quarta-feira, 28 de abril de 2010

Caminho perverso.

Caos...
Ordenamento aleatório.
Profana sombra necessária.
Nivelamento expiatório.

Quando aquele existe.
A dualidade existe.
Torna viva a idéia contrária.
Ainda que esta seja uma idéia arbitrária.

Neste estado não há o bem nem mesmo o mal.
Somente existe vida ou morte.
Que não implica ser dual.
Pois que continua transformação é seu norte.

E após a dor.
Exaustivo frio ou calor.
O que resta ainda em torpor.
Consolida-se, seja como for.

Toma nova forma.
Nova auróra.
Renasce da presente morte.
Em forma de flor em forma de sorte.

Pois que nasce a ordem.
Suavemente sob as cinzas, suspira a vida.
Respira forte.
Ainda assustados não dormem.

E a dimensão temporal cobre os restos em seu véu.
Suavizando as formas.
As emoções os dogmas.
Lhes mostra que não há limite, lhe indica o céu.

E então voltemos a rotina.
Diversa, contínua.
Transformada, renovada.
A dor do ferrão transformou-se em doce mel.

Mas não esqueça de sua sina.
Pois que esta vida contínua, lhe apraz a limitação.
Leava ao esquecimento do infinito, do belo.
Cresce a cruel face do velho ego.

Portanto cuidado!
Como do caos a ordem.
Há o caminho inverso.
Da ordem ao caos, o caminho mais perverso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário