sábado, 22 de agosto de 2009

Transmutação.

Sentidos.


Captam matérias.


Somos submetidos.


Às vezes etéreas.



Transmutados.


Entregues ao risco.


Ao silêncio e aos risos,


Por vezes retidos.



Imperfeitos, impuros, imprudentes...


Riem de quê?


Apenas para mostrar os dentes.


E os motivos, cadê?



De cálidas faces


De pérfidas palavras.


Do asco à arrogância.


Das vidas pálidas.



Duelando como selvagens.


Não passam de porcos!


E que comam suas lavagens!


Pois ainda há quem possua os anticorpos.



Imunes a toda selvageria.


A toda imundice e barbárie.


Procurando em tintas coloridas


Um real sentido para a liberdade.



Exortando a luz ante a medíocre dualidade.


Nova era permitirá coloridos ajustes às velhas imperfeições.


E independente de credo, nacionalidade, etnia ou idade.


Libertar-se-á das velhas prisões.



Anseios e esperanças perfazem o céu, invólucro anil.


Ao tempo é dado o sabor adocicado da paz,


Ao vento a incumbência de semear estrelas vivas,


Gotas prateadas, cintilantes que o fôlego apraz.



Assim cabe a cada ser beneficiar-se deste amor.


Pois que assim como uma linda flor.


Há de ser cultivada através da compaixão.


Tocando fundo o humano em seu íntimo, em seu imenso coração.

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