quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Desejava morrer de amor... (delírio, torpor...)

Desejava morrer de amor...
Agora passo os dias procurando no horóscopo.
Alguma resposta para desfazer esta dor.
Mas não há nada que substitua aquele corpo.

Nem aquele corpo substitui a energia, a alma que o anima.
Nem mesmo o Sol faz-me suar como suei um dia.
Pois das lembranças sou refém ainda.
Ainda que da síndrome de Estocolmo, a sequestradora ainda de longe é o meu dia.

Pois das noites durmo mal, sequer durmo.
Pois que sigo andando por acolá, sem ao menos me encontrar.
E neste desespero noturno.
Sigo a caminhar.

Já não sei mais até quando.
Talvez o cárcere clínico ainda seja o que me salvará.
Pois lugar de louco é no manicômio.
E não as ruas, os becos, as pessoas acompanhará.

Mas tudo é muito justo.
Afinal a vida é sofrimento, já o assumi.
Mas o que deixa puto.
É que ainda que tenha o livre arbítrio, de nada adiantaram tantas as drogas que eu consumi.

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