segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hoje eu não sonhei.

Hoje eu não sonhei.
Pela primeira vez em dias eu amei não ter sonhado.
Pois foi verdade, inesperado.
Mas há muito desejado.

Nem acreditei.
Quando me permiti ir.
Ao teu encontro sorrir.
Secretamente subir.

Finalmente pude abraçá-la feliz!
Quanta saudade.
Quanta felicidade.
Tamanha surpreendente realidade.

Não, não fora um sonho.
Fora muito mais que isso.
Acariciar teu rosto ao admirar teu sorriso.
Linda menina, mulher, alvo de meu aliviado riso.

E ao pousarmos em nossa cama...
Não havia tempo para dormir.
Tínhamos muito que contar um ao outro, e seguir a sorrir.
Entre beijos, gracejos, histórias, muita alegria até meu infeliz arguir.

Não havia necessidade diante de tudo o que se desenrolava...
A princípio um frio, um espeto gélido alcançando profundamente em meu coração.
E diante daquela definição, da expressão, confissão.
Consegui voltar a razão, ao presente, pois que o passado passou e diante de tudo que ali vivíamos não cabia dúvidas, do amor maior demonstração.

E enfim senti-me liberto de meus males e voltar a permitir nossas almas unir, reflexo de corpos quentes a frigir daquela única sensação.
Dali não mais queria sair, queria entrar, te delirar, me ungir.
Mas ainda que impulsivos, irresponsáveis, cúmplices, nos contentamos discretos em nosso jogo de corpos a friccionar, agarrar e não deixar fugir.
Era fogo a queimar, razão a paralisar, mas ainda que loucos, conseguimos arrefecer, atar-nos e ainda assim aos poucos os movimentos diminuir.

Ainda assim não havia sono, somente excitação...
E nas trocas incessantes de posições, sorrisos, alegria.
Aos poucos encontramos nosso feliz estado e aos poucos o sono surgia.
Agora sim, após meses, novamente a minha felicidade plenamente existia.

Hoje eu não sonhei.
Por sorte não sonhei.
Por amor arrisquei.
Por amor, em amor, com amor, junto ao meu amor delirei.
Mas foi real não sonhei, se o fiz, acordado sim o melhor sonho sonhei.

Nenhum comentário:

Postar um comentário