-Então? Tá vendo aquele cara? Diz Zé.
- Qual? O do canto da sala? Aquele que está babando? Diz Ez.
- É... Aquele mesmo... Triste situação... Diz Zé.
- Mas será que ele está assim por que quer? Ou é doença? Ou os dois? Replicou Ez.
- Independente do que seja Ez, ele tá louco demais, nem sei se tá nesse mundo! Falou Zé.
- Acredito que não... Bem... Pelo menos ele não está contido! Poderia estar atado a sua cama... Disse Ez.
- É verdade... Aqui ele ainda pode ver e ouvir as pessoas passando e falando, ver algum movimento, aqui tem até espelho! Retrucou Zé.
- Putz! É verdade! E será que ele não pensa em morrer para fugir deste estado bizarro? Perguntou Ez.
- Vamos ver se funciona?! Animou-se Zé.
- Ah vamos! Respondeu Ez.
E neste momento levanta-se aquele pedaço de gente, babado e completamente fora de si, busca a primeira cadeira que encontra a sua frente e a lança sobre o espelho, busca rapidamente um grande caco. A gritaria é geral no refeitório e antes que os enfermeiros possam chegar a tempo o senhor José Ezídio, chamado por alguns de Zé e por outros de Ez, atravessa seu próprio pescoço somente a tempo de pintar os uniformes brancos dos enfermeiros, pois cortou sua própria jugular...
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