Pensando no que sou.
Vejo tão somente reflexo.
Infelizmente convexo.
Mostrando ao público o que realmente desejaria ser.
So invés de ser para mim.
Prefiro ser para o outro, aquilo que não sendo para mim, realmente de fato não sou.
Triste constatação...
Sofro diante deste saber, pois hei de se meu para mim.
E se for bom assim, goste quem gostar, sintam o que sentirem, serei eu, liberto, verdadeiro.
Neste momento subjulgado ao ego, sim, ao representar daquilo que deseja que os outros conheçam, sintam, apirem de ti, mas que agonizantemente não és de fato, pois faz para os aoutros, despeja aos outros, despoja-se aos outros, quando é para ti que tens que despojar-se, admirar-se, esforçar-se...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Manhã...
Ainda sob veludocinza azuladoPingam brancos reflexos dos anos luzAnos que não retrocedem, apenas deixam rastrosSegundos de ciclos de lua e sol passam por aquiVermes ainda retorcem-se em seus casulos em meio a sonhos e pesadelosAs luzes começam a acenderVermes a moverDescargasRestos vão por entre as águas a desaguar no marRastros dos vermesPoluir ou popularCaranguejos a alimentarNos mesmos maguezais Onde nasce a vida de peixes e outros animais a escavarA comer os caranguejos que dos restos hão de alimentarComo o ciclo é tão vilComo vil é tão cíclicoO que é a vida?
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