sábado, 1 de agosto de 2009

Art noveau...

Que esperar de resto frio que esquenta ao contato de tuas ondas...

Que ansiar de velho ancião já marcado pelas rugas duro, velho como pão dormido.

Mas se ainda tens ouvido para ouvir, ainda há de agüentar bobagens, falta de graça, tolices, grunhidos...

Ter dramaturgo sem palco, agüentar dramáticas considerações de autista cefálico, sem termômetro de emoções...

Ora sim, ora não.

Explode implode como furação.

Drogas lícitas atenuam.

Hipnose talvez a longo prazo ajude.

A resolução desta velha confusão.

Mas tens muito tempo.

Juventude e sonhos.

Os belos, fortes, altos e simples.

Para que complicação?

A vida já é naturalmente complicada...

Sigo cego.

Triste velho...

Mochila pretérita.

Culpas pétreas que não consigo desvencilhar, dissolver...

E o tempo passa.

Que fazer?

Busco o eu.

Guerreio comigo.

A procurar um abrigo.

Já que aqueles sonhos cada vez tornam-se mais altos.

Não preciso de fotos para recordar.

Não preciso da voz pra te ouvir falar.

Mas ainda assim deixarei o tempo passar.

Feliz é aquele que realmente ama.

E ainda distante regozija-se com a felicidade da amada.

Dor, sem hipocrisias a esta altura não há espaço.

Mas hei de tornar-me menos egoísta.

E ao menos poder ser feliz ao ver A Estrela brilhar.

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