Não há abismo.
Não há.
Há apenas um caminho.
Apenas uma direção.
Pode parar sozinho.
Pode cair no chão.
Mas não há volta.
Há de perdoar.
E sem revolta.
Permitir-se amar.
O tempo é ligeiro.
Sorrateiro.
Somente um rato e um bueiro.
Passa da lápide.
Do temor passageiro.
Passa dos olhos.
Do temor lisonjeiro.
Passa da carne.
Do temor de perder.
Perder o que pensa ser inteiro.
Mas é só fragmento.
Pois além do pensamento.
Ainda há muitos mistérios.
Muito mais que corpos em necrotérios.
Quem tu és?
sábado, 12 de setembro de 2009
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