terça-feira, 18 de agosto de 2009

Desconexo....

Tudo lê-se desconexo.
Textos e falas.
Prosas e versos.
A lâmina da adaga espera a romper o silêncio.
Por que sonhos transversos.
Entre o fim e o início.
já não parecem ser sonhos.
Transformaram-se em pesadelos.
Pois do passado colhes dois três frutos.
Aqueles tangíveis que já não há esperança em mudá-los, existem por si só.
Os intangíveis, que pode-se mudar, adulterar, esconder, blefar.
E os que ainda que tangíveis, pode-se recuperar.
Mas de que serve o futuro se odeia-se o presente?
De que vale o porvir se este hoje é doente?
Diga?
Não há mais conexão...
Deixou de haver a motivação.
Correr ao ópio do povo?
Buscar o povo do ópio?
Sofrer sobriamente até que chegue o sacrossanto fim?
Sim...
Esta é a lei a qual fostes coibido a assinar o contrato...
Pois não há opção...
Ou vem ou vem!
Aleijado ou fujão...
Vai ter de ir.
Ao inferno queimar...
Sob o véu do esquecimento errar...
E ser perdoado pois que é só amor, piedade e compaixão...
Sei não...

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