Sou rico de sentimentos.
Escravo de resentimentos.
Feliz por ser livre na imensidão.
Triste pelos elos que criei no passado e neste presente me atam ao chão.
Sería egoísta usar da imensa liberdade.
Covardia deixar para tras os que cativei, aqueles a quem tenho gratidão.
É plenamente óbvia a minha responsabilidade.
É ditosa diante do futuro, dimensão em imensidão.
Desejava andar sem rumo.
Atravessar florestas, riachos, saltar muros.
Viver somente o eu e assim retomar o prumo.
Mas a vida segue, e a realidade retoma o comando aos murros.
Mas não desisto.
Ainda hei de ser somente eu, de ouvir somente a minha voz, pensar somente meus pensamentos.
Eu insisto!
Posso desejar uma fuga, mas não será este o principal dos argumentos?
Sim!
Absorver a vida sem interferências!
Lutar sem ter ajuda, buscar minha força enfim!
Conhecer a mim mesmo através do mundo, das experiências!
Por enquanto visto meu arreio.
Sigo como a multidão.
Sem devaneio.
Pois um dia me encontrarei e nem as mais fortes forças me aplacarão.
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