sábado, 12 de setembro de 2009

Não há abismo.

Não há.

Há apenas um caminho.

Apenas uma direção.

Pode parar sozinho.

Pode cair no chão.

Mas não há volta.

Há de perdoar.

E sem revolta.

Permitir-se amar.

O tempo é ligeiro.

Sorrateiro.

Somente um rato e um bueiro.

Passa da lápide.

Do temor passageiro.

Passa dos olhos.

Do temor lisonjeiro.

Passa da carne.

Do temor de perder.

Perder o que pensa ser inteiro.

Mas é só fragmento.

Pois além do pensamento.

Ainda há muitos mistérios.

Muito mais que corpos em necrotérios.

Quem tu és?

Nenhum comentário:

Postar um comentário