quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ouvindo o rio...

Margeado por todo corpo, segue o rio a sorrir.
Nos pulmões a nescente destas artérias correntes, fluem ao compasso do coração.
Sempre levando muitos e muitos nutrientes, regam todo o sistema como o faz sem sentir.

O deságue cerebral, muscular, de tantos e tantos deltas celulares, segue perene em seu ritmo próprio.
Elevado por sentimentos nobres, ou outros nem tanto, são como tempestades que agitam as corredeiras, mas seguem a irrigar, ao coração sempre a bombear...

Para nós este rio não passa de sustentáculo, meio, coisa...
Entretanto muito mais o é!
É parte do ciclo, é força é o repositório da alma, aquela que anima e colore este, aparentemente tão frágil e fadado as ruinas do tempo.

Mas ainda assim, traduz o que a alma o é.
To ter ou não ter aquela fé, de que um dia é somente um segundo para o que move, ainda que sejam vinte e quatro horas para o corpo físico.
É deste óleo de paciência, fé, virtudes diversas que devemos untar nossos pensamentos, águias a sobrevoar os rios, cardumes de salmons a percorrer as bifurcações deste mesmo rio, para que deles possam zelar.
Para que nós possamos ouvir os seus sublimes sons, que existem para todos, mas só os escuta que o deseja escutar.

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