Desejava morrer de amor...
Agora passo os dias procurando no horóscopo.
Alguma resposta para desfazer esta dor.
Mas não há nada que substitua aquele corpo.
Nem aquele corpo substitui a energia, a alma que o anima.
Nem mesmo o Sol faz-me suar como suei um dia.
Pois das lembranças sou refém ainda.
Ainda que da síndrome de Estocolmo, a sequestradora ainda de longe é o meu dia.
Pois das noites durmo mal, sequer durmo.
Pois que sigo andando por acolá, sem ao menos me encontrar.
E neste desespero noturno.
Sigo a caminhar.
Já não sei mais até quando.
Talvez o cárcere clínico ainda seja o que me salvará.
Pois lugar de louco é no manicômio.
E não as ruas, os becos, as pessoas acompanhará.
Mas tudo é muito justo.
Afinal a vida é sofrimento, já o assumi.
Mas o que deixa puto.
É que ainda que tenha o livre arbítrio, de nada adiantaram tantas as drogas que eu consumi.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Desejava morrer de amor... (delírio, torpor...)
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