terça-feira, 25 de agosto de 2009

Tédio.

Tudo é a mesma coisa.
Tudo é a mesma coisa.
Não há tédio.
Mas tudo é a mesma coisa.
Até agora somente quarks.
Por isso tudo é a mesma coisa.
Mas não há tédio.
Vibração molecular.
Por isso não há tédio.
Saliva, cera, pele, deterioração.
Por isso não há tédio.
Sexo, paladar, tato, audição, visão.
Por isso não há tédio.
Ciclo dia e noite, rotação.
Por isso não há tédio.
Dias, meses, anos, translação.
Por isso não há tédio.
Constelação, sistema, órbitas.
Por isso não há tédio.
E tudo é a mesma coisa.
Mondados diferentemente.
Mas tudo é a mesma coisa.
Tudo é a realidade?
Qual é a realidade?
Realitas?
Mas e o que move?
Por isso não há tédio.
E o que sente?
Por isso não há tédio.
E o que sofre?
Por isso não há tédio.
E o que goza?
Por isso não há tédio.
É tudo que existe?
E por isso não há tédio?
Não.
Sim?
Não pois o que move pode parar.
Agora sim há tédio.
Pois que o que move é imaterial.
Portanto se o material segue a mover-se.
De nada adianta se o que move está inerte.
Se está inerte.
O tédio existe.
Portanto não pare.
Mantenha móvel o que te move.
Como?
Trata-se de outro assunto, ok?
Fim.

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