O resto.
É...
Sou o resto.
O que ficou no fundo da lata.
O que lambeu o cão vira-lata.
Não presto.
E a vida não me larga!
O resto.
É...
Ser o resto.
É o que me resta.
Sentar e chorar.
Sorrir e me alienar
Não me resta mais nada.
E essa vida que não me larga.
O resto.
É...
É o que sobra.
O que não é mais nada que simples migalha.
O que se auto-consome.
Como o verme em carniça abandonada.
Nada mais me consome...
E ainda a aguentar essa vida que não me larga!
O resto!
É...!
Aquilo que foi rejeitado...
Não presta nem para ser doado!
O que foi lançado ao lago.
Quicando como pedra.
E afundando como ela após seus momentos de "vida".
Agora afundou...
Me larga vida miserável!
Essa merda de resto...!
É...!
Chega de mofar...
Estragar...
É hora de chutar.
Chutar essa vida!
Partir para a próxima!
É lançar-se ao inferno!
Pelo menos essa bosta de vida finalmente me largará!
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