domingo, 16 de agosto de 2009

De que adianta?

De que adianta?
Tapar olhos, ouvidos, boca...
Se há sentimento no coração?

De que adianta?
Desconectar programas, contatos...
Se há um coração por metade cortado?

De que adianta?
Remédios, medicamentos, drogas...
Se era saudável ao lado dela?

De que adianta?
Procurar o que fazer, ler, escrever, pintar, correr...
Se tudo o que faço, o faço pensando em você?

Não sei se já enlouqueci de vez...
Sei que sofro aos poucos...
A cada centímetro de distância...
É um alfinete a mais espetando meu corpo, alma...
Não sei o que fazer.
Mas de que adianta agora?
Depois de tudo que houve?

De que adianta?
Orar, rezar, adorar...
Se agora estou muito longe de teu altar?

De que adianta?
Fugir, esconder-me, sumir, zarpar...
Se é em ti que pousa a minha paz?

De que adianta?
Chorar, sofrer, lastimar-se...
Se foi você mesmo quem tornou a se boicotar?

Não adianta nada disso...
Mas é esta a realidade.
Ficou muito clara.
- É o que tenho a oferecer.
Não aguento.
Este sofrimento.
De estar somente ao teu lado.
Embora por muitos dias da minha vida sentir que estava dentro de mim.
E eu dentro de ti.

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