Dia de felicidade, comedida, mas feliz!
Deixei mais uma vez o cavalo indomado da fera galopar feliz!!!
Foi algo que há muito tempo já o quis!
Queria, mas racionalizava, conjecturava, repensava, as vezes me escapava...
E como não havía condições de haver harmonía...
Como não queria poluir a história da minha vida.
Isolei-me.
Ceusei dúvida, irmã das hipóteses mais funestas...
Hoje como um Deus...
Descansei meu corpo, minha alma.
Deixei sentir.
Chorar.
Ouvir.
Feliz!
Do futuro não sei...
Ainda que deseje um oráculo.
Ainda que deseje um pequenino buraco.
É buraquinho no tempo para ver o futuro...
Mas só o tempo, o soberano é quem trará o futuro.
Que preciso construir agora.
Talvez simplesmente e positivamente viver.
Ainda há mágoas, mas novamente ó tempo soberano há de limpar-las!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Um dia feliz!
Dia de felicidade, comedida, mas feliz!
Deixei mais uma vez o cavalo indomado da fera galopar feliz!!!
Foi algo que há muito tempo já o quis!
Queria, mas racionalizava, conjecturava, repensava, as vezes me escapava...
E como não havía condições de haver harmonía...
Como não queria poluir a história da minha vida.
Isolei-me.
Ceusei dúvida, irmã das hipóteses mais funestas...
Hoje como um Deus...
Descansei meu corpo, minha alma.
Deixei sentir.
Chorar.
Ouvir.
Feliz!
Do futuro não sei...
Ainda que deseje um oráculo.
Ainda que deseje um pequenino buraco.
É buraquinho no tempo para ver o futuro...
Mas só o tempo, o soberano é quem trará o futuro.
Que preciso construir agora.
Talvez simplesmente e positivamente viver.
Ainda há mágoas, mas novamente ó tempo soberano há de limpar-las!
Deixei mais uma vez o cavalo indomado da fera galopar feliz!!!
Foi algo que há muito tempo já o quis!
Queria, mas racionalizava, conjecturava, repensava, as vezes me escapava...
E como não havía condições de haver harmonía...
Como não queria poluir a história da minha vida.
Isolei-me.
Ceusei dúvida, irmã das hipóteses mais funestas...
Hoje como um Deus...
Descansei meu corpo, minha alma.
Deixei sentir.
Chorar.
Ouvir.
Feliz!
Do futuro não sei...
Ainda que deseje um oráculo.
Ainda que deseje um pequenino buraco.
É buraquinho no tempo para ver o futuro...
Mas só o tempo, o soberano é quem trará o futuro.
Que preciso construir agora.
Talvez simplesmente e positivamente viver.
Ainda há mágoas, mas novamente ó tempo soberano há de limpar-las!
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Vou
...vou-me em silêncio meus amigos.
A dormir sem a esperança de acordar.
Quizás do sonho o vento leve a alma.
E lave alva, sem o vermelho sangue em minhas mãos...
Que possa livrar-me desta sina.
Adminda do desepero da ofuscação da visão.
Névoa ao naufragar dos dias...
Véu ao soterrar o sorriso...
E mais que isso.
Sangrar sem sangue.
Sofrer sem pânico.
Simplesmente parar.
E admirar o corpo a ficar cada vez mais longe...
Enfim, o deixar.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Subo ao vento quente ascendente...
Acordo ao sol nascente.
A luz do sol abre meus olhos a brilhar, quase que num aquebrantar.
De alma alva deixo o vento elevar-me.
Como gaixota, asa delta, vôo pelos ares.
Como é boa a brisa da manhã ao passar a tarde...
Cheiro de mato, flor, cheiro de amor.
Aroma que eleva mais ainda, do chão, da terra.
E o por do sol vem chegando.
E o frio vem descendo dos céus azuis aveluados.
E quando o sol se põe é como machado!Acordo de sonho, sonhado, suado...
Volto a gritar por ver aonde hei de acordar!!!!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!
O vazo ainda aprumado...
Anjo caído...
Ao inferno acorrentado...
Inferno meu...
Caminho azedo.
Ainda é cedo.
Anseio pelo beijo, pela foice...
E se não chega, as mãos irei usar.
E quem sabe enfim descansar a queimar em minhas misérias a alardar...
Acordo ao sol nascente.
A luz do sol abre meus olhos a brilhar, quase que num aquebrantar.
De alma alva deixo o vento elevar-me.
Como gaixota, asa delta, vôo pelos ares.
Como é boa a brisa da manhã ao passar a tarde...
Cheiro de mato, flor, cheiro de amor.
Aroma que eleva mais ainda, do chão, da terra.
E o por do sol vem chegando.
E o frio vem descendo dos céus azuis aveluados.
E quando o sol se põe é como machado!Acordo de sonho, sonhado, suado...
Volto a gritar por ver aonde hei de acordar!!!!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!
O vazo ainda aprumado...
Anjo caído...
Ao inferno acorrentado...
Inferno meu...
Caminho azedo.
Ainda é cedo.
Anseio pelo beijo, pela foice...
E se não chega, as mãos irei usar.
E quem sabe enfim descansar a queimar em minhas misérias a alardar...
Moro no esgoto...
Moro no esgoto, e vou deixando meu rastro de merda fétida...
Olho pra frente e vejo luz, mas é sempre inalcansável...
Olho pra cima e os buracos de bueiro iluminam o mínimo para continuar a rrastejar naquela merda...
As vezes tenho alguma sorte de encontrar um buraquinho que dê para ver jardim florido...Resto de sanduiche de churrasco grego...
O que sobra é o que aproveito...
Tenho uma sorte do cacete se olhar pros ratos e baratas...
Pelo menos as minhas pernas são mais longas...
Mas de tão zoando, não tinha controle para onde ir...
Daí tô aqui...
No lodo...
De nada adiantaram as merdas das pernas longas pra quem anda no esgoto...
E tudo que toquei virou lixo, estragou, ou há de estragar...
Vida miserável e o pior de tudo, vazo ruim não quebra!!!
Puta que o pariu!!!
Vazo ruim não quebra!!!
Ainda que mais insalubre que seja este ambiente, meu corpo de tão imundo nem sente, nem cosquinha nem coceira...
Tá inteiro intacto...
É meu Pai, tu me fudeu de preto e cinza mesmo...
Valeu!
Olho pra frente e vejo luz, mas é sempre inalcansável...
Olho pra cima e os buracos de bueiro iluminam o mínimo para continuar a rrastejar naquela merda...
As vezes tenho alguma sorte de encontrar um buraquinho que dê para ver jardim florido...Resto de sanduiche de churrasco grego...
O que sobra é o que aproveito...
Tenho uma sorte do cacete se olhar pros ratos e baratas...
Pelo menos as minhas pernas são mais longas...
Mas de tão zoando, não tinha controle para onde ir...
Daí tô aqui...
No lodo...
De nada adiantaram as merdas das pernas longas pra quem anda no esgoto...
E tudo que toquei virou lixo, estragou, ou há de estragar...
Vida miserável e o pior de tudo, vazo ruim não quebra!!!
Puta que o pariu!!!
Vazo ruim não quebra!!!
Ainda que mais insalubre que seja este ambiente, meu corpo de tão imundo nem sente, nem cosquinha nem coceira...
Tá inteiro intacto...
É meu Pai, tu me fudeu de preto e cinza mesmo...
Valeu!
Malandragem de mim mesmo...
Mais um dia de sangue...
E o coração não cessa...
Mas poderia...
Minha dor cessar...
Mas de nada adiantaria ao contorcer da alma...
Que ao queimar de íra e ignorância, nada tem de importância.Para um ser que não sabe amar...
Que por si, quer por outrem...
Quer na verdade possuir alguém.
Fato consumado.
Que ninguém é de ninguém.
Nem mesmo a sim mesmo és donatário.
Só se for um malandro bem otário.D
aqueles que nada sentem, de que nada prezam...
Talvez estes possuam algo.A vida...
Pois não pensam no passar, nem ao menos no pensar sobre elas...
Vêem-na passar, ao falcatruar de seus atos e assim vão remando...
Para onde?
Eu sei lá!
Mas nunca pensam em afundar...
Talvez de malandro não tenha nada, de otário tenho tudo.
Caso contrário minha vida seria um estudo e no entanto tornou-se tão somente rascunho.
Daquilo que um dia quis ser...
Sem conhecer o poder.De seu eu mesmo.
E o coração não cessa...
Mas poderia...
Minha dor cessar...
Mas de nada adiantaria ao contorcer da alma...
Que ao queimar de íra e ignorância, nada tem de importância.Para um ser que não sabe amar...
Que por si, quer por outrem...
Quer na verdade possuir alguém.
Fato consumado.
Que ninguém é de ninguém.
Nem mesmo a sim mesmo és donatário.
Só se for um malandro bem otário.D
aqueles que nada sentem, de que nada prezam...
Talvez estes possuam algo.A vida...
Pois não pensam no passar, nem ao menos no pensar sobre elas...
Vêem-na passar, ao falcatruar de seus atos e assim vão remando...
Para onde?
Eu sei lá!
Mas nunca pensam em afundar...
Talvez de malandro não tenha nada, de otário tenho tudo.
Caso contrário minha vida seria um estudo e no entanto tornou-se tão somente rascunho.
Daquilo que um dia quis ser...
Sem conhecer o poder.De seu eu mesmo.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Dia de merda...
Que o dia de vocês tenha sentido!
Que senindo o dia seja.
E a quem algo almeja o alcance.
Para os que nada almejam, que descansem.
E se a inércia te assalta, que lhe dê de alta!
Por mais baixo que seja...
Baixo astral que me inveja.
Daqueles que o vivem, e não o vêem...
Pois dos sentidos os detêem.
Comer, defecar, defecar, comer defecar....
Deste ciclo irei libertar.
O corpo que jaz vivo.
Pois de alma morta, tô farto...
Espero mesmo é um infarto.
Que minha vida há de ceifar.Ao sonho dos Medas...
Caso contrário hei de usar as próprias mãos.
Ao alcançar meu coração ainda pulsante .
Em auto-autópsia emocionante.
E determinante.
De que o pulso cessará.
E assim, enfim, pararei de encher-lhes.
Com palavras vazias.
Pensamentos de azia.
Regorgitados.
Vomitados.
Daquele a quem voa escreve.
E de quem um dia nem uma palavra mais lhe escapará!
Que este dia chegue logo!E a vocês meu até logo!
Que senindo o dia seja.
E a quem algo almeja o alcance.
Para os que nada almejam, que descansem.
E se a inércia te assalta, que lhe dê de alta!
Por mais baixo que seja...
Baixo astral que me inveja.
Daqueles que o vivem, e não o vêem...
Pois dos sentidos os detêem.
Comer, defecar, defecar, comer defecar....
Deste ciclo irei libertar.
O corpo que jaz vivo.
Pois de alma morta, tô farto...
Espero mesmo é um infarto.
Que minha vida há de ceifar.Ao sonho dos Medas...
Caso contrário hei de usar as próprias mãos.
Ao alcançar meu coração ainda pulsante .
Em auto-autópsia emocionante.
E determinante.
De que o pulso cessará.
E assim, enfim, pararei de encher-lhes.
Com palavras vazias.
Pensamentos de azia.
Regorgitados.
Vomitados.
Daquele a quem voa escreve.
E de quem um dia nem uma palavra mais lhe escapará!
Que este dia chegue logo!E a vocês meu até logo!
Sofrimento...
...o que é o sofrimento senão o alento.
Alento de quem sobrevive a dor de desconhecer o próprio amor.
Pois que sofre castiga.
Castiga a carcaça perdida, sem dó nem piedade.
E através do avaçar da idade.
Ver a areia escorrer pelo funil do tempo.
Diminui-se o sofrimento.Daquele que não conhece o próprio amor...
Ah se pudesse amar-me!Sofreria menos, vivería mais.
Ah se pudesse viver!S
obreviveria menos, teria uma nova noção do tempo.
Lembraría do amor de uma vid que não volta mais.
Mas agora eu prefiro esquecer.
Aquilo que fincado em minha memória é inesquecível...
Em cada parte de meu corpo as lembranças são como agulhas.
Espetadas por mim, pelo amor que não vivi.
Por que fiz ou deixei de fazer...Vida ingrata!!!
Ei de desfaze-la por mim mesmo!
Não esperar que a piedade o faça!
E que a dor se desfaça!
Alento de quem sobrevive a dor de desconhecer o próprio amor.
Pois que sofre castiga.
Castiga a carcaça perdida, sem dó nem piedade.
E através do avaçar da idade.
Ver a areia escorrer pelo funil do tempo.
Diminui-se o sofrimento.Daquele que não conhece o próprio amor...
Ah se pudesse amar-me!Sofreria menos, vivería mais.
Ah se pudesse viver!S
obreviveria menos, teria uma nova noção do tempo.
Lembraría do amor de uma vid que não volta mais.
Mas agora eu prefiro esquecer.
Aquilo que fincado em minha memória é inesquecível...
Em cada parte de meu corpo as lembranças são como agulhas.
Espetadas por mim, pelo amor que não vivi.
Por que fiz ou deixei de fazer...Vida ingrata!!!
Ei de desfaze-la por mim mesmo!
Não esperar que a piedade o faça!
E que a dor se desfaça!
domingo, 28 de junho de 2009
Jogo de cartas.
É um jogo de cartas.
É um enorme e muito bonito jogo de cartas.
Em seu meio, há cartas escuras,
cartas que escondemos.
Todos caminham com suas cartas,
a maioria com elas debaixo do braço,
estragando-as com suor ou invés de usá-las.
Outros ainda seguram-nas bem forte nas mãos.
Só os loucos as jogam, só os loucos sabem jogar.
E jogam! Desperdiçam, diriam.
Jogam, jogam ferozmente, feroz mente!
Feroz mentem!
Minto! Meio aflito! Meio... Onde estará o meio?
Olho as cartas, gosto delas, desprezo-as.
Desprezo a todos! A tudo! Ao mundo!
E amo, amo incontrolavelmente,
Amo desesperadamente,
E vivo, vivo apaixonadamente;
No escuro, no muro, na linha,
Na corda bamba do equilíbrio descontrolado.
E ando, ninguém me pega, ninguém me leva,
Vivo, tou viva, morrendo, remoendo, recriando, reamando, rearmando,
o jogo, as cartas, o mundo, o fundo inconsciente.
O inconsciente que conta que tudo é mentira,
que ri em delírio em cada jogada.
Já não é o mundo, sou eu, e, no entanto somos nós!
É um sonho, é uma mentira, é uma verdade, é a vida:
É um imenso e lindo jogo de cartas!
Por Ligia Lourenço Lucca
É um enorme e muito bonito jogo de cartas.
Em seu meio, há cartas escuras,
cartas que escondemos.
Todos caminham com suas cartas,
a maioria com elas debaixo do braço,
estragando-as com suor ou invés de usá-las.
Outros ainda seguram-nas bem forte nas mãos.
Só os loucos as jogam, só os loucos sabem jogar.
E jogam! Desperdiçam, diriam.
Jogam, jogam ferozmente, feroz mente!
Feroz mentem!
Minto! Meio aflito! Meio... Onde estará o meio?
Olho as cartas, gosto delas, desprezo-as.
Desprezo a todos! A tudo! Ao mundo!
E amo, amo incontrolavelmente,
Amo desesperadamente,
E vivo, vivo apaixonadamente;
No escuro, no muro, na linha,
Na corda bamba do equilíbrio descontrolado.
E ando, ninguém me pega, ninguém me leva,
Vivo, tou viva, morrendo, remoendo, recriando, reamando, rearmando,
o jogo, as cartas, o mundo, o fundo inconsciente.
O inconsciente que conta que tudo é mentira,
que ri em delírio em cada jogada.
Já não é o mundo, sou eu, e, no entanto somos nós!
É um sonho, é uma mentira, é uma verdade, é a vida:
É um imenso e lindo jogo de cartas!
Por Ligia Lourenço Lucca
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