sexta-feira, 14 de maio de 2010

É preciso...

É preciso chorar...
Arrancar do peito a amargura, a dor de não ser capaz de amar.
As lágrimas limpam alma, libertam a chama que arde.
Nunca é tarde, nunca é tarde...

É preciso crer...
Em um dia poder amar a si mesmo.
Ser celeiro de tão doce poder.
Amar além de si, o próximo.

É preciso emanar...
O doce sabor do sonhar.
Devaneios de paz interior a exteriorizar.
De beleza seus olhos permitir não somente ver mas sentir, enxergar.

É preciso colorir...
As cores desde o amanhecer ao por do sol.
Permitir abrir os olhos e a luz trazer nuances a sorrir.
E aquelas cores a preencher cada recândito do ser em um só.

E assim segue a vida, os sonhos, o tempo...
A história de cada indivíduo componente do todo, do ser supremo.
Portanto que venham os anos, os fatos, os atos de penitência.
É preciso paciência...

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