Novo dia.
Velhas dores...
A angústia da inércia.
Faz sofrer horrores.
Estou paralisado.
É tempo de espera.
Dizem que é para o aprendizado.
A minha vontade é de me lançar longe da órbita desta esfera.
Mas ainda existe o instinto.
Ainda há a compaixão.
Daqueles que sofrerão o que sinto.
Se me lançar na imensidão.
Assim como me vem o vazio.
Como me foge o chão.
Hei de fazer sombrio.
O futuro daqueles que sofrerão.
É isso que me dizem.
Não sei se acredito.
E se as dúvidas se realizem.
Se o amor não é finito.
Não tenho coragem não.
Não por medo do porvir.
Mas por pensar no possível sofrer senão.
Por isso não hei de ir.
Antes do toque do ancião.
Aquele a quem todos esperamos.
Querendo, uns sim outros não.
Mas a única certeza é que o encontraremos.
Querendo ou não.
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