Não enxergo o futuro pois não deixo o passado.
Não vivo o presente pois estou estagnado.
O que fazer com a existência?
Que pulsa em resistência.
Hipocrisia comum, por todos aceita.
Eu me enojo com a minha, a mim mesmo rejeita.
Procurando motivos para explicar.
Deixo muitos amigos, fumo e bebo num bar.
Ah mas se tivesse um espelho...
Não quero reflexo quero partido ao meio.
E do meu corpo jorrar mina de rubis a brilhar.
Perdendo o brilho assim que secar...
Tenho tudo pro extermínio.
Eu sei qual é o caminho.
Mas até mesmo pra isso me falta coragem.
Triste covardagem...
Encerro este texo, sem objetivo ou pretexo.
Pois é certa a morte, natural contexto.
É certa a dor a cada segundo.
Sinto demais este mundo, este mundo imundo.
domingo, 23 de maio de 2010
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