quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Distancia libertária.

Distância difícil.
Mas que preserve o amor.
E ainda que sinta dor.
Protege quem ama, de quem não esquece, idolatra.
Pois se dói a amada, mortifica o amante...

Paradoxo difícil.
Mas necessário.
Pois ao contrário do que parece.
Não perece, protege.
Não abandona, liberta.

Os pássaros são dos céus.
Como os peixes dos rios, mares.
Assim é a amada.
Livre sob a confiança.
A viver sua mocidade.

Humilde há de ser.
Forte não permite-se perecer.
Ainda que não haja sentido.
Há corrente, fluxo constante.
Recebe socorro e educa o infante.

Entre dois extremos.
A vida e a morte.
O próximo e o distante.
Independende de qualquer que seja o medo, o conceito.
Segue a ser eterno amante.

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