quinta-feira, 30 de julho de 2009

É o que é...

Sim...

Desolador mas não deixa de ser o que é...

Após a ansiosa espera pela união total das energias, fluídos, motivações e pensamentos sonhados, descansarem, trocar o calor do corpo, tocar a maciez dos cabelos, entorpecesse pelo inigualável odor que em minhas narinas transformam-se em energia irrigando os locais cerebrais que reconhecem o amor, o prazer...

Ter a noção de que o que representa a si não é o mesmo que representa ao ser amado... Ter acreditado que não foi um sonho, que realmente, novamente, foi permitida sublime união, mas talvez não...

Pelo limitar das palavras, das atitudes, não se pode saber exatamente se interpretas mal, se criastes esperanças avançadas demasiado pelo sórdido e próximo passado...

Sentimentos e percepções confundem-se, o passado influencia o pessimismo presente...

Não pode-se crer em cinismo, simulação, pois por pelo menos uma parte houve a sensação!

Mas o que é para uma parte, o que representa algo sublime, para a outra, pode ser apenas uma prova, uma verificação, de que nada mais resta...

Desolado o amante fica, as esperanças encolhem-se apertando-lhe o coração, deprimindo aquela emoção que por um momento acreditou ser compartilhada, mesclada entre corpos e almas.

Mas como disse, é o que é, e se é difícil lidar com suas próprias emoções, que dirá tentar interpretar ou entender as de quem ama se esta não for capaz de demonstrá-las claramente, ou se és tão estúpido a ponto de não entender as entrelinhas...

Enfim... O amante, vai arrastando por sua vida a sombra de erros passados, que já não há cura mais... Descrente até mesmo que o tempo, que seus novos padrões, condições o tornem digno de ser amado, recuperar a confiança arrebentada por atos insanos, esta unida a lembrança que queima, rasga, corrói sua consciência o mantém detento de seu próprio pessimismo, de seu próprio passado, o leva a pensar em fugas, mas seriam mais atos absurdos, novamente insensatos. Inerte, com forças apenas para a passos arrastados adiante, segue a carregar o seu passado imperfeito, a bifurcação da opção que fez um dia... Que lhe levou a experimentar muitas sensações por vezes extremamente agradáveis, por outras totalmente amargas, enfim, pelos altos e baixos seguiu com sorte caminho errante que trouxe prosperidade em solo infértil, solidão, aprendizado sim, paixão, mas principalmente o limite, aquele que não se fez, mas que matou parte dos padrões passados sacando-lhe o véu e ainda assim existe o amante, que com dor no coração seguiu distante, por não saber como lidar, por seguir conselhos técnicos, que não levam em conta o que se tem realmente por dentro, enfim... É incerto, como tudo o é... Mas há um futuro, o amante deseja que seja feliz a quem ama, pois esta é a verdadeira significância disto... Desejar a felicidade ainda que não possa gozá-la próximo de quem ama.

E assim segue o errante, caminhando a passos lentos, mas incessantes, a buscar o sentido, os degraus que o levarão a eternidade, naturalmente, como há de ser.

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