segunda-feira, 1 de junho de 2009

Esporro...

Caminhava alegre,
Compaixão me tomou,
Tentei tapar os olhos,
Mas a vida não cegou.

Sofrimento, piedade.
Bifurcações sucederam-se.
O medo se instalou.
Sentei, chorei.
Retornei a tapar os olhos e desta vez ainda mais.
Os sentidos anulei.

A vida agora me levou.
Prazer da carne.
Preguiça de lutar.
Queria abrir os olhos.
Mas não sabia que direção tomar.

Segui ainda cego.
Os prazeres anulavam a dor.
Os sintomas sumiram,
Mas as origens estavam lá..
Em algum lugar.

Já havia escrito, plantado árvores,
Enfim nasceu o mestre.
Que futuro lhe reservei?
Não sei.
Nem o meu plantei...
Não me permito arrepender-me, mas sofro por seu sofrer.

Arrebentei o vazo,
Arrematei minha alma.
Entreguei-a aos diabos.
A noite já não era mais de sonos, de sonhos.
Ardia na carne a auto-emulação.
Ardia na alma o futuro de aflição.

Tinha dinheiro, amigos, poder...
Mas nada é tão importante quando o amor...
E ele veio, chegou, se instalou.
Mas ainda me cegava.

E novamente...
A vida agora me levou.
Prazer da carne.
Preguiça de lutar.
Queria abrir os olhos.
Mas não sabia que direção tomar.

Loucura insana.
Paixão inflamada.
Amor eterno.
Futuro incerto...
Terra estéril...
Perseguições a mim mesmo, a meu amor...
Quanta dor.

Confiei.
Quebrei a cara...
Após a ressaca o silêncio.
Mas a verdade vem a tona.

Loucura insana.
Paixão inflamada.
Amor eterno.
Futuro incerto...
Terra estéril...
Perseguições a mim mesmo, a meu amor...
Quanta dor.
A dor de ser enganado, ludibriado.
Se ouvir de seu amor, prova de infeliz verdade do passado, espelho do presente.
Espelho quebrado.

Insegurança mais que instalada.
Ainda que o sentimento supere as distâncias.
A desconfiança aniquila a esperança.
Ainda estou cego.
Ainda finjo que não vejo a minha fraqueza,
Esqueço a minha franqueza.
Procuro meu algoz.
Nestes momentos ele está dentro de nós.

Altos e baixos.
Céu e inferno.
Quebro o vazo, não quero mais nada.
Já que ela não me quer mais.
O foco fechou.

Altos e baixos,
Céu e inferno.
Quebro o vazo, não quero mais nada.
Já que não presto mais para trabalhar.
O foco fechou.
A morte se planejou.
Não se concretizou...

Me deixa!
Me leva!
Me lava!
Me cega!

Já não permito mais cegar-me.
Mas a luz ao tirar dos tapa olhos irrita.
Quanta hipocrisia.
Quanta dor.
Tenho que me afastar para não feri ainda mais meu amor.
Não consigo.
Ainda quero sumir.
Quero deixar de existir.

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