Sentidos.
Captam matérias.
Somos submetidos.
Às vezes etéreas.
Transmutados.
Entregues ao risco.
Ao silêncio e aos risos,
Por vezes retidos.
Imperfeitos, impuros, imprudentes...
Riem de quê?
Apenas para mostrar os dentes.
E os motivos, cadê?
De cálidas faces
De pérfidas palavras.
Do asco à arrogância.
Das vidas pálidas.
Duelando como selvagens.
Não passam de porcos!
E que comam suas lavagens!
Pois ainda há quem possua os anticorpos.
Imunes a toda selvageria.
A toda imundice e barbárie.
Procurando em tintas coloridas
Um real sentido para a liberdade.
Exortando a luz ante a medíocre dualidade.
Nova era permitirá coloridos ajustes às velhas imperfeições.
E independente de credo, nacionalidade, etnia ou idade.
Libertar-se-á das velhas prisões.
Anseios e esperanças perfazem o céu, invólucro anil.
Ao tempo é dado o sabor adocicado da paz,
Ao vento a incumbência de semear estrelas vivas,
Gotas prateadas, cintilantes que o fôlego apraz.
Assim cabe a cada ser beneficiar-se deste amor.
Pois que assim como uma linda flor.
Há de ser cultivada através da compaixão.
Tocando fundo o humano em seu íntimo, em seu imenso coração.