretanto, o vazo “esquecido” simultaneamente enche...

O ato de fugir, correr, esconder o leva ao limite.

Onde havia a idéia de liberdade agora há a revolta do aprisionado por seus próprios atos.

Quando torna-se consciente, pode-se tornar-se até mesmo um louco um demente.

De tanto mentir, fugir, esconder-se, enfim adulterar a realidade ela torna-se real.

O mundo não é mais o mesmo.

A mentira é a verdade.

O fugitivo, prisioneiro.

A liberdade, a humildade.

Humildade de reconhecer teus erros.

Admitir seus resultados, desvendar seus segredos.

Perdoa-se a si e solicitá-lo aos quem prejudicou.

Aceitar os caminhos trilhados cegamente, olhar para frente.

Assim a fuga liberta-o para viver em paz.

A consciência se faz novamente viva, compraz-lhe significativamente vibrante, ativa.

Mas mantendo-se a humildade e a nova descoberta sabedoria.

Siga teu caminho sem os mesmos erros a cometer, sem mentiras do simples e feliz viver.

Mapa mental e tal...

Perdão, portão de alívio e da noção.
De que este ato nos liberta.
De correntes, torrentes, enxurradas das mais vis paixões...
Mas precisamos estar alertas.
Pois o perdão é profundo, é munido de compaixão.
E de que adianta manter seu interior imundo enquanto aos quem feriu levas tua benção ou por quem fostes ferido liberta-o de tamanho peso, tensão?
Pois provavelmente serão apenas vans palavras, pois imundo como poderá limpar as chagas de que foi ou que fizestes de alvo?
Pois então, lhes conto algo simples que ensinaram-me.
Infelizmente ainda sou fraco para praticá-los.
Permitir-se fornecer-lhe a auto-compaixão e o auto perdão, pois somente assim, estarás apto a levar aos que necessitam antagonicamente de ti, estes sentimentos de verdade, reluzentes.
Tenho hoje a esperança de entender que o passado se foi, sou o que sou, perdoou-me pelo que errei comprais-me por quem fui e já não o sou mais.
E assim, seguir meu caminho, com a luz necessária para lembrar os arquivos de aprendizados passados e enfim construir um futuro cada vez melhor.Abraços!

De tudo um sonho...

Parece massinha na mão de criança...
Aperta, mistura, de cores faz uma.
Espalha, junta, joga, puxa...
Talvez aquela criança não entenda ainda qual o tamanho da importância.
Daquela "experimentação".

Se a massinha não for dela então...
Ai, ai, que perigo tem em suas mãos...
Perigo nem digo, responsabilidade é mais digno.
Pois daquele processo pode misturar as massas.
E torná-las somente uma.

As cores combinando, uma maravilha um encanto!
Caso não combinem, mas a união tenha sido forte demais.
Separá-las é complexo...
Exige de muita paciência...
Agora, se tornou-se de uma só cor?
Que fazer?

Não sei...
Talvez doar sua massinha e buscar nova para suas modelagens.
Isso é muito possível de acordo com saber exatamente a tua cor.
Pois é mais fácil ou difícil de acordo com a idade...
Com a intensidade...

A minha massinha tá misturada, azul e verde!
Espero que misture-se ainda mais...
Parte dela caiu ao chão, encheu de areia.
Não presta mais não.
Não segurei direito, assim mostrou-se o defeito.
Impossível de ser desfeito.

Mas não é impossível juntar mais massa!
Ainda tempo!
Tenho esperanças!
Mas não posso te-las demasiado.
Pois posso ser iludido, desapontado...
Portanto há de ter calma...
Para que a dona da outra massinha sinta que novo estrato é!
Não como o e antes.
Muito, muito mais distante.

E lá vamos abrir os olhos!

Despertei intacto...
Apesar do susto.
De sonho medonho.
Abri os olhos inteiro.
Apesar de todos aqueles atos.

Pois do sonho sinto um teatro.
Vívido para quem se entrega.
Nem tanto para aquele que observa ou só interpreta.
Mas independente da posião que encontra-se...
É sempre, drama, comédia, tragédia, delírio, enfim o que o inconsciente trouxer.

E ainda que não possa roteirizar seus sonhos.
Acredito na idéia.
Sim, idealizar antes de deitar.
Montar as cenas, figurinos, scripts, o par romântico a se beijar.
Claro... Se assim o desejar!

Mas isso tudo é possível.
Basta fazer do agora o gérmem do teu futuro de olhos abertos!
Não se pode controlar os sonhos do sono.
Mas podemos direcionar a reslização dos sonhos dos olhos abertos!
Vai vivendo, construindo...

Cuidado com os abismos.
Frustar-se é lançar-se ao fundo...
Portanto viva cada momento, cada dia...
E ainda que natural seja a espectativa.
Entrege-a aos sonhos dos olhos fechados.
Com certeza ele os cuidará melhor que ti com teus olhos que tudo vêem mas muitas vezes nada enxergam...

Vai...

Vou-me como a brisa do vento...
Sem rumo, já que os sonhos não há de selecionar...
Com dúvidas do quanto ainda posso amar.
Com natural medo de amargurar.
O mofar de esperança tão vívida...
Mas que parece brincar...
Não há diálogo franco.
É página em branco...
Não sei o que prever.
Não há como antever...
Basta tão somente ter coragem...
Fé...
E viver...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Esperança, a brisa imaterial.

Sol, calor!
Sal, suor!
Secou no rosto, sinto o granular.
Após o caminhar!
Endorfina.
Muito bem vinda...
Natural, enígna...
Respirei, expirei.
Ansiei por chegar.
Nada de espaço nem tempo.
Simplesmente o prazer de alcançar.
O bem estar.
Vento.
Oh vento a sobrar, secando o suor.
Daquele que após a dor.
Sente o frescor da luz.
Que ao invés de calor.
Agora é brisa que o tato não sente.
Pois é ainda mais transparente.
Não é ar.
Nem lembrança.
É a simples e singela esperança.

Pequenina!

Céu azul, esperança no olhar!
Nada melhor que amar!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Felicidade das oportunidades!

De cabeça baixa nada se enxerga.
A não ser seus próprios pés descalsos errantes, passo a passo...
De cabeça baixa nada se espera.
A não ser o tropeço, pois ainda que veja seus pés descalsos errantes, pode não prestar a atenção a eles...
De cabeça baixa nada pode ser.
A não ser pés descalsos errantes...

Quando permite-se crer e elevar seus olhos acima.
Enxerga a grande estrela que tudo ilumina, quando dia.
Quando permite-se crer e elevar seus pensamentos acima.
Identifica a Estrela em negro céu noturno que pulsa no compasso de seu coração.
Quando permite-se crer e elevar o intangível acima do tangível.
Simplesmente ama, lança-se sem razão, lança-se a emoção do carinho, do colo insubstituível, daquele cheiro, é aquele, somente aquele que enebria, enlouquce são.

Ao sair da inércia mortífera.
Arrebenta os elos da mediocridade.
Ao sair da inércia preguiçosa.
Lança-se ao sabor força e da liberdade.
Ao sair da inércia dos segundos.
Ganha-se toda a eternidade.

Ao coração tranquilo é permitido amar.
Simplesmente doar.
Ao coração tranquilo é possível sonhar.
E não mais temer errar.
Ao coração tranquilo não se deixa enganar.
Pois a verdade sempre há de chegar.

A Estrela mais linda!

Organize-se (A todos e principalmente a mim...)

- Abriu, feche.
- Acendeu, apague.
- Ligou, desligue.
- Desarrumou, arrume.
- Sujou, limpe.
- Está usando algo, trate com carinho.
- Quebrou, conserte.
- Não sabe consertar, chame quem o faça.
- Para usar o que não lhe pertence, peça licença.
- Pediu emprestado, devolva.
- Não sabe como funciona, não mexa. (Mas se não for causar nenhum estrago experimente-o e aprenda.... Hehehehehehe!!!)
- É de graça, não desperdice.
- Não lhe diz respeito, não se intrometa.
- Não sabe fazer melhor, não critique.
- Não veio ajudar, não atrapalhe.
- Prometeu cumpra.
- Ofendeu, desculpe-se. (Mas não torne isso um hábito...)
- Falou, assuma.
- Seguindo estes preceitos, você viverá melhor. (Diz o autor desconhecido... Hehehe...)

Esperar, anciar...

Vontade que move seres viventes.
Sem rumo aparente.
Desmente a morte.
Segue a planar.
De sono a sono.
Comunicação em comunicação.
O ser gregário.
Segue a acreditar.
É um fluir.
É um eterno sonhar.
Se te lemras de teus sonhos, os vive ao dormir, acordas descansado...
Caso contrário, é como se não houvesse sono, teuviver etério lhe causate desgastes.
A recordação da ação.
É como exercício que libera endorfinas.
Lhe tras as maravilhas.
Que o movimento, ao cérebro há de levar...
E na ciclicidade do universo.
O corpo agradece, a aquela droga a saciar.
Relaxando o corpo.
Retroalimentando o esforço.
Incessante é o processo.
Não é estanque.
É eterno.
Até que a eternidade do vazo termine ao quebrar.
Mas a vontade.
A escência.
Talvez a alma.
Esta continua a planejar.
O adiantar da humanidade há de participar.
Numa infinita chance de progresso.
Mais uma vez voltará esquecer, errar acertar.
E assim segue a vida desde aqui a acolá...

Curso de dramaturgia trágica...

Quando iniciei este curso?
Dramaturgo dramático...
Talvez desde a fonte...
Percorreu o curso do rio da vida.
Por qual deixei-me levar.
Um abuso...

No ciclo de reagir e deixar passar...
O copo foi-se enchendo.
A trama foi tecendo.
O palhaço triste...
Ficou em seu camarim a se maquear.

Ao tentar fugir deste circo.
A tempestade o deteve.
Sua máscara derreteu as lágrimas.
Do pranto da chuva.
Encontrou-se rico...

Mas de pobre espírito...
De que adianta toda a prata?
Se a vida toda viveu de esmolas, bengalas...
E a vida foi construindo...
Talvez seu pior monstro, um ser empírico...

Cadê teu canudo?
Onde está teu orgulho?
Sua identidade?
Quem és tu?
Pois sim... Será feliz o dia que for um simples desnudo.

Capacidade de viver a temporariedade dos fatos...

Dormir e acordar.
Ciclo incessante.
Mas não obstante.
Há de cessar.

De olhos abertos.
Diante de um vasto icógnito.
De olhos fechados diante de um vasto sonhar devaneado.
O melhor é manter-se disperso.

Daqueles que o afundam.
Carregam para baixo.
Sua mente inundam.
Te deixam cabisbaixo.

E assim segue o ciclo.
A força há de ser da vontade.
Que tudo move, inclusive você.
Não creia em mitos.

Pois assim como David.
Reside em ti também o Golias.
Portanto cuidado!
A queda pode ser de ti a ti, não duvide.

E quanto ao passado.
Imutável pétreo...
Escada ou abismo...
Leve ou pesado...

Dualidades entre futuro e passado.
Mas há de viver o presente.
E se teu passado o tornou discrente?
E se a dúvida tornou-se um fardo?

É, há de olhar adiante, sem esquecer dos tropeços...
Esquecimento construtivo.
Diante de atos destrutívos
Que levou sonhos aos pedaços...

Que fazer com o sentimento presente?
Destruido pelo passado.
Amassado.
De futuro destituído?

Talvez para isso exista a fé...
Luz que traz a tona a esperança, apesar de tudo que haja ocorrido.
Ainda que haja muito a suceder.
Se a tens, ainda poderá crer que és.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O fim da dualidade...

Ela na verdade nunca existiu...
Sempre foi presente ante a humanidade...
A diversidade, entretanto nunca aceita.
Mas a era é de respeito.
Entretanto é confuso.
Quem é o que?
Como saber?
Mas como disse antes o mais importante é o respeito, assim como foi um dia em que a hipocrisia somente adimitia a dualidade, ainda que a pluralidade existisse quisesse ou não.
Escondida num porão.
Encoberta por lençol.
Mantida pela paixão.
Ainda sou retrógado...
Não vejo problema algum na pluralidade, ela existe!
Fico somente confuso...
Quanto ao que é o que...
Quem é quem...
Que deseja...
Enfim....
É nova era e nasci no século XX e ainda não adaptei-me a tais verdades irrefutáveis...
Bem...
Infelicidade minha, mas seguirei tentando entender esta reação de Gaia!
A pluraridade é rica e o amor é incondicional, portanto, viva a liberdade!

Amor x posse x manutenção...

Amor não se possui...
Na verdade nada possuimos...
Simplesmente estamos...
Criamos...
Doamos...
Conjugamos idéias...
Portanto o amor é caridade, desapego, lealdade, admiração...
Enfim, para que exista, é preciso mautenção frequente...
Amar á sborear a felicidade de quem ama...

O que há de ser?

Ah! Como quería somente viver...
Sem querer raciocinar...
Sentir um monte.
E nada além de paz, desejar, querer.

Ter aqueles a quem nutro com amor ao redor.
Falar tão claramente como são meus pensamentos quando os são.
Ouvir letra a letra os sentimentos lançados.
E assim seguir a viver o eu, o eu mesmo sem essa dor.

Se ao menos houvesse ouvido os sábios conselhos...
Não experimentaría quedas certas...
Quebras, lástimas...
Seguiría a construir-me são e salvo.

Tombos, tropeços...
Seríam menores.
Mais valiosos.
Faríam parte de quaisquer começos...

Mas ainda assim teimei em queimar-me.
Na certeza das dores.
Tão cedo alardeadas, tão certas e claras como as águas...
Que vertem dos céus em meu rosto como lágrimas...

Seguir torpe?
Sinceramente não o sei.
Perecer "são"?
Vontade não me falta...

Consumo a mim.
De trago a trago.
Afago a afago.
Procurando o fim.

Desrespeitando as suprems leis num só ato.
Tira do sono o deseperado.
Nó que liga, desperta.
Por tantas e tantas vezes já desatado.

Eis-me aqui ó raio!
Acertai-me, o despreso!
Da carga que acumulei.
Anseio, sobrevivo a esperar seu disparo.

Tira o sono,
Ponho-me a escrever, sem conhecer a próxima linha!
Rasgando, amargurando!
Cubra-me finalmente com seu pano!

Sacai-me deste vão sonho!
Triste de amargor.
Num pranto desesperado.
Despertai-me o certo, meu próprio inferno.

Covarde! Caia e arda!
Assuma, desnude-se!
Compraz sem auto-piedade!
Coragem! Puxa e rasga!

Findou-se o tempo?

Já não há mais tempo para amar em vão.
Saber se sim ou se não.
Não há tempo de repetir padrões.
Construidos por anos dentro dos porões.
Já não aguento mais estas auto-frustrações...
Pois ainda que haja recursos.
Vontade escapa, escorre pelas mãos...
Preguiça tola, medíocre, covarde.
Vontade torpe, com fim, estopim de alarde.
Deixar viver os que vivem.
Deixar a sonhar somente os que sonhos tem...
Planar atrás dos que sofrem...
A falta daquela que não mais ao lado mantém...
Enfim, coragem destrutiva!!!
Avante como ato de amor!
Avance por mais desconhecida que for!
A vivacidade, acerteza da dor...
Alimentar covis mais vis...
Com as lágrimas de quem com certeza as encomendou.
O ego, a vingança a desesperança.
Daqueles quem sempre o amou.

Jamais... Ainda que este não pareça existir...

Luz do Sol Resplandescente.
Atinge a beleza da complexidade de ser tão bela.
Refrata, resvala.
Ao seu redor clareia, traz o clarão celeste.
Unida a irradiação que não se vê.
Apenas pode-se sentir.
Rasga as moléculas de ar.
Atinge o novexo perecível de meu olhar.
Que toda luz pode absorver, captar.
E esta congela-se!
Derrete-se vertendo lava, alva, lágrima.
E numa torrente, pura energia ardente.
Fótons, nervos, processo, lembrança.
SENTIMENTO.
A todo corpo jorram agora seus filamentos.
Num estupendo eco, cada pelo arrepia-se.
A velha bomba palpita, não somente pulsiona...
Respirar, impossível, sofregar, necessário...
Duvidadas de que?
Sabe-se muito bem o que fazer!
Entretanto tolo ser...
Ainda das lembranças há de perecer...
Por tamanho amor negou-se receber.
Através de insensatos atos.
Tomado de ira demoníaca, força destrutiva.
Tudo ou nada...
Preto ou branco...
Esmagou o querer.
Querer bem.
De quem ainda ama também.
Mas que se foi...
Seguiu seu caminho.
Qual caminho?
Já não o encontro mais...
Jamais?

Valor...

O que é de fato o valor das coisas?
É aquilo que é subjetivamente medido entre o que representa por sua necessidade e a quantidade disponível para ser adquirido?
Mas e o valor absoluto?
É a diferença entre o que se deseja e aquilo que é nutrido?
Uma busca inconstante?
Algo perene?
Vida, resumimos apenas pela palavra vida, motivação através da qual seguimos esta viagem?
Quizás...

A verdadeira felicidade.

A verdadeira felicidade não reside em possuir.
Pois aqui nada possuimos, somente tomamos emprestado.
A verdadeira felicidade não é ostentada.
Pois tão somente existe dentro de quem a possui.
A verdadeira felicidade não se doa.
Em sua existência ela contamina o próximo.
Portanto a verdadeira felicidade simplesmente é vivida, experimentada através da vida.
Dia a dia.
Hora a hora.
Minuto a minuto.
Segundo a segundo.
E por toda a eternidade...