quinta-feira, 13 de maio de 2010

Cicatriz.

Memória humana.
Seletiva, imensa, inteligente, mas as vezes se engana...
Lembrando-se disso o criador levou a cabo sua inteligência superior.
A cada ferimento desferido contra a criatura, seja por ela mesmo seja por próximo, seja como for, sempre haverá a dor.

Mas as dores são sentimentos.
Transcendem do físico pelos nervos aos pensamentos.
Pontuam em nossas vidas o resultados de desastrosas ações ou reações.
Devem ser guias para o resto de nossas vidas, de boas ou mas atitudes ou paralisações.

Mas até então, estes efémeros estados são limitados as memórias de nossas mentes tão vãs.
Portanto, para que recordemos daqueles atordoantes momentos.
Atordoantes sentimentos, errantes movimentos, atitudes ativas ou inertes nada sãs.
Além das dores limitadas a dimensão temporal que certamente cairão nos recônditos dos esquecimentos, há mais um dos mais importantes elementos.

Da ferida a recuperação.
Sim, durante ainda mais tempo, o ardor, a coceira, a limitação, a aflição ainda perdurará durante ainda maior momento.
Pois é necessário o reparo, a redenção.
E nada mais astuto que a criação poderia fornecer que a necessidade de cuidados para a cura daquele ferimento.

Mas quando já fechada a ferida.
Estancada a dor.
Terás perene medalha de luta, daquela dor desferida.
Terás o resultado de jornada vencida a cicatriz, a marca atemporal daquela recordação.

Lembrará até o fim de seu tempo material.
A recordação daquele mal.
Que curado lhe deixou marcado.
Para que nunca mais olvidastes que na vida há cuidados.

Sorte daqueles que todo processo carregam além da matéria, na memória além desta ilusão.
Que as cicatrizes da alma, mantidas, presentes.
Não permitirão dos erros a repetição.
Feizes daqueles que de humilde viver, recordam até mesmo as derrotas como presente, como grande lição.

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