Sem rumo caminha.
Sem sono ardia.
Sem saída tinha.
Só o velho mundão.
E não tinha pressa.
Não tinha conversa.
E nem companhia.
Apenas solidão.
E já não sabia.
Se nome ele tinha.
Foi-se a identidade.
Foi-se a paixão.
Não mais nutria.
Pois já mais comia.
Da felicidade.
Pedaço de pão.
Só poeira vinha.
Sua visão ardia.
Cabeça explodia.
Já não via o chão.
Eis que em noite escura.
Sozinho na rua.
Sua alma nua.
Desprendeu-se então.
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