sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Quem és? Me instigue mas não me mate!

Não quero ver sangue
Não me xingue, não me chame...
Esquecer jamais!
Daqueles sonhos nupciais...

Sou responsável.
Não queira roubar esta culpa insuportável.
Sim, ofendido rastejei.
E saiba a verdade: nunca a rejeitei!!!

Mercenária?
Assim que se intitula ao admitir esta tua indumentária?
Que somente o preço há de pagar?
E os sentimentos, momentos, emoções, sacrifícios, o tempo há de levar?

Se for levada não queria me buscar...
Pois quem ama, bebe ainda que amargo o sangue, o morrer, o lutar!
Se tal herança não lhe traz esperança de viver livre, em paz...
Lamento muito eu lamento, pois que te amo demais e esta vida que tens não me apraz...

O que te fará bem, meu bem?
O que não lhe faz mal, misterioso animal.
Elogios te encantam, impede teu progresso, alcançar teu cabedal?
Que és tu, menina de semblante sofrido, mostre a mim seu eu real.

Nenhum comentário:

Postar um comentário