terça-feira, 15 de setembro de 2009

O amor, não possuo, sinto.

Meu amor.
Meu amor é o que sinto no peito.
É meu pois somente eu o sinto.
Somente ele me imprime sensações que ninguém, nem nada mais pode imprimir.
É direcionado.
Não há dúvidas nem espaço para questionamentos.
Pois é vivo.
É sempre presente.
E eternamente pois foi, é e será.
É inexplicável.
As palavras não tem a capacidade de expressar o que este sublime sentimento nos faz sentir.
Não é imutável.
Não quanto a intensidade.
Mas quanto ao foco, quanto ao sentir.
Segue esplendoroso sendo paterno, materno, filial, fruto de amizade, de uma fulminante paixão, enfim, em qualquer forma de amar.
É doação, compaixão.
É cumplicidade, maturidade.
É sincero, fiel.
É digno, benéfico.
É uma multiplicidade incrível de incríveis indescritíveis sentimentos.
O mais incrível quando verdadeiramente se ama é a abdicação da presença do alvo deste amor em prol de sua felicidade uma das mais belas provas de amor.
Pois ainda que seja extremamente doloroso sentir sua falta, seu calor, seu cheiro, o alcance ao esticar dos braços, esta dor ainda é menor que a felicidade que o amante sente por amor ao amado por sua felicidade através da liberdade e de suas escolhas.
E além desta abdicação, se faz necessário que o amante siga sua vida feliz por amor ao ser amado, pois se assim não o for imprimirá sofrimento a este.
Pois quem quem realmente ama não faz sofrer a quem ama ou nem mesmo que seja somente uma hipótese e não a realidade, não há margem para riscos.
Há de apoiar o amado naquilo que for melhor para ele.
Portanto, que o amante tenha amor próprio, caso contrário nada do que foi escrito aqui possui valor algum.

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