quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sofreguidão...

Sem rumo caminha.
Sem sono ardia.
Sem saída tinha.
Só o velho mundão.

E não tinha pressa.
Não tinha conversa.
E nem companhia.
Apenas solidão.

E já não sabia.
Se nome ele tinha.
Foi-se a identidade.
Foi-se a paixão.

Não mais nutria.
Pois já mais comia.
Da felicidade.
Pedaço de pão.

Só poeira vinha.
Sua visão ardia.
Cabeça explodia.
Já não via o chão.

Eis que em noite escura.
Sozinho na rua.
Sua alma nua.
Desprendeu-se então.

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