Sem apoio.
É uma queda sem fim...
Nem me lembro mais...
De quado não me senti mais assim.
E se acha estranho.
Para mim já é algo comum.
Se para você a esperança não tem tamanho.
Em mim o vermelho derrete-se como tinta de urucum...
Mas há dias que o vácuo permite voar.
Buscando uma ascendente assim como um urubu.
Giro, giro, giro...
Vou sem rumo algum...
Mas não esqueço-me que é algo passageiro.
Como aqueles que embarcam no avião.
Há o momento de desembarque...
É terrível a queda sem que haja chão...
O sofrimento daquele piso passado.
Aquele de que passou, foi-se, não volta mais...
Disolveu-se sob meus pés.
Mas inpregnou o meu convés...
Da minha nau sem vela nem âncora.
Somente a deriva, a inconstância.
Regem a viagem pelo tempo.
Nun caminho sem distância...
E assim vou vivendo...
Vivendo?
Respirando...
Sofrendo?
Esperando o dia seguinte.
A noite que nos permite.
Descansar a carcaça.
Mas quase nunca a mente.
Pois dela é eminente.
A produção do pensar.
E ainda que no sono.
Ainda há de se apresentar.
Portanto sigo...
Para onde?
Não sei ao certo.
Asseguro que é distante.
É duro como concreto.
Vazio como o vácuo.
Solitário como em um deserto.
Pois é vazio, é triste, mas isso é certo...
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