terça-feira, 11 de maio de 2010

De Lírio.

Compulsividade além da necessidade.
Liberdade além da libertinagem.
Andam juntas, juntas a saciar a vontade.
E são sujas, no meio dessa sacanagem.

Como no olho de um furacão.
Perde um olho, perde a noção.
As juras secretas já são desérticas.
Liquido que secreto, parasitas domésticas.

Onde foi que tudo parou?
Onde foi que começou?
Qual o ponto do desencontro?
Qual a saída deste antro?

Não se vê saídas, além da foice na vida.
Não se crê no fim, pois depois será muito ruim.
A esperança nutrida.
Não devia ser assim!

Confesso em versos.
Os meus piores retrocessos.
Confesso sem nexo.
Grandes saltos desconexos.

Se um dia conhci equilíbrio, se foi como um lírio.
Transformou-se em chá das cinco.
Espalhou o delírio.
E é assim que fico.

Onde foi que tudo parou?
Onde foi que começou?
Qual o ponto do desencontro?
Qual a saída deste antro?

Mas recoloco minha venda.
Dando passos adiante.
Não tenho pena.
Sou mais um errante.

Mas se for amor.
Sofro toda a dor.
Se for paixão.
Me atiro ao chão.

Seja lá o que for.
Seja lá qual a cor.
Será lá que estarei.
Será lá que lhe esperarei.

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