quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Adaga dual.

Ela está pronta...

Porém guardada.

O seu brilho desponta.

Linda adaga.



Servirá a fuga.

Partirá a alma.

Cortará incisiva.

Somente o envólucro, a capa.


Coitado daquele que quebrará o jarro.
Pois o líquido ainda estará lá espalhado ao chão.
E ainda que seja testemulha dos cacos quebrados.
O subsolo é seu único destino sua última ilusão.

Quanto aqueles que carregam seu jarro.
Mais leve ou mais pesado.
pelos caminhos da vida, desgastando ao tempo sua argila.
Sua água não derramará ao chão, aos poucos se evapora.

Ao unir-se as nuvens celestes.
Pouco a pouco, partícula a partícula, não há rompimento.
Há sim união.
E quando for o exato momento seu jarro desmanchará vazio, naturalmente, sem violação.

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