sábado, 29 de agosto de 2009
Eu por eu mesmo.
De mundo algum, nem tribo, nem nada.
Tô somente vagando e esbarrando.
Vagando e esbarrando.
Que noite de merda.
Será que este ser que escreve não acerta?
É errante, um jumento e possante.
Que capacidade tem de arrancar as oportunidades do seu alcance...
Quem você pensa que é animal.
Só consegue plantar o mal.
Quer colher o que? Favos de mel?
Porra nenhuma! Cala a boca e amarga teu fel!
É idiota! Ele não te ouve mesmo!
Principalmente enquanto da tiros a esmo.
É mais fácil que o chão se abra!
E abra cadabra!
Queima... Reviva tua vida medíocre!
Sinta suas cinzas que sobram de sua ignorância ocre.
Sente o pior dos ardores a ver eternamente seus erros grotescos!
Em cenas e atores Dantescos!
E teu ouvido não escapará meu camarada!
Escutarás os gritos, gemidos e ranger de dentes acompanhando bem alto tua caminhada!
Peça perdão! Peça perdão!Peça perdão!
Hahaha!!! Não consegue abrir a boca seu covarde, bundão!
Engole a seco, pois aqui não há água.
Há vapor que sufoca...
E ainda pensas em trégua?
Não credes que apena ainda é pouca?
Resigne-se, foi você quem quis assim.
Triste diabo... Levanta a cabeça pra mim!
Perdoa a ti mesmo, perdoa!
Garanto que a partir deste momento não haverá mais partícula que doa.
Portanto perdoa!
Momentos.
Momentos que o melhor a fazer é não fazer nada.
Calar-se por um momento.
Fechar os olhos e harmonizar a alma mantê-la concentrada.
Há momentos de descontrole.
Momentos que o melhor a fazer é o que está escrito no verso passado.
Atar-lhe para recompor-lhe.
Fechar a boca e segurar o absurdo engasgado.
Há momentos de afastamento.
Quando reside o medo do esquecimento da temporariedade.
Há de respeitar o primeiro verso e assim afastar o tormento.
De perder aquilo que não possuis, pois o que há é entrega, afinidade.
Há momentos de luta.
Que há de ser serena, pensada, produtiva.
Não como uma guerra onde se mata, oculta.
Mas de construtiva labuta.
Há momentos para tudo.
A sabedoria encerra-se em saber o momento correto.
Possuir senso agudo.E desta forma viver a vida em movimento constante, harmonioso, reto
Prosa instigativa... para Alice...
Que coisa mais louca.
Nunca ouvi de tua boca palavra alguma.
Nem sequer um suspiro.
E já pela manhã eu piro.
Abro a caixa de mensagens a procura de uma pista.
Que me leve a revelar e quem sabe a conquista.
De descobrir, descortinar.
Quem há de estar a manipular.
Esta menina e seu gato.
De quais palavras relato.
Impressionam ao ler, sentir, quase tocar.
É como se houvesse apenas uma bruma a nos separar.
Mas e realidade não é esta.
No mínimo alguns terabytes , uma grande floresta.
Que sigo a tentar desbravar.
Desejando poder ver o brilho de seu olhar.
Logo hoje, dia de descanso.
Ainda hei de correr, desconectar e logo canso.
Entretanto como sempre tratarei de escapar deste mundo real.
E retornar mais cedo do estudo e mergulhar novamente em meio virtual.
Esperando, ansiando por ver retornar.
Mensagem, sinal, de não sei onde virá chegar.
Mas certo é de quem enviará.
Certo ou incerto, pois que somente um avatar a escrever, expressar estará.
Independente deste fato.
Seguirei o meu relato.
De intensa busca, insana ânsia por descobrir, por duelar.
E a beira do virtual mar, jogar a isca de peixe esperando gato e sua menina pescar.
Recado ao amor endereçado (por Albert Einstein)
"Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre"
Albert Einstein
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Quem és? Me instigue mas não me mate!
Não me xingue, não me chame...
Esquecer jamais!
Daqueles sonhos nupciais...
Sou responsável.
Não queira roubar esta culpa insuportável.
Sim, ofendido rastejei.
E saiba a verdade: nunca a rejeitei!!!
Mercenária?
Assim que se intitula ao admitir esta tua indumentária?
Que somente o preço há de pagar?
E os sentimentos, momentos, emoções, sacrifícios, o tempo há de levar?
Se for levada não queria me buscar...
Pois quem ama, bebe ainda que amargo o sangue, o morrer, o lutar!
Se tal herança não lhe traz esperança de viver livre, em paz...
Lamento muito eu lamento, pois que te amo demais e esta vida que tens não me apraz...
O que te fará bem, meu bem?
O que não lhe faz mal, misterioso animal.
Elogios te encantam, impede teu progresso, alcançar teu cabedal?
Que és tu, menina de semblante sofrido, mostre a mim seu eu real.
Minha visão.
Porta entre aberta.
Luz e sombra, alerta!
Passos próximos.
Expectativa, suor e respiração aos máximos.
Sinto o vento, aroma de talco.
A brisa, o vento, o calor de corpo alvo.
Aproxima-se, mas não a vejo apenas pressinto...
Tal qual mãe, mulher, que lê para me adormecer e perder-se a dormir, não minto.
Mas és tu mesma?
Que ao redor me rodeia?
Que meu olhar incendeia?
A procurar sem que desista?
Diga-me!
Quem é tu és?
Alimenta-me!
Permita-me penetrar teu mundo alcançar teus pés!
Brincando com a vida...
Surpreso a cada repetição.
Merece desprezo.
E por isso o castigo, a eterna recordação.
Cenas vivas extraídas de triste e miserável memória.
Foi naquele dia, horas, minutos, segundos de irracionalidade.
Ao refazer sua via crucis, a vontade é de chorar pela desgraça meritória.
E esta não veio salvar, mas destruir a própria humanidade, dignidade.
Entre o verde e o hospital, havia um animal irracional.
Embriagado por sua própria fraqueza.
De seu amor, extraiu o mal.
Triste alma sem destreza...
Quando irá se perdoar?
Quando deixará de girar em túnel sem início nem fim.
Como num acelerador de partículas, pequeno a girar.
Entre as memórias que o atormentam, sofre o presente assim.
Túnel de imagens, sons, aperto, vazio, arrependimento.
Flashes trágicos segundos que determinaram tudo.
Pois que foi somente um momento de tormento.
A quebrar com tamanha intensidade dois anos de sentimentos.
Triste diabo...
Será que aguentará?
Ou da vida finalmente irá dar cabo?
Não se sabe, são espasmos, foco fechado...
Há de romper o túnel?
Reencontrar a estrada da vida?
Alimentar-se da redenção, se perdoar de passado tão temível?
Não se sabe ainda...
Se levantar a cabeça conseguir erguer.
Talvez tenha chance de viver.
Por quanto tempo do aprendizado irá prover.
Mas em seu íntimo anseia por vencer.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Amor, oh amor.
Nunca permiti que platônico fosse.
Mergulho de cabeça, ou mergulhava, sem pensar em possível dor.
Olhares, gestos, sorrisos, perfume doce.
O tempo passa.
Aprendemos com erros, desvios, ilusões.
Ainda assim, a vida se renova, para que o sentimento renasça.
Assim que nos desvencilhamos do apego arrancamos os velhos grilhões.
E, pois que levanta-te a cabeça e anda.
Voltar a viver, a vida reciclar.
Sem pressa, mas com gana.
Novo mundo conhecer, velho mundo visitar.
Ainda ei de ser escolhido, simultaneamente escolher.
Fazer valer a sincronicidade.
E permitir o coração aquecer, repousar, derreter...
E fundir-se ao da amante sem pudor, pressa, ansiedade.
Portanto ainda que sofrido.
Sonho poder amar.
Dentre a multidão, desde o anonimato ao qual já conhecido.
Descobrir, atrair, perceber, decifrar.
Não...
Lindo é o mistério.
E a busca por quem há de estar por trás deste semblante tão sério.
Lindo é o compartir.
De sensações a incidir por de trás do porvir.
Lindo é ler e refletir.
Interpretar buscando real sentido que há de emergir.
Lindo é decifrar.
Buscar exatamente por onde caminhar.
Lindo é o compor da idéia.
Receber recado inspirador e este ser a matéria.
Lindo é a esperança.
De remar com letras de tela mar com confiança.
Lindo é o que poderá ser.
E quem sabe um dia saber quem há de ser.
Lindo então será descortinar.
De quem imaginação devaneia permite-se viajar.
Uma verdade que devemos lembrar...
Veronica Shoffstall
Conclusão...
El viento.
Aunque siento la sangre a fluir por las venas.
Aunque siento pulsar el corazón en el pecho.
Aunque mis ojos miren todos los colores.
Aunque haya personas a mi rededor.
Ya no siento mi alma.
Mismo que escucho los que amam a mi.
Mismo que sientas el calor del sol.
Mismo que haya sabor la manzana.
Mismo que tenga libertad.
Ya no siento mi alma.
Quizás poder volver el tiempo.
Quizás pudiera reescribir la historia.
Quizás pudiera llorar todo lo que no lloré.
Quizás pudiera racionar todo lo que no razioné.
Ya no siento mi alma.
Como no lograré cambiar lo que hice.
Como no lograré olvidar lo que pasó.
Como no volveré a recuperar todo el amor.
Como quizás no podré mas ser plenamente feliz.
Ya no siento mi alma.
Hace tiempo que no sé quién soy.
Hace tiempo que no sé adónde me voy.
Hace tiempo que ya no veo, ni tampoco siento tu olor.
Hace tiempo que vivo tras sombras de terror.
Ya no siento mas mi alma.
Por eso ya me voy a buscarla.
Además de la vida.
Además de la muerte.
Adónde no hay perdón.
Hay solamente el pago todos los errores que ya cometió.
Principalmente este último.
Romper el vazo.
Mojar el suelo.
Y secar al sol, al viento, que hay de llevarme.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A busca e o ancião...
- Para onde caminhas rapaz?
E o rapaz respondeu:
- Vou em busca de mim mesmo.
- Então caminhas no caminho contrário rapaz. Disse o ancião.
- Como assim? Aomo sabes o caminho que busco? Disse o jovem.
- A fuga. Respondeu de pronto o ancião.
- Não mesmo senhor, busco paz para meditar, a natureza a envolver-me e assim ter condições de buscar o nirvana esforçando-me. Contestou o Rapaz.
E com um olhar profundo e severo o ancião previu.
- Se a morte a traduz como nirvana, siga, engane-se, pois que não será páreo para a força da montanha. Informou o Ancião.
- Não busco a morte senhor, busco elevação. Replicou o rapaz.
- Pois então retorne a tua origem, eleve-se através da prática diária da paciência, da compaixão, do trabalho e do amor para com o próximo como deseja ate mesmo. Disse o ancião a levantar-se.
- Mas na cidade não há a paz da montanha! Como hei de concentrar-me? Arguiu o rapaz.
E com firmeza respondeu o mestre: - Por acaso há de te concentrar para respirar?
O rapaz coçou a cabeça e confuso respondeu de pronto: - Não!
- Pois é jovem rapaz. Não creia ter fora de ti a força para a elevação, pois que está dentro, basta praticá-la. Podes meditar em posição de lótus no centro do mercado, podes meditar a caminhar por entre a multidão, basta que busque este eu primordial, este eu divino que todos temos dentro de nós, tão poderoso e simultâneamente simples de encontrá-lo, pois de pequenos em pequenos atos, pensamentos, alimentos, há de despojar-se daquilo que encobre teu eu e assim tuas meditações serão tão habituais e naturais quanto o ato de respirar, este será o nirvana!
O rapaz ainda confuso, tentou aproximar-se do ancião e vruuuuuummmmm, novamente passa o caminhão agora em sentido contrário levantando densa poeira, um mixto de sufoco e cegueira tomaram conta do rapaz que esperando a poeira passar ficou extremamente intrigado! Para onde foi o ancião? Chamou, gritou na imensidão, buscou por entre algumas poucas pedras e nada... Seria real aquela aparição? Uma miragem produzida por sua consciência... Nunca soube explicar, simplesmente deu meia volta e retornou assim, como foi até ali, sujo, maltrapilho até sua aldeia a buscar o nirvana.
O sonho...
É um alento.
Quando abro os olhos sinto o tormento...
Passam, dias, passam horas, minutos.
E a cada segundo o mesmo sofrimento...
Pois que não soube amar ainda que ame.
Pois que não sorrir, tornou-se um infame...
Quero tudo ou nada!
Volto ou pé na estrada!
Que seja a última jornada.
Meu amor, ou eterna dooooor....
Ela está em mim.
E sofro mesmo assim.
Pois que não estou nela.
A minha donzela.
Pela cidade eu vago.
Músicas olhando pela janela.
E tudo me faz lembrar somente ela.
Quero tudo ou nada!
Volto ou pé na estrada!
Que seja a última jornada.
Meu amor, ou eterna dooooor....
Não preciso de foto, para ver teu sorriso.
Basta fechar os olhos.
E o vejo, muito mais, sinto.
Pois que busco nos astros.
Respostas para o meu fracasso.
Ou no mínimo.
Saber teu destino, oooooooo...
Quero tudo ou nada!
Volto ou pé na estrada!
Que seja a última jornada.
Meu amor, ou eterna dooooor....
E da mesma ancia...
Como do Natal na infância.
Ainda busco aqui dentro alguma esperança.
Pois que sonho acordado.
Lembrado do passado.
O qual finca, espeta, rasga, acerta...
Este presente acorrentado!!!!!
Quero tudo ou nada!
Volto ou pé na estrada!
Que seja a última jornada.
Meu amor, ou eterna dooooor....
Meu amor a mais linda estrela.
Desde sempre meu amoooooor....
Adaga dual.
Porém guardada.
O seu brilho desponta.
Linda adaga.
Servirá a fuga.
Partirá a alma.
Cortará incisiva.
Somente o envólucro, a capa.
Coitado daquele que quebrará o jarro.
Pois o líquido ainda estará lá espalhado ao chão.
E ainda que seja testemulha dos cacos quebrados.
O subsolo é seu único destino sua última ilusão.
Quanto aqueles que carregam seu jarro.
Mais leve ou mais pesado.
pelos caminhos da vida, desgastando ao tempo sua argila.
Sua água não derramará ao chão, aos poucos se evapora.
Ao unir-se as nuvens celestes.
Pouco a pouco, partícula a partícula, não há rompimento.
Há sim união.
E quando for o exato momento seu jarro desmanchará vazio, naturalmente, sem violação.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Tédio.
Tudo é a mesma coisa.
Não há tédio.
Mas tudo é a mesma coisa.
Até agora somente quarks.
Por isso tudo é a mesma coisa.
Mas não há tédio.
Vibração molecular.
Por isso não há tédio.
Saliva, cera, pele, deterioração.
Por isso não há tédio.
Sexo, paladar, tato, audição, visão.
Por isso não há tédio.
Ciclo dia e noite, rotação.
Por isso não há tédio.
Dias, meses, anos, translação.
Por isso não há tédio.
Constelação, sistema, órbitas.
Por isso não há tédio.
E tudo é a mesma coisa.
Mondados diferentemente.
Mas tudo é a mesma coisa.
Tudo é a realidade?
Qual é a realidade?
Realitas?
Mas e o que move?
Por isso não há tédio.
E o que sente?
Por isso não há tédio.
E o que sofre?
Por isso não há tédio.
E o que goza?
Por isso não há tédio.
É tudo que existe?
E por isso não há tédio?
Não.
Sim?
Não pois o que move pode parar.
Agora sim há tédio.
Pois que o que move é imaterial.
Portanto se o material segue a mover-se.
De nada adianta se o que move está inerte.
Se está inerte.
O tédio existe.
Portanto não pare.
Mantenha móvel o que te move.
Como?
Trata-se de outro assunto, ok?
Fim.
Só brincando...
Pique altos.
E baixos?
Pique pega.
Quem?
Pois mais parece cabra cega.
Adivinhar entre ínfimos alguém.
E depois o passa anel.
Quem sabe ainda aliança, pois que gira como um ciranda...
E de olhos tapados espeta o rabo em seu lombo.
No trem da vida a mão no ombro.
Se um vagão descarrilar alguns outros pode levar.
Tomando bolada na queimada.
Vai pro outro lado, como o céu da amarelinha.
Mas será que há inferno, isso é para adivinha advinha.
Cometa perdido...
No negro céu sempre esteve a brilhar.
Em sua órbita atraente.
Captou e acolheu um cometa a vagar.
Mais antigo que a estrela aqueceu, se fez brilhar.
A juventude e beleza da estrela passou a amar.
Mas durante tempestade.
Aos asteróides resolveu se lançar.
Para a estrela nada eram que pontinhos a brilhar.
Entretanto para o cometa.
Que débil entre tantos asteróides já havia de estar.
Sem controle de si mesmo em um gesto pois-se a órbita afastar.
Sem o brilho de seu Sol desesperou-se quis desintegrar.
Mas em orbe curativo permaneceu a orbitar.
Lançou-se forte daquela órbita.
Desejando aquela estrela reencontrar.
E pediu sua licença, menos raios, para tornar a gravitar.
Pois pretensioso cometa ansiava por fundir-se ao lindo sol a eternalizar.
Seu amor, sua ternura, admiração para seguir, apoiar.
Eis que linda estrela negou-se a aceitar.
E o cometa pouco a pouco viu-se obrigado, tristemente se afastar.
Mas ainda recebia calor e luz, pontualmente a lhe alcançar.
Entretanto as idas e vindas, choques tristes não dispensaram.
E assim pouco a pouco novamente a se afastar.
Triste, velho, derrotado o cometa viu-se num espelho sua grande derrocada.
Nem na órbita de lindo Sol aquele velho mais girava.
Afastou-se já prevendo o resto de sua vida amarga.
A sofrer de frio e cegueira pela escuridão vagava.
E pensando em delírio, desespero, buraco negro encontrar ansiava.
Pois é tamanho o desprezo por sua existência errática.
A qual criou todo um passado em erraticidade galáctica.
Gozando do brilho de constelações, atmosfera de planetas, toda sorte de devaneios, delírios aberrações.
Criou crosta, suja e morta resultado de suas ações.
Ou talvez não ação, covarde doentia inerte.
Mais ainda que anos luz distante.
Ainda que seja um instante pois o sofrer o tempo expande.
Permanece a se perguntar...
Onde andará meu amor, estrela bela e seu calor.
E sem respostas segue vagando a pensar.
Mas ainda que haja um infinito de dificuldades.
Ainda há de acreditar.
Ainda que creia por ela esquecido.
Há algumas pistas a negar.
Pois que pequeninos raios, rastros, ondas.
O cometa ainda há de sentir, até mesmo ver, anseia por tocar.
Mas ainda muito confuso não sabe reagir.
Mudar a rota, reaproximar...
Que fazer velho cometa?
Qual a paz há de alcançar?
Realidade...
Sempre em meus desejos de olhos abertos.
Não sei se lembra-se mais desta pessoa dos seus passados.
Não sei se sente algo que seja por este de futuro incerto.
Enfim, ainda te quero como nos ídos, por mim louvados.
Mas entendo que não é certo.
Nutrir qualquer sentimento é desatinado.
Tentar reaproximar-me é um tanto incorreto.
Pois que não tenho nada a oferecer, nada de bom, nada concreto.
Somente sombras e sombras de um ser desesperado.
Que se mantém afastado.
Por amor decerto.
Contrário ao egoísmo libertário.
Que lhe instiga o contrário.
Lhe clama por voltar a estar perto.
Sinto-me um otário.
É novamente e mais uma vez um otário.
Pois que meu passado ronda sempre por perto.
Sem comentário...
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Mais um dia...
...mais um giro em torno de si mesmo.
Mais um ciclo...
...abrir e fechar de olhos até que adormeçam.
Mais um começo...
...como se houvesse fim que o criasse.
Mais um amor...
...que há de cultivar, eu não soube, vou chorar...
Você mesmo...
Você sabe.
O cérebro não para.
E os sonhos vem...
Não se controlam...
Eles te controlam...
As vezes confortam...
Outras afrontam.
Dos pesadelos já não tenho mais medo.
A vida vivida hoje, já os coloca no chinelo...
Apenas quando afrontam seus próprios monstros.
Que alimentou desde cedo.
Ou daqueles novos e potentes, vorazes.
Que já nasceram pré-maturos.
Neste momento você chora.
Não de medo.
Chora de raiva, chora de arrependimento, desejo!
De punir, fazer que sofra ainda mais.
Que queime em fogo tenaz.
E que não apareça nunca mais.
Aquele que aqueles sonhos causou.
Você mesmo...
domingo, 23 de agosto de 2009
Vil paradoxo.
Quarto minguante a sorrir.
E minha alma a chorar...
Pois acabo de sentir.
Que ainda distante que estejas.
Sempre terei esperanças no porvir.
Engano... Auto dolo...
Pois só preciso olhar no espelho e perceber o quanto sou tolo.
Por alimentar.
Com este bolo.
Bolo fofo, repleto de erros, repleto de complexos.
E choro...
Pois que oportunidades são únicas.
Tanto as boas quanto as más.
Sim...
Há momentos em que resolvemos nos boicotar...
Sou mestre nesta arte em mim.
Como então proteger uma dama se não considera-se seguro para proteger a si mesmo.
Realmente é uma doença...
Um vil paradoxo...
Arrependido a chorar.
Me exclui de teu caminho amor.
Pois a pétala da mais linda flor.
Não poderia secar.
Amor.
Desde aquele maldito dia.
Tudo que eu mais queria.
Era segui a te acompanhar.
Mas agora.
Estraguei aquele encanto.
Me recolho em meu canto.
Os meus cacos ainda a quebrar.
Amor.
Ainda me rendo ao seu encanto.
Pueril ainda é meu pranto.
a minha voz a embargar.
Minha flor.
Se tinha de ser assim.
Não posso mais pensar em mim.
E viver a vida a vagar.
Minha flor.
Tu és aquela a mais linda.
Ainda és minha menina.
Mesmo que de mim não te lembres mais.
E agora.
Estraguei aquele encanto.
Me recolho em meu canto.
Os meus cacos ainda a quebrar.
Enfim.
Me arrependo daquele fim.
Para mim não pode ser assim.
Já que o sentimento ainda há de aflorar.
Embora.
Não te queira prisioneira.
Desejo vê-la faceira.
Livre a incorporar.
Assim.
Sigo triste mas feliz.
De saber que ao menos os teus passos.
Um dia pude acompanhar.
E então me escondo em meu pranto.
Desejando seu encontro.
Ainda que a mim.
Não me queira mais.
Suspiro do último dia, sem assistir, sem alegria...
Breve foi o tempo em que pude ser tão feliz.
Breve foi minha razão a se omitir, fazer-me infeliz.
Breve é minha vida, já que hoje morro um pouco mais que o normal.
Forma...
Forma de menina mulher.
Forma de pensamento incisivo, não qualquer.
Forma de sonho, abstrato mais real que um dia sonhou este animal.
Juro...
Juro não jurar, pois há de acreditar.
Juro não mentir a mim mesmo não me enganar.
Juro ser feliz, no infinito sorrir e chorar, bem ou mal, talvez através da morte afinal.
Eu...
Eu fui, eu sou, talvez não chegue a ser.
Eu anulado, longe de meu bem amado sigo a me contorcer.
Eu, de lembranças felizes hei de viver, pois não necessito de foto para lembrar, mas a falta me deixa mal...
Sei...
Sei que a vida é temporal.
Sei que o tempo é servidor incansável isso é normal.
Sei que talvez eu faça parte daquela história.
Sabe...
Sabe que nunca irei esquecer.
Sabe que o sentimento está impregnado em meu ser.
Sabe que o amor á atemporal.
Isso...
Isso que sinto me entristece.
Isso que vivo, vivo de angústia, me enlouquece.
Isso que não é mais, que já foi, que oro que um dia volte a ser aquele amor, cabal.
Como...
Como tudo tomou este rumo.
Como do vinho tornou-se cevada, sai do prumo.
Como? Desde nascença existe neste doença, realidade anormal.
Agora...
Agora estou a deriva.
Agora por amor desejo ao meu bem que feliz viva.
Agora me despeço deste texto em prantos em meio ao meu próprio lamaçal...