Preso.
Surpreso a cada repetição.
Merece desprezo.
E por isso o castigo, a eterna recordação.
Cenas vivas extraídas de triste e miserável memória.
Foi naquele dia, horas, minutos, segundos de irracionalidade.
Ao refazer sua via crucis, a vontade é de chorar pela desgraça meritória.
E esta não veio salvar, mas destruir a própria humanidade, dignidade.
Entre o verde e o hospital, havia um animal irracional.
Embriagado por sua própria fraqueza.
De seu amor, extraiu o mal.
Triste alma sem destreza...
Quando irá se perdoar?
Quando deixará de girar em túnel sem início nem fim.
Como num acelerador de partículas, pequeno a girar.
Entre as memórias que o atormentam, sofre o presente assim.
Túnel de imagens, sons, aperto, vazio, arrependimento.
Flashes trágicos segundos que determinaram tudo.
Pois que foi somente um momento de tormento.
A quebrar com tamanha intensidade dois anos de sentimentos.
Triste diabo...
Será que aguentará?
Ou da vida finalmente irá dar cabo?
Não se sabe, são espasmos, foco fechado...
Há de romper o túnel?
Reencontrar a estrada da vida?
Alimentar-se da redenção, se perdoar de passado tão temível?
Não se sabe ainda...
Se levantar a cabeça conseguir erguer.
Talvez tenha chance de viver.
Por quanto tempo do aprendizado irá prover.
Mas em seu íntimo anseia por vencer.
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