segunda-feira, 27 de julho de 2009

O que há de ser?

Ah! Como quería somente viver...
Sem querer raciocinar...
Sentir um monte.
E nada além de paz, desejar, querer.

Ter aqueles a quem nutro com amor ao redor.
Falar tão claramente como são meus pensamentos quando os são.
Ouvir letra a letra os sentimentos lançados.
E assim seguir a viver o eu, o eu mesmo sem essa dor.

Se ao menos houvesse ouvido os sábios conselhos...
Não experimentaría quedas certas...
Quebras, lástimas...
Seguiría a construir-me são e salvo.

Tombos, tropeços...
Seríam menores.
Mais valiosos.
Faríam parte de quaisquer começos...

Mas ainda assim teimei em queimar-me.
Na certeza das dores.
Tão cedo alardeadas, tão certas e claras como as águas...
Que vertem dos céus em meu rosto como lágrimas...

Seguir torpe?
Sinceramente não o sei.
Perecer "são"?
Vontade não me falta...

Consumo a mim.
De trago a trago.
Afago a afago.
Procurando o fim.

Desrespeitando as suprems leis num só ato.
Tira do sono o deseperado.
Nó que liga, desperta.
Por tantas e tantas vezes já desatado.

Eis-me aqui ó raio!
Acertai-me, o despreso!
Da carga que acumulei.
Anseio, sobrevivo a esperar seu disparo.

Tira o sono,
Ponho-me a escrever, sem conhecer a próxima linha!
Rasgando, amargurando!
Cubra-me finalmente com seu pano!

Sacai-me deste vão sonho!
Triste de amargor.
Num pranto desesperado.
Despertai-me o certo, meu próprio inferno.

Covarde! Caia e arda!
Assuma, desnude-se!
Compraz sem auto-piedade!
Coragem! Puxa e rasga!

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