sábado, 8 de agosto de 2009
Preciso me expressar!!!
Preciso me expressar!
Não aguento mais chorar sem lágrimas verter.
Derramar...
Um dia lindo.
Céu azul...
Filho lindo.
Sorrindo.
Feliz.
Quanta luz!
Entretanto pai palhaço.
Sorriso pintado.
Na face já desgastando com o tempo.
Com as marcas de sofrimento.
Que aflige.
Que aperta.
Sinto-me sufocado, engasgado.
Enquanto a bola rola.
A felicidade é verdadeira.
O corpo sua, corre, cai.
Mas ao fim da partida.
Há uma triste despedida.
Da atividade derradeira.
Ao retorno daquela ladeira.
A qual seguro firme a não cair...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Mundo das idéias.
E não temer.
Que somente ao nascer é preciso sofrer.
Pois que a vida é pura, é bela.
Temos arreios, temos cela.
Somos nossos donos e não apenas reflexos, mazelas.
E que levaremos daqui?
Riqueza, beleza, títulos, frenesi?
Acredito que não irmão, levarei aquilo que não vejo, apenas sinto, aquilo que aprendi.
E se acaso não crê no que há além do retorno.
Pelo menos deixará a lembrança, desejaría um desgosto?
Não irmão se levante do poço.
Utilize teu poder.
Exerça tua força, tudo aquilo que sente, não se pode ver.
E com amor deixará vida, pois ainda que se vá, muitos hão de seguir, compreender.
Que seu esforço não foi somente pata ti.
Que amou ao próximo antes de partir.
E que sementes jogou ao vento antes de poder seguir.
"Persuação" por Fabíola ツ' bien dans la vie.
Maldita persuasão...
Me sinto só, abandonada
Não há ninguém em mim
Vazia...
Fria...
Deprimida...
Um dia que não acaba
Uma noite que não passa
Uma lágrima que se prendeu
Maldita persuasão de ser
Um objetivo não alcançado
Uma dor que não cessa
Um espelho que se nega a refletir
E uma imagem que se deturpou
Eu?
Eu já nem sei quem sou....???
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Lua cheia.
Tua luz que me permeia
É a mesma que um dia.
Tornou mágico momento
Em que toquei os lábios teus.
Brisa morna.
Nós a beira da lagoa.
E de uma frase a toa.
Tornei meu o teu olhar.
Ainda hoje
Passam telas, filmes, cores.
Que recordam aquela noite.
E tantas outras.
Em que sorria ao deitar.
Corpo a corpo.
Encaixados como gêmeos.
Foram mágicos momentos.
Os quais, não esquecerei jamais.
Ainda agora.
Eu sentia como outrora
Tua presença.
Teu calor.
O teu cheiro.
Tua flor.
És presente meu amor.
Entretanto.
Os dias passam e vão levando.
A esperança de um encontro.
Em que hás de perdoar-me.
É difícil.
Não lhe engano que seja fácil.
Pois ainda me desfaço.
Tentando me perdoar.
Entre um pranto.
Segue a vida e seu encanto.
Sem que te esqueça jamais.
Pois és vida.
És vitória.
És menina.
És mulher tão jovem ainda.
Que muito tens a viver em paz.
Não me importa.
Ainda de longe.
Me conforta.
A esperança em teus olhos poder cruzar.
E quem sabe.
Neste minuto, neste instante.
Ainda que seja distante.
Nos entreguemos a amar.
Reflexão...
Como perdoar-me.
Como despir-me.
Como tornar-me a sentir...
Sentir humano.
Sentir humilde.
Saber que errar pode ser aprender.
Por que ainda acorrento-me ao passado imperfeito?
Por colher hoje os frutos deste passado.
Alguns felizes, entretanto outros bastante amargos.
Se faz necessário parar-me aqui, agora, e olhar a diante.
Corrigir os erros aprendidos.
Não repetí-los como outrora.
E o passado é imutável.
O futuro um reflexo, do presente que vive-se, aqui e agora.
Temos uma única certeza, que partiremos em uma hora.
Mas enquanto esta não chega, é necessário ser o melhor possível.
Aprender tudo o possível.
De acordo com a humildade verdadeira.
Que não é uma barreira.
É sim o caminho.
Para viver melhor.
Acordar e sorrir ao abrir os olhos.
Satisfazer-se com sua própria companhia.
Pois assim poderá ser excelente companhia a outrém.
E quem sabe um dia.
Poder amar a vida.
Vivendo-a.
Sabendo que conforme podes adquirir a sabedoría, adquires também a idade e suas limitações.
E adaptando-se a cada dia, a cada segundo, a mais um cabelo branco, mais uma ruga, mais um exemplo de vida que pôde ser espectador, participante, coadjuvante, amante, trabalhador.
Espero poder viver este caminho lembrando-me sempre de sorrir, pois o tempo passa mais rápido quando estamos felizes, quando nos permitimos ser felizes e tarda tanto, mas tanto quando resolvemos sofrer, desistir, esmorecer diante das dificuldades que esta vida há de nos trazer e assim ensinar, que este é somente um passo, que além do corpo finito, existe uma vida infinita além das estrelas, dos sonhos, da realidade que enxergamos, tão normal e invisível para nós como o ar que respiramos e nos mantém vivos.
Day by day
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Espelhos...
Analisei o que fiz friamente e de vergonha enrubesci.
Mantive a distância a nutrição de sentimentos mais animais em prol daqueles sutis.
Recebi uma severa cobrança, sem sentido, pois fui sincero.
Acusei de egoísta.
E como num espelho.
Faço cobranças sem motivo, sem direito, egoístas...
A alguém que não me deve explicações, não me deve nada...
Foi como um espelho...
É muito triste mas preciso admitir isso diante de todos.
Talvez sinta-me mais leve, mais tranquilo comigo mesmo.
O erro já foi reconhecido, agora é vigiar para que não seja incoerente entre meus pensamentos e minhas atitudes.
Perdão...
Um dia de trocas!
Sonhos regeneradores!
Acordei comuma disposição realmente muito boa!
Obrigado Inteligência suprema!
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Afogado...
Um saco de cimento... Daqueles que secam rápido, bem rápido, como os de desenho animado...
Água...
Seus dois pés...
O Pier, mas bem na ponta, no lado onde é mais profundo...
Coloque os pés dentro da lata de tinta.
Em seguida adicione o cimento.
Agora adicione a água.
De preferência esteja de sunga para poder esperar o cimento secar enquanto toma um bronze...
Bem...
Quando acordar por já estar fritando ou por sentir que seus pés estão presos, bem presos dentro da lata de tinta.
Levante-se e dê uma boa espreguiçada...
Pronto!
Agora é só dar aquele mergulho gostoso!!!
Pronto, a partir daí é só curtir o fundo do mar, seus peixinhos e estrelas do mar até o ar acabar...
Puta que o pariu!
A torre...
Do alto desta torre este ser tinha uma visão gigantesca de tudo ao seu redor.
Montanhas, mares, rios, lagos, vilarejos, enfim.
Prestando muita atenção a tudo o que podia ver começou a identificar dualidades como uma mãe muito triste a chorar a perda do filho, seu filho distante a chorar a perda da mãe; uma floresta com início de um incêndio que poderia tomar imensas proporções, logo próxima a floresta uma barragem criada por castores que poderia conter e acabar com aquele incêndio; um vilarejo onde não havia comida pois havia sido devastada por um ataque de gafanhotos e assim perderam toda sua colheita e meio de vida, e do outro lado uma floresta cheia de árvores frondosas cheias de frutos que apodreceriam se não fossem logo consumidos, logo aquele ser estava confuso, pois identificara tantas dualidades que poderiam ser anuladas pela junção de seus avessos, entretanto para que pudesse realizar algo deveria imediatamente esforçar-se muito ao descer as escadas com muita rapidez além de correr de lado a lado, resolvendo as questões mais urgentes em primeiro lugar e assim conseguiria resolvê-las todas.
Neste momento este ser paralisou-se, diante de tamanha responsabilidade e dificuldade que teria que vencer para atingir todos os objetivos ainda que soubesse exatamente como o fazer...
Não sabia o que fazer... O medo lhe tomava conta... Pensava em fechar os olhos para tudo aquilo e dormir eternamente ignorando a possibilidade de enfrentar tudo aquilo e fazer o melhor. Entretanto naquele momento foi tocado por uma extrema energia que o desvencilhou de qualquer medo e paralisia, assim, rapidamente em um salto começou a descer as escadas esperando ter que fazê-lo por horas de acordo com o tamanho da torre onde estava situado, entretanto desceu magicamente apenas dois degraus e pronto já estava ao solo com a capacidade de correr e resolver cada um dos problemas ajudando cada uma daquelas pessoas e seres que necessitavam de seu assertivo auxílio e assim foi feito. Após realizar tamanha façanha sentindo-se extremamente feliz por haver unido mãe e filho, contido o fogo da floresta e salvo os animais que ali viviam, indicado ao povo do vilarejo o caminho até a floresta de abundância em frutos e assim salvado suas vidas este ser retornou exausto, entretanto com um sorriso vibrante em seu semblante feliz, a alma cheia de esperança e felicidade, lembrou-se do que ocorreu quando começou a descida da torre que era gigantesca e que com apenas dois degraus conseguiu chegar ao seu fim e retornou até a mesma, e lá estava ela, pequena realmente bem pequena como uma humilde casa e entrando pela porta visualizou os dois degraus e percebeu que havia algo escrito em cada um deles e então se pôs a ler o que estava escrito em cada um e assim estava no primeiro degrau "BOA VONTADE" e logo no segundo "PERSEVERANÇA".
Distanciamento...
Ansia de estar perto.
Mas polaridades iguais o mantém distante.
O que foi um dia positivo hoje é negativo.
O que unia-se ao positivo.
Agora parecem se repelir.
A cada tentativa de acercar-se.
A distância aumenta ainda mais.
Não entendo.
Não aceito.
Mas de que adianta?
Me diga?
De que adianta?
É um defeito.
É um erro.
Sou um erro.
Os produzo como produto natural.
E sofro as consequencias.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Egoísmo...
O tenho sob os pés.
Como sombra ao meio dia.
Pois a inveja, irmã daquele, de mãos dadas fraqueja que a possui.
Se de boa índole ao menos.
Pois de má, incentiva, incendeia a ancia...
E de que trata-se a inveja senão o desejo daquilo que não possui, que não é nutrido.
Mas além disso, sua fonte é um complexo de inferioridade, acreditando não ser capaz de alcançar seus objetivos...
Geralmente a ganancia o leva ao sofrimento.
Pois a felicidade é ter aquilo que não tem, ou pior aquilo que outrem possui.
Assim tem seu ego afagado, sua paixão alimentada.
Entretanto por enquanto é somente dor...
Somente desepero.
Ira.
Pois nada há de ter...
Pois aqui nada possuimos.
Usamos emprestado.
Solidão...
Solidão de quem não tem mais paixão.
De quem não sente mais o seu chão...
Cansado de errar...
Solidão...
Envolto de amor sem direção.
Sem sentido pra vida.
Somente o ar, respiração...
Solidão...
De tão sôfrega angústia de quem.
Já não tem mais seu bem...
Ai....
Dor no peito, aperta o coração.
Sente o nada, caminhando em vão.
Por caminhos errantes senão.
Ai...
Essa dor não me deixa a sós.
Talvez seja companheira sem dó.
E portanto não fico mais só...
É assim, que a vida se espelha pra mim.
De tão curta estrada feliz.
Restando só você minha paixão...
Solidão...
Solidão...
So-li-dão.............
Linda criança...
Cheiro de Flor.
Teus lábios hei de recordar
Teu calor.
Torpor.
Do gozo nunca cansei de me inebriar
Teu sorriso de criança.
Não se perde na lembrança.
De quem um dia esteve ao teu lado.
A lhe admirar...
Nunca havia pensado.
De nossos caminhos por minha mão se separar.
Fui além.
Magoei a quem nunca haveria de magoar.
Agora o vazio se faz.
Sem você minha paz.
Sigo triste.
Num sofrer que desejei jamais!
Nossos sonhos se partiram.
Além do alcance de meus braços.
Que arremessou ao chão.
Em ira animal.
Já não tenho identidade.
Pois contigo me identifico.
Já não sem eu mesmo sou.
Um pedaço me arrancou...
Agora o vazio se faz.
Sem você minha paz.
Sigo triste.
Num sofrer que desejei jamais!
Ainda havia esperança.
Como em um Natal de criança.
De ao abrir os olhos.
Ver você ao lado a descansar.
Tuas marcas, teus desenhos.
Levarei eternamente.
Pois você em minha mente.
Sempre há de ser parte dos meus mais lindos sonhos.
Mas mais que só lembranças.
Sentimentos e emoções.
Lugares e situações.
Nunca deixarei para traz...
Mais um dia...
Buscando a dignidade.
Que há muito escapou.
Cerceando as vontades.
Que o passado sabotou.
Dia cinza.
Ainda é cedo.
Quem sabe o azul ainda brilhe como um céu de brigadeiro.
Mas que adianta os olhos a deleitar.
Se não se pode autoadmirar?
Ainda tenho esperanças de que após a tempestade
Chegue logo a bonanza...
Se aguentar mais um pouco.
Quem sabe ainda deixo de viver como louco.
Num mundinho pequeno.
Baixo e sempre extremo.
Quem sabe aprenderei a voar.
Dos erros passados somente aprender.
O que sobra eliminar.
Mas é tudo muito presente.
Ainda que seja passado.
Muita mágoa ainda se sente...
Bem, bom dia a quem perdeu seu tempo .
Lendo mais um lamento.
Mas obrigado!
Pois é um grande alento.
domingo, 2 de agosto de 2009
Ação e razão...
Ainda que eu leia a doutrina.
Ainda que me esforce ao caminhar até a esquina, apenas para jogar o lixo na lixeira.
Comprometo-me ao exigir que todos o façam como eu.
Seguramente não sou perfeito.
Por exemplo, sempre suspeito.
Sempre.
Sempre suspeito que há uma falta de respeito.
Contra mim, contra meu eleito, seja quem for.
E então me vem a ira.
Me chega a dor.
Pois que faço certo de modo errado.
Esta falha que me arrasa.
Penetra em mim como navalha.
Pois sempre sou abandonado.
Sempre sou preterido.
Ou sou deixado de lado.
Ou esquecido...
Mas o mundo é composto por milhares, bilhares de seres como eu!
Por que tenho que achar que sempre sou o foco do vazio?
Sim, pois é um vazio que me vem.
É egoísmo que distorce, me detém.
Egocentrismo, negativismo...
Enfim, me sinto mal.
Não estou legal.
Não, não estou legal.
Espero pelo sono.
É nele que descanso de ser eu.
Com ele me vem o esquecimento o breu.
Algum sonho.
Ou pesadelo.
Mas por pior que seja não é nada diante do que sinto agora...
Ninguém...
Ninguém...
Bad Trip...
No caminho já fui pensando no caso de encontrar alguém conhecido, algo que não estava afim e na louça que ainda tenho que lavar... Cheguei no posto de gasolina, fechado... Bem, como hoje teve jogo do Flamengo, resolvi ir até um bar aqui perto e sim, estava aberto e cheio de gente, eu entrei e aquela zoeira de gente comum, sorrindo bebendo, comendo a vontade sem peso, e me dei conta que aparentemente não faço parte dessa realidade, cheguei tão afobado para pedir o cigarro que nem vi uma menina que já estava esperando o atendente desligar o telefone para pagar e já fui passando a sua frente... Fiquei com muita vergonha e pedi desculpas, e acho que a minha cara tá tão bad trip que ela desculpou na boa, peguei meu cigarro passei por entre as mesas e mais uma vez vi as pessoas felizes vivendo tranquilas...
Saí rápido dali e voltei ao meu caminho das sombras e da solidão, voltei ouvindo Coma dos Guns n’Roses e enfim cheguei em casa...
Que sensação ruim...
A água molha, o fogo queima.
A umidade em abundância mofa, deteriora.
O calor em demasia seca, derrete.
Pois que quando há equilíbrio destas condições.
É criado ambiente salutar, agradável.
Entretanto há de ser aos poucos a adaptação.
Pois mudanças bruscas levam ao desequilíbrio.
A falta de condição.
Para que haja vida.
Para que esta esteja sustentada.
Quando há o choque, ou seja, a abundância de um ou outro.
Ou a falta deste ou daquele.
A dissipação da umidade por si só.
Ou o calor sem controle.
Aumento passional, exponencial, incondicional deste.
Até que a umidade retorne suficiente para abrandar este.
Ou que uma pequena faísca ponha fogo em tudo não restando nem uma cinza.
Caso contrário.
Quando há umidade descontrolada.
Por demasiadas lágrimas derramadas.
Cessando a fonte de calor.
Ou por sua escassez, totalmente apagado, que se foi.
Assim há a inundação de mágoas do objeto das condições.
Mas se o calor ainda que em seu menor grau tenha forças.
Poderá secar a umidade.
Encontrar novamente a harmonia.
Enfim, as crias da natureza cruzam seus caminhos.
Assim como futuro, nada é antecipadamente sabido.
Entretanto pela experiência de que nós humano, racional e emocionalmente aprendemos.
Temos a chance de colocar-nos em situações de risco ou de autocontrole.
Basta saber quem és.
Conhecer suas fraquezas.
Conhecer suas fortalezas.
E acima de tudo praticar a vida...
Complexos...
São repletos e talvez vazios.
Nunca serão completos?
Complexos são reflexos.
Do espelho que ri de ti.
Do lembrar perplexo...
Seria complexo pensar menos.
E quem disse que complexos pensam.
Podem muito bem realmente pensar muito menos.
Já que nada resolvem.
Os complexos encontram-se inertes.
Enquanto o tempo se dissolve...
Complexos não se atraem...
São tão complexos que de tudo tem um pouco.
Não há opostos para se atarem.
Complexos estão sós.
Não têm lugar para ficar crêem incomodar demais.
Acham que a todos são uns ata nós.
Um saco aquentar um destes.
Se fossem simples seriam comuns
Mas não o são, portanto tornam-se joguetes.
Sim, pois muitos se colocam no chão.
São pisados, mal entendidos, chutados como cachorros mortos, açoitados...
Ao menos sempre haverá uma alma caridosa para lhes dar a mão.
Entretanto há aqueles complexos maléficos.
Que são sem coração...
Destes nem merecemos analisar pois carecem mesmo é de compaixão.
Enfim.
É triste a vida de um complexo.
Portanto lhes deixo ósculos e amplexos!
E chega de tamanha dramatização!
Visão a respeito do pré-conceito.
É, abri os olhos...
Pelo menos vejo luz no quarto...
Provavelmente faz sol lá fora...
Ainda são seis e meia, vou fazer café, já que o coração ainda bate.
Sim, faz um belo dia de sol.
Pronto: um café, um cigarro... Menos 15 minutos de sofrimento neste mundo, bem, pelo menos é o que dizem...
O teste de esforço pulmonar mostrou que ainda fumando um maço por dia estou com 129% da minha capacidade... Que estranho... As vezes me falta ar?
Bem... Não vou discutir com o médico... Semana que vem vamos conversar e quero alguma droguinha para parar de fumar.
Vou tentar vender minha coleção de latas de Coca-Cola agora, vamos ver o que consigo arrumar... Qualquer um tá valendo, por que a grana tá muito curta.
Meu pai já está tomando café e eu aqui de pijamas de olhos abertos de frente para esta tela, este espelho. Tentei fazer contáto com não filósofos, mas provavelmente a maioría tem uma vida normal, socialmente ativa, não como eu que fico aqui mofando dentro de casa...
Quem sabe a tarde vá a uma mostra de fotos ganhadoras de prêmios internacionais lá no Centro Cultural da Caixa, parece ser uma boa, deve ter muitas fotos bizarras, assim comparo com minha própria bizarrice e quem sabe saio melhor de lá?
Bem... Vou nessa antes que meu pai comece com o "vambora" dele.
Adeus.
Cansei...
Cansei de ser eu mesmo.
Até por que nem sei quem sou...
Horas todo razão...
Segundos depois impulso e vai toda a razão ao chão...
Babaquice!
Quero ser correto, andar na linha...
E já começo errado criticando aqueles que não pensam como eu.
Mas quem sou eu?
O que penso afinal?
Penso o que realizo...
Que merda...
E que grandes realizações!
Grandes merdas...
É só olhar para o que consegui...
Mas quem sou eu?
Nada é de ninguém.
Mas pelo menos as pessoas geralmente conhecem um pouco de suas almas...
Não sei nem a cor da minha...
Reativo...
Ah...
Cansei...