Linda estrela, amada estrela.
No negro céu sempre esteve a brilhar.
Em sua órbita atraente.
Captou e acolheu um cometa a vagar.
Mais antigo que a estrela aqueceu, se fez brilhar.
A juventude e beleza da estrela passou a amar.
Mas durante tempestade.
Aos asteróides resolveu se lançar.
Para a estrela nada eram que pontinhos a brilhar.
Entretanto para o cometa.
Que débil entre tantos asteróides já havia de estar.
Sem controle de si mesmo em um gesto pois-se a órbita afastar.
Sem o brilho de seu Sol desesperou-se quis desintegrar.
Mas em orbe curativo permaneceu a orbitar.
Lançou-se forte daquela órbita.
Desejando aquela estrela reencontrar.
E pediu sua licença, menos raios, para tornar a gravitar.
Pois pretensioso cometa ansiava por fundir-se ao lindo sol a eternalizar.
Seu amor, sua ternura, admiração para seguir, apoiar.
Eis que linda estrela negou-se a aceitar.
E o cometa pouco a pouco viu-se obrigado, tristemente se afastar.
Mas ainda recebia calor e luz, pontualmente a lhe alcançar.
Entretanto as idas e vindas, choques tristes não dispensaram.
E assim pouco a pouco novamente a se afastar.
Triste, velho, derrotado o cometa viu-se num espelho sua grande derrocada.
Nem na órbita de lindo Sol aquele velho mais girava.
Afastou-se já prevendo o resto de sua vida amarga.
A sofrer de frio e cegueira pela escuridão vagava.
E pensando em delírio, desespero, buraco negro encontrar ansiava.
Pois é tamanho o desprezo por sua existência errática.
A qual criou todo um passado em erraticidade galáctica.
Gozando do brilho de constelações, atmosfera de planetas, toda sorte de devaneios, delírios aberrações.
Criou crosta, suja e morta resultado de suas ações.
Ou talvez não ação, covarde doentia inerte.
Mais ainda que anos luz distante.
Ainda que seja um instante pois o sofrer o tempo expande.
Permanece a se perguntar...
Onde andará meu amor, estrela bela e seu calor.
E sem respostas segue vagando a pensar.
Mas ainda que haja um infinito de dificuldades.
Ainda há de acreditar.
Ainda que creia por ela esquecido.
Há algumas pistas a negar.
Pois que pequeninos raios, rastros, ondas.
O cometa ainda há de sentir, até mesmo ver, anseia por tocar.
Mas ainda muito confuso não sabe reagir.
Mudar a rota, reaproximar...
Que fazer velho cometa?
Qual a paz há de alcançar?
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