Senssível sou.
Mas pra onde vou.
Da felicidade a dor.
Sinto plenamente, vivo o calor.
Pode ser aconchegante.
As vezes a alma queima em pranto.
Mas não há como não ser eu mesmo, como não ser insignificante.
Minha noção de ser por muitas vezes me traz imenso espanto.
Pois como ninguém é, igual a outro nunca haverei de ser.
Mas destôo dos padrões do mundo.
Nem por isso deixo de ser mundano, deixo de ter prazer.
Mas por momentos vivo o que não é minha vida, me sinto imundo.
Culpo meu ser pelo que fui ou por que deixei de ser.
Me preocupo com o porvir, com o que há de suceder...
Não quero ser vítima de minha própria atemporalidade, do presente fazer questão de esquecer.
Pois é o que me torna frágil, culpado a adoecer.
Preciso do torpor do mundo para neste momento me estabelecer.
Incisto em errar profundo, do futuro criar desde hoje e do passado somente aprender.
Este sou eu, confuso, obtuso, viajante sem crer em mim, neste poderoso instante.
E portanto enquanto não tomar esta força em mãos, no presente construir, me estabelecer, continuarei sofrendo ao tempo, e como ser errante permanecer a sobreviver.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário