Lembra da bagunça?
Da alegria de criança?
De comer toda a cobertura daquele bolo de cenoura?
Das fotos fazendo careta?
Daquela noite de chuva, naquela barraquinha inundada?
Daquele colchão inflável?
Que não contiveram nosso amor "inabalável"?
Lembra daqueles joguinhos?
Muitas vezes jogávamos regados a vinho.
Que nos pintava as bocas.
Que não ficavam longe uma da outra.
Lembra do assobio?
Que a princípio só você reconhecia, sabia que era teu quando ouvia.
De quando abria o portão e ainda de camisola me recebia.
De pés descalços no chão.
E eu sempre repreendia como quem ama, quem sente eterna paixão.
Lembra do pedalinho?
Passeio rotineiro, mas nunca monótono.
Pois éramos felizes independente de dinheiro.
E quando do show, daquele uníssono.
Eu gritava cantando como em desespero.
E você se envergonhava.
Mais ainda assim aguentava, por carinho, por zelo.
E quando nos lambuzávamos, comendo uma costela inteira.
Com as mãos, sem frescura besteira.
Pois permitíamos nossos animais, nossas crianças, fazerem amor sem pudor.
Agir, livre, leve e faceira.
E nunca esquecerei daquele dia.
Que cheguei em casa e que tamanha alegria.
Lhe ver, sentir feliz, toda toda.
Customizou nosso cantinho, arrumou tudo com carinho, de quem ama, sonha e deseja.
Mas o que me vem muito a cabeça.
Como lembrança, instinto, coisa de criança, verdadeira.
Lembro de te lamber as axilas!
Parecia até doideira, nojeira.
Para quem via é claro.
Pois para mim, quem sentia, era mais um carinho, me impregnava teu cheiro.
Sei lá, gostava muito, que fosse talvez um instinto.
Mas era feliz, sem vergonha, sem arrependimento, era por inteiro.
Que saudade.
Como aperta meu peito.
Ainda não acredito nesta realidade.
Me recontorso em meu leito.
Após sonhos tão lindos, agora a noite, dormindo.
Ao acordar é que percebo.
O quanto fui feliz contigo.
E o quanto sempre viverá em mim o desejo.
De retomar o caminho.
Mas desta vez sem meus erros.
Que deles eu me envergonho.
Peço perdão, desculpas, pago em desespero.
Só de pensar que a realidade.
Não é mais aquela raridade.
De amor e entrega.
Portanto me pergunto com revolta!
Será que ainda há chances de termos tudo de volta?
Deixo aqui minha pergunta.
Ao meu amor.
Por favor escuta.
Meus pensamentos.
Sinta.
Meus sentimentos.
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